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INTERCAMBIANDO

Blog para fazer amigos pelo mundo, falar do cotidiano, experiências , sentimentos e relacionamentos das pessoas comuns!

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  • Walcyr Carrasco e Eu! Uma relação de longa data!

    Nunca fui dada à tietagem. Claro, adoro os ídolos, mas nunca tive coragem de lhes pedir um autógrafo. Já me sentei ao lado de alguns em restaurantes e não pedi para tirar foto. Acho isso de tremendo mau gosto!...Imagine, atrapalhar o seu sacrossanto momento de paz!...Uma heresia!

    A não ser quando criança, pedi pelo correio que me enviassem a foto do Ted Boy Marino, e olhava sempre para ela, encantada... Isso foi o máximo a que cheguei.

    ...Até a última sexta-feira quando soube que Walcyr Carrasco iria estar na cidade de Sumaré/SP para fazer uma palestra de abertura do concurso "Professor/Escritor". Eu tinha que vê-lo e mostrar-lhe minha coleção de artigos seus publicados na revista Veja desde o ano de 1994, páginas amareladas pelo tempo: um luxo! Aqui mesmo no blog já publiquei um deles.

    Nesta época ele ainda não era tão conhecido como agora, por conta de suas novelas na Rede Globo de Televisão, mas eu apreciava tanto os textos que, quando precisava por as revistas na reciclagem porque não tinha mais lugar para guardá-las, destacava os textos do Walcyr e guardava-os. 

    O que eu não imaginava era que algum dia eu teria a oportunidade de mostrar-lhe a minha coleção. 

    E eu aproveitei para dizer-lhe, pessoalmente, o quanto o amava! 

    ...Agora só me falta dizer a mesma coisa ao Leandro Karnal.

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     O Escritor José Eduardo Milani, Walcyr Carrasco e Eu com os textos na mão

     

    CONCURSO PROFESSOR ESCRITOR/EDITAL

    Está aberto desde o dia 12 de setembro e vai até o dia 12 de outrubro de 2017 as inscrições para o concurso Professores Escritores da Prefeitura de Hortolândia/SP, e da Academia Paulista de Letras, que contemplará três profissionais da educação, sejam eles  professores, educadores ou gestores.

    A Obra inscrita deverá ser em língua portuguesa, ficcional, inédita, podendo ser apresentada na forma de a) romance, b) coletânea de contos, c) coletânea de crônicas, d) coletânea de poesias. Contudo, poderá ser utilizado até 25% de seu conteúdo em posts escritos pelo próprio autor em blogs ou em revistas eletrônicas. O total de páginas poderá variar entre 25 e 100 páginas.

    Os prêmios serão:

    1º lugar:  Um automóvel zero Km, publicação do livro.

    2º lugar:  Uma bolsa de estudo em graduação ou pós graduação à distância.

    3º lugar: Uma bolsa de estudo em graduação ou pós graduação à distância.

    Os prêmios serão ofertados pelos patrocinadores que são a Revista Caras e a UNIMES - Universidade Metropolitana de Santos.

    Veja o link para o edital do concurso.

    As inscrições deverão ser realizadas no site da Prefeitura de Hortolândia.

     

    PEQUENAS UTOPIAS

     Zigmunt Bauman, diz que

    " Para que a utopia nasça, é preciso duas condições. A primeira é a forte sensação (ainda que difusa e inarticulada) de que o mundo não está funcionando adequadamente e deve ter seus fundamentos revistos para que se readéque. A segunda condição é a existência de uma confiança no potencial humano à altura da tarefa de reformar o mundo, a crença de que “nós, seres humanos podemos fazê-lo”. Essa crença está articulada com a racionalidade capaz de perceber o que está errado com o mundo, saber o que pode ser modificado, quais são seus pontos problemáticos e ter força e coragem para extirpá-los. Em suma, potencializar a força do mundo para o atendimento das necessidades humanas existentes ou que possam a vir existir (2009, p. 38).

    Desde que Thomas More escreveu seu livro Utopia, em 1516, que o assunto passou a chamar a atenção de seus contemporâneos, embora já tivesse sido abordado por outros autores. De lá prá cá, é assunto recorrente de livros, publicações, estudos, e a palavra já foi confundida, erroneamente, como um ideal comunista ou socialista.

    A nossa proposta aqui é cada um criar sua própria utopia, que nada mais é que algo idealizado, é a ideia de civilização ideal, fantástica, imaginária. É um sistema ou plano que parece irrealizável, é uma fantasia, um devaneio, uma ilusão, um sonho. Do grego “ou+topos” que significa “lugar que não existe”. Pode ser até mesmo um cantinho para se aproveitar uma boa leitura, longe do mundo, um lugar utópico.

    Quando caminho pelo meu bairro percebo o quanto o homem tem um poder transformador de pequenas utopias. Como toda cidade, Americana tem seus lugares onde a Prefeitura não dá conta de resolver todos os desejos da população de organização, ordem, limpeza, estética, fruição, mas alguns cidadãos não ficam esperando por esse milagre. Vão plantando suas utopias pelo caminho. Vão criando pequenos nichos de paraíso, como estes amigos fizeram em frente à sua casa: 

     Um banquinho prá sentar e aproveitar a sombra da árvore, ladeado de plantinhas que foram cultivando

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    Uma mangueira que abriga os carros

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    Uma pequena floresta que se forma, onde antes era o vazio que deixava à mostra apenas a alta tensão

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    Com infinidade de espécies que foram "surgindo"

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    Pequenas amoreiras que trazem os pássaros de volta

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    E, assim, vão "refrescando" a avenida

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    Modificando o seu entorno... Construindo sua pequena utopia.

     

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    Até nós, nos arriscamos em nosso prédio! Alguém pediu frá fazer?... Não!... mas também ninguém disse que não podia!

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    Minha irmã, também criou sua pequena utopia

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    Para os que desejarem se aprofundar mais no assunto Utopia tem este excelente texto no PÚBLICO, site português.

    Para quem desejar uma fruição envolvendo Thomas More, sugiro a série "The Tudors" que tem no Netflix. Eu já a assisti, mas agora estou assistindo novamente com o olhar voltado particularmente a ele, que além de filósofo, advogado, escritor, diplomata, foi também Chanceler do reino de Henrique VIII. Mas não assista antes de ler o post do Público, vale a pena se aprofundar no assunto!

     

    BIBLIOGRAFIA

    BAUMAN, Zygmunt. Entrevista. Cult, São Paulo, n. 138, p. 37-41, ago. 2009.

     

    E-REFERENCE

    UTOPIA , encontrado em https://www.significados.com.br/utopia/  acessado em 07/09/2017 às 16:30 hs.

     
     
     

    O MOTOR DO RENALITA

    Apenas aos 39 anos dei me conta do quanto os sons afetam nossas vidas.

    Havíamos nos mudado para a cidade de Santos/SP, e ao ouvir os apitos dos navios meu coração se enchia de alegria, como se alguém querido fosse chegar.

    Vivia feliz!... Afinal, em uma cidade portuária entra navio à toda hora.

    ... Até o dia em que a minha morena embarcou no Renalita* para fazer dramaturgia na Anhembi/Morumbi em São Paulo!...Não poderia pensar futuro mais brilhante para ela!

    Mas, então, porque o coração sangrava com o barulho do motor do Renalita?

    Assim foram todas as madrugadas: Eu me levantava, aprontava o café da manhã dela, dava um abraço, voltava deitar mais um pouquinho antes de sair para o trabalho, e a hora que o Renalita partia, partia meu coração...

     

     

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    DEDINHA CONTINUA TUDO DE BOM!

    Há anos atrás escrevi um post aqui sobre alguns trabalhos de artesanato feitos por minha irmã, todos muito bonitos e de qualidade. Mas, ela se cansou, parou, e agora retornou com alguns trabalhos muito interessantes, que mostram uma evolução nas técnicas de seu aprendizado e uma ampliação no seu próprio fazer. Inclusive, já quero inseri-lo em nossa sessão "Não Descarto, Recrio", pois, além dela estar utilizando alguns materiais reciclados, como pedaços de madeira encontrados em restos de construção como este

     

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     Também tem aproveitado caixotes, tipo engradado, como este

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     E, utilizado filtros de café para fazer flores como estas desta caixa

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     Mas, tudo que ela tem feito, tem ficado muito bonito, não acham?

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     Esta é a minha preferida

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     O crédito das imagens é de Isabelle P. Canto

    NÃO DESCARTO!... RECRIO!

    Estamos inaugurando uma nova sessão no blog para publicar trabalhos feitos com materiais descartáveis.

     

    Acredito que este texto escrito pelo jornalista e escritor uruguaio Eduardo Galeano, dá a arrancada inicial com muita competência pois ele retrata exatamente o inconformismo dos mais velhos a descartar objetos. Como sou desse tempo e dessa filosofia, reproduzo aqui, e ilustro, no final, com trabalhos que fiz de filtro/coador de café. É um texto um pouco longo, mas vale apena ler até o fim pela riqueza de detalhes.


    O que acontece comigo é que não consigo andar pelo mundo pegando coisas e trocando-as pelo modelo seguinte só por que alguém adicionou uma nova função ou a diminuiu um pouco…

    Não faz muito, com minha mulher, lavávamos as fraldas dos filhos, pendurávamos na corda junto com outras roupinhas, passávamos, dobrávamos e as preparávamos para que voltassem a serem sujadas.
    E eles, nossos nenês, apenas cresceram e tiveram seus próprios filhos se encarregaram de atirar tudo fora, incluindo as fraldas. Se entregaram, inescrupulosamente, às descartáveis!

    Sim, já sei. À nossa geração sempre foi difícil jogar fora. Nem os defeituosos conseguíamos descartar! E, assim, andamos pelas ruas, guardando o muco no lenço de tecido, de bolso.
    Nããão! Eu não digo que isto era melhor. O que digo é que, em algum momento, me distraí, caí do mundo e, agora, não sei por onde se volta.

    O mais provável é que o de agora esteja bem, isto não discuto. O que acontece é que não consigo trocar os instrumentos musicais uma vez por ano, o celular a cada três meses ou o monitor do computador por todas as novidades.
    Guardo os copos descartáveis! Lavo as luvas de látex que eram para usar uma só vez.

    Os talheres de plástico convivem com os de aço inoxidável na gaveta dos talheres! É que venho de um tempo em que as coisas eram compradas para toda a vida!

    É mais! Se compravam para a vida dos que vinham depois! A gente herdava relógios de parede, jogos de copas, vasilhas e até bacias de louça.
    E acontece que em nosso, nem tão longo matrimônio, tivemos mais cozinhas do que as que haviam em todo o bairro em minha infância, e trocamos de refrigerador três vezes.

    Nos estão incomodando! Eu descobri! Fazem de propósito! Tudo se lasca, se gasta, se oxida, se quebra ou se consome em pouco tempo para que possamos trocar.
    Nada se arruma. O obsoleto é de fábrica.
    Aonde estão os sapateiros fazendo meia-solas dos tênis Nike? Alguém viu algum colchoeiro encordoando colchões, casa por casa? Quem arruma as facas elétricas? o afiador ou o eletricista? Haverá teflon para os funileiros ou assentos de aviões para os talabarteiros?

    Tudo se joga fora, tudo se descarta e, entretanto, produzimos mais e mais e mais lixo. Outro dia, li que se produziu mais lixo nos últimos 40 anos que em toda a história da humanidade.

    Quem tem menos de 30 anos não vai acreditar: quando eu era pequeno, pela minha casa não passava o caminhão que recolhe o lixo! Eu juro! E tenho menos de ... anos! Todos os descartáveis eram orgânicos e iam parar no galinheiro, aos patos ou aos coelhos (e não estou falando do século XVII). Não existia o plástico, nem o nylon. A borracha só víamos nas rodas dos autos e, as que não estavam rodando, as queimávamos na Festa de São João. Os poucos descartáveis que não eram comidos pelos animais, serviam de adubo ou se queimava..
    Desse tempo venho eu. E não que tenha sido melhor.... É que não é fácil para uma pobre pessoa, que educaram com "guarde e guarde que alguma vez pode servir para alguma coisa", mudar para o "compre e jogue fora que já vem um novo modelo".
    Troca-se de carro a cada 3 anos, no máximo, por que, caso contrário, és um pobretão. Ainda que o carro que tenhas esteja em bom estado... E precisamos viver endividados, eternamente, para pagar o novo!!! Mas... por amor de Deus!
    Minha cabeça não resiste tanto. Agora, meus parentes e os filhos de meus amigos não só trocam de celular uma vez por semana, como, além disto, trocam o número, o endereço eletrônico e, até, o endereço real.

    E a mim que me prepararam para viver com o mesmo número, a mesma mulher e o mesmo nome (e vá que era um nome para trocar). Me educaram para guardar tudo. Tuuuudo! O que servia e o que não servia. Por que, algum dia, as coisas poderiam voltar a servir.
    Acreditávamos em tudo. Sim, já sei, tivemos um grande problema: nunca nos explicaram que coisas poderiam servir e que coisas não. E no afã de guardar (por que éramos de acreditar), guardávamos até o umbigo de nosso primeiro filho, o dente do segundo, os cadernos do jardim de infância e não sei como não guardamos o primeiro cocô.

    Como querem que entenda a essa gente que se descarta de seu celular a poucos meses de o comprar? Será que quando as coisas são conseguidas tão facilmente, não se valorizam e se tornam descartáveis com a mesma facilidade com que foram conseguidas?
    Em casa tínhamos um móvel com quatro gavetas. A primeira gaveta era para as toalhas de mesa e os panos de prato, a segunda para os talheres e a terceira e a quarta para tudo o que não fosse toalha ou talheres. E guardávamos...

    Como guardávamos!! Tuuuudo!!! Guardávamos as tampinhas dos refrescos!! Como, para quê? Fazíamos limpadores de calçadas, para colocar diante da porta para tirar o barro. Dobradas e enganchadas numa corda, se tornavam cortinas para os bares. Ao fim das aulas, lhes tirávamos a cortiça, as martelávamos e as pregávamos em uma tabuinha para fazer instrumentos para a festa de fim de ano da escola.

    Tuuudo guardávamos! Enquanto o mundo espremia o cérebro para inventar acendedores descartáveis ao término de seu tempo, inventávamos a recarga para acendedores descartáveis. E as Gillette até partidas ao meio se transformavam em apontadores por todo o tempo escolar. E nossas gavetas guardavam as chavezinhas das latas de sardinhas ou de corned-beef, na possibilidade de que alguma lata viesse sem sua chave.
    E as pilhas! As pilhas das primeiras Spica passavam do congelador ao telhado da casa. Por que não sabíamos bem se se devia dar calor ou frio para que durassem um pouco mais. Não nos resignávamos que terminasse sua vida útil, não podíamos acreditar que algo vivesse menos que um jasmim. As coisas não eram descartáveis. Eram guardáveis.

    Os jornais!!! Serviam para tudo: para servir de forro para as botas de borracha, para por no piso nos dias de chuva e por sobre todas as coisa para enrolar.

    Às vezes sabíamos alguma notícia lendo o jornal tirado de um pedaço de carne!!! E guardávamos o papel de alumínio dos chocolates e dos cigarros para fazer guias de enfeites de natal, e as páginas dos almanaques para fazer quadros, e os conta-gotas dos remédios para algum medicamento que não o trouxesse, e os fósforos usados por que podíamos acender uma boca de fogão (Volcán era a marca de um fogão que funcionava com gás de querosene) desde outra que estivesse acesa, e as caixas de sapatos se transformavam nos primeiros álbuns de fotos e os baralhos se reutilizavam, mesmo que faltasse alguma carta, com a inscrição a mão em um valete de espada que dizia "esta é um 4 de bastos".

    As gavetas guardavam pedaços esquerdos de prendedores de roupa e o ganchinho de metal. Ao tempo esperavam somente pedaços direitos que esperavam a sua outra metade, para voltar outra vez a ser um prendedor completo.

    Eu sei o que nos acontecia: nos custava muito declarar a morte de nossos objetos. Assim como hoje as novas gerações decidem matá-los tão-logo aparentem deixar de ser úteis, aqueles tempos eram de não se declarar nada morto: nem a Walt Disney!!!

    E quando nos venderam sorvetes em copinhos, cuja tampa se convertia em base, e nos disseram: Comam o sorvete e depois joguem o copinho fora, nós dizíamos que sim, mas, imagina que a tirávamos fora!!! As colocávamos a viver na estante dos copos e das taças. As latas de ervilhas e de pêssegos se transformavam em vasos e até telefones. As primeiras garrafas de plástico se transformaram em enfeites de duvidosa beleza. As caixas de ovos se converteram em depósitos de aquarelas, as tampas de garrafões em cinzeiros, as primeiras latas de cerveja em porta-lápis e as cortiças esperaram encontrar-se com uma garrafa.

    E me mordo para não fazer um paralelo entre os valores que se descartam e os que preservávamos. Ah!!! Não vou fazer!!!
    Morro por dizer que hoje não só os eletrodomésticos são descartáveis; também o matrimônio e até a amizade são descartáveis. Mas não cometerei a imprudência de comparar objetos com pessoas.

    Me mordo para não falar da identidade que se vai perdendo, da memória coletiva que se vai descartando, do passado efêmero. Não vou fazer.
    Não vou misturar os temas, não vou dizer que ao eterno tornaram caduco e ao caduco fizeram eterno.
    Não vou dizer que aos velhos se declara a morte apenas começam a falhar em suas funções, que aos cônjuges se trocam por modelos mais novos, que as pessoas a que lhes falta alguma função se discrimina o que se valoriza aos mais bonitos, com brilhos, com brilhantina no cabelo e glamour.

    Esta só é uma crônica que fala de fraldas e de celulares. Do contrário, se misturariam as coisas, teria que pensar seriamente em entregar à bruxa, como parte do pagamento de uma senhora com menos quilômetros e alguma função nova. Mas, como sou lento para transitar este mundo da reposição e corro o risco de que a bruxa me ganhe a mão e seja eu o entregue...

    Agora segue os trabalhos realizados com filtro de café. E atente para o detalhe, nem o pó de café é descartado. Ele é colocado nas plantas para adubação e afastar as pragas.

    Luminária

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     Outra Luminária. esta pintei de vermelho e acrescentei  laca/verniz

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    Máscara em alto relevo, também realizada com filtro de papel

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     Se você chegou até aqui, é porque é como nós! Mostre seu trabalho! Estamos criando uma nova Sessão no Blog para publicar trabalhos de pessoas que utilizam sucatas em suas criações. Envie fotos para o e-mail elizabete.pazeto@gmail.com com o título : NÃO DESCARTO!...RECRIO! Envie suas fotos e publicaremos seus trabalhos, devidamente creditados a você.

     

    MAIS UM POUCO SOBRE CRIATIVIDADE

    Em nossa sociedade temos o hábito de pensar que o criativo é aquele que se destacou exponencialmente em qualquer atividade: os gênios, os grandes artistas, mas nos esquecemos de pensar naqueles que, no seu dia-a-dia, conseguem superar pequenos obstáculos e "melhoram o mundo a seu redor".

    Aliás, esta observação entre aspas, são palavras de Fayga Ostrower, artista plástica, professora, que já mencionamos várias vezes aqui em nosso blog. Sempre gosto de citar trechos seus, pois refletem pensamentos sobre processos criativos e suas ligações com as pessoas comuns e sua humanidade.

    Na página 112 do seu livro "Criatividade e Processos de Criação" ela diz:

    ..."Acima de quaisquer outras considerações, o que importa é o processo criador visto como um processo de crescimento contínuo no homem, e não unicamente como fenômeno que caracteriza os vultos extraordinários da humanidade. Procuramos entender as potencialidades de um modo mais amplo e mais profundo, no sentido global. Poderia, no caso, tratar-se de um grande artista ou cientista, mas não seria apenas a sua produtividade profissional que consideraríamos, seria, antes, o seu potencial criador como dimensão humana a enriquecer a tudo e a todos aos seu redor. O poder criador do homem é a sua faculdade ordenadora e configuradora, a capacidade de abordar em cada momento vivido a unicidade da experiência e de interligá-la a outros momentos, transcendendo o momento particular e ampliando o ato da experiência para um ato da compreensão. Nos significados que o homem encontra - criando e  sempre formando - estrutura-se a sua consciência diante do viver"... 

    ..." Como ser coerente, ele está mais aberto ao novo porque mais seguro dentro de si. Sua flexibilidade de questionamento, ou melhor, a ausência de rigidez defensiva diante ao mundo, permite-lhe configurar espontâneamente tudo que o toca".

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     Fayga em seu ateliê.

     

    A Velhinha "Fujona"

     

     Histórias de Pizzaria

     
    Era um sábado como outro qualquer, pedidos e muita movimentação na cozinha e salão. Uma mesa em especial chama atenção pela algazarra, sorriso solto, família reunida, felicidade total!   
     
    Ouvindo tudo, sorrio sozinha da cozinha quando uma fala mansa me faz parar tudo para ir até o balcão. Isabel, a recepcionista do dia, estava com dificuldades em explicar o esquema da casa a uma senhorinha de rosto enrugado. Naquele mesmo dia mais cedo, eu a vi atravessar a rua e depois forçando os olhos para ver que loja era a nossa! ...Ficou uns cinco minutos olhando, olhando, olhando. Tomei a frente e expliquei. A senhorinha custou a entender e me pediu para que eu lesse o cardápio para ela, pois disse que aqueles óculos não estavam ajudando. 
     
    Eu muito no sufoco, sem tempo mas com paciência não só li como montei a pizza para ela. Ovo? Mussarela? Peito de peru? Cebola?
     
    - Não, não, cebola não! Palmito tem? Põe palmito. É essa que eu quero, essa aí que você está falando. Sem cebola.
     
    E corri pra cozinha pois os pedidos se acumulavam. 
     
    Passada a correria, voltei para o balcão e uma Família se levantou em direção ao pequeno caixa e eu que adoro conversar papeei com gosto. Que delícia! Que felicidade ter essa alegria em um dia de trabalho! 
     
    Enfim pagaram, se despediram e de repente o salão ficou vazio e eu ainda rindo limpando as mesas ouço lá de dentro: 
     
    -Aquela senhora saiu sem pagar?
     
    Isabel não sabia o que dizer e eu fiquei sem reação. Como assim? Uma velhinha  me passou a perna?

    Corri pra porta para ver se ainda dava tempo mas a mulher desapareceu.  

    Em choque preferia acreditar que a velhinha havia esquecido de pagar, mas não me conformei. E o chefe, soltando fogo pelas ventas:

    - Vocês estão em duas e não conseguem dar conta de uma velha fujona? Esse salão não é tão grande assim para vocês a perderem de vista. Isso que dá, conversam demais, estão sempre desatentas, sempre rindo e assistindo videozinhos de gatos...isso aqui é um ambiente de trabalho! 

    Ouvimos tudo arrasadas e sem argumento algum para sequer rebater. Fazer o que: a Senhorinha aproveitou  um momento de desatenção e nos fez morrer com 20 reais a menos no caixa. Passaram-se 15 minutos de sermão e continuávamos sem acreditar, quando de repente a porta do banheiro se abre lentamente e a senhorinha sai de lá penteadinha e maquiada. Nos olhamos, eu, Isabel e o Chefe que, incrédulo abriu a boca sem acreditar naquela visão. 
     
    Ela se dirigiu ao caixa, naquela velocidade típica de quem não tem mais pressa nessa vida. E se ela ouviu tudo? O que faremos? E agora?  Ninguém se moveu ou respirou. A senhorinha então quebrou o silêncio:
     
    - Quanto eu estou devendo? - disse.
     
    - A senhora ficou satisfeita? Perguntei tentando arrancar-lhe mais do que apenas o almoço que acabara de comer. 
     
    - O que? - então eu repeti. 
     
    -Ah sim, muito boa! Eu com esses óculos não enxergo nada e ainda com essa surdez, se você não falar olhando para mim eu não consigo entender. Eu moro aqui perto. 
     
    Será uma brincadeira?! Ela deve ter ouvido tudo e está sendo gentil, quase que agradeço a gentileza e dou a pizza de brinde. Mas ela pagou e seguiu.
     
    Arrependida e morrendo de remorso, enquanto a senhorinha se afastava em direção a rua eu prossegui:
     
    -Senhora, leve o nosso cardápio. Senhora? Senhora? - correndo atrás dela, toquei seu braço com a gentileza de neta e repeti. - Leve nosso cardápio, se a senhora mora aqui perto podemos entregar uma pizza na sua casa quando a senhora quiser.
     
    -Obrigada, minha filha! - me beijou e saiu.
     
    Moral da historia: cheque o banheiro, sempre cheque o banheiro. 

     

     

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    Agora cruze os dedos e BOA SORTE!

     

    CONCURSO PREFEITURA DE PIRACICABA/SP

    Aberto Concurso da Prefeitura de Piracicaba/SP, para Professor de Educação Infantil .

    São 20 vagas, com remuneração de R$ 2.740,20 e carga horária de 33 horas semanais. Para concorrer à vaga o candidato deve possuir nível médio e superior.

    As inscrições serão realizadas  no período de 21 de janeiro de 2017 a 05 de fevereiro de 2017. A taxa de inscrição é de R$ 35,00.

    A prova está prevista para ser realizada no dia 05 de março de 2017, na cidade de Piracicaba.

    Edital, inscrições, apostilas, clique no banner ao lado.