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INTERCAMBIANDO

Blog para fazer amigos pelo mundo, falar do cotidiano, experiências , sentimentos e relacionamentos das pessoas comuns!

INTERCAMBIANDO

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  • A evolução do Artesanato e do artesão

    Há anos atrás escrevi um post aqui sobre alguns trabalhos de artesanato feitos por minha irmã, todos muito bonitos e de qualidade. Mas, ela se cansou, parou, e agora retornou com alguns trabalhos muito interessantes, que mostram uma evolução nas técnicas de seu aprendizado e uma ampliação no seu próprio fazer. Inclusive, já quero inseri-lo em nossa sessão "Não Descarto, Recrio", pois, além dela estar utilizando alguns materiais reciclados, como pedaços de madeira encontrados em restos de construção como este

     

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     Também tem aproveitado caixotes, tipo engradado, como este

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     E, utilizado filtros de café para fazer flores como estas desta caixa

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     Mas, tudo que ela tem feito, tem ficado muito bonito, não acham?

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     Esta é a minha preferida

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     O crédito das imagens é de Isabelle P. Canto

    NÃO DESCARTO!... RECRIO!

    Estamos inaugurando uma nova sessão no blog para publicar trabalhos feitos com materiais descartáveis.

     

    Acredito que este texto escrito pelo jornalista e escritor uruguaio Eduardo Galeano, dá a arrancada inicial com muita competência pois ele retrata exatamente o inconformismo dos mais velhos a descartar objetos. Como sou desse tempo e dessa filosofia, reproduzo aqui, e ilustro, no final, com trabalhos que fiz de filtro/coador de café. É um texto um pouco longo, mas vale apena ler até o fim pela riqueza de detalhes.


    O que acontece comigo é que não consigo andar pelo mundo pegando coisas e trocando-as pelo modelo seguinte só por que alguém adicionou uma nova função ou a diminuiu um pouco…

    Não faz muito, com minha mulher, lavávamos as fraldas dos filhos, pendurávamos na corda junto com outras roupinhas, passávamos, dobrávamos e as preparávamos para que voltassem a serem sujadas.
    E eles, nossos nenês, apenas cresceram e tiveram seus próprios filhos se encarregaram de atirar tudo fora, incluindo as fraldas. Se entregaram, inescrupulosamente, às descartáveis!

    Sim, já sei. À nossa geração sempre foi difícil jogar fora. Nem os defeituosos conseguíamos descartar! E, assim, andamos pelas ruas, guardando o muco no lenço de tecido, de bolso.
    Nããão! Eu não digo que isto era melhor. O que digo é que, em algum momento, me distraí, caí do mundo e, agora, não sei por onde se volta.

    O mais provável é que o de agora esteja bem, isto não discuto. O que acontece é que não consigo trocar os instrumentos musicais uma vez por ano, o celular a cada três meses ou o monitor do computador por todas as novidades.
    Guardo os copos descartáveis! Lavo as luvas de látex que eram para usar uma só vez.

    Os talheres de plástico convivem com os de aço inoxidável na gaveta dos talheres! É que venho de um tempo em que as coisas eram compradas para toda a vida!

    É mais! Se compravam para a vida dos que vinham depois! A gente herdava relógios de parede, jogos de copas, vasilhas e até bacias de louça.
    E acontece que em nosso, nem tão longo matrimônio, tivemos mais cozinhas do que as que haviam em todo o bairro em minha infância, e trocamos de refrigerador três vezes.

    Nos estão incomodando! Eu descobri! Fazem de propósito! Tudo se lasca, se gasta, se oxida, se quebra ou se consome em pouco tempo para que possamos trocar.
    Nada se arruma. O obsoleto é de fábrica.
    Aonde estão os sapateiros fazendo meia-solas dos tênis Nike? Alguém viu algum colchoeiro encordoando colchões, casa por casa? Quem arruma as facas elétricas? o afiador ou o eletricista? Haverá teflon para os funileiros ou assentos de aviões para os talabarteiros?

    Tudo se joga fora, tudo se descarta e, entretanto, produzimos mais e mais e mais lixo. Outro dia, li que se produziu mais lixo nos últimos 40 anos que em toda a história da humanidade.

    Quem tem menos de 30 anos não vai acreditar: quando eu era pequeno, pela minha casa não passava o caminhão que recolhe o lixo! Eu juro! E tenho menos de ... anos! Todos os descartáveis eram orgânicos e iam parar no galinheiro, aos patos ou aos coelhos (e não estou falando do século XVII). Não existia o plástico, nem o nylon. A borracha só víamos nas rodas dos autos e, as que não estavam rodando, as queimávamos na Festa de São João. Os poucos descartáveis que não eram comidos pelos animais, serviam de adubo ou se queimava..
    Desse tempo venho eu. E não que tenha sido melhor.... É que não é fácil para uma pobre pessoa, que educaram com "guarde e guarde que alguma vez pode servir para alguma coisa", mudar para o "compre e jogue fora que já vem um novo modelo".
    Troca-se de carro a cada 3 anos, no máximo, por que, caso contrário, és um pobretão. Ainda que o carro que tenhas esteja em bom estado... E precisamos viver endividados, eternamente, para pagar o novo!!! Mas... por amor de Deus!
    Minha cabeça não resiste tanto. Agora, meus parentes e os filhos de meus amigos não só trocam de celular uma vez por semana, como, além disto, trocam o número, o endereço eletrônico e, até, o endereço real.

    E a mim que me prepararam para viver com o mesmo número, a mesma mulher e o mesmo nome (e vá que era um nome para trocar). Me educaram para guardar tudo. Tuuuudo! O que servia e o que não servia. Por que, algum dia, as coisas poderiam voltar a servir.
    Acreditávamos em tudo. Sim, já sei, tivemos um grande problema: nunca nos explicaram que coisas poderiam servir e que coisas não. E no afã de guardar (por que éramos de acreditar), guardávamos até o umbigo de nosso primeiro filho, o dente do segundo, os cadernos do jardim de infância e não sei como não guardamos o primeiro cocô.

    Como querem que entenda a essa gente que se descarta de seu celular a poucos meses de o comprar? Será que quando as coisas são conseguidas tão facilmente, não se valorizam e se tornam descartáveis com a mesma facilidade com que foram conseguidas?
    Em casa tínhamos um móvel com quatro gavetas. A primeira gaveta era para as toalhas de mesa e os panos de prato, a segunda para os talheres e a terceira e a quarta para tudo o que não fosse toalha ou talheres. E guardávamos...

    Como guardávamos!! Tuuuudo!!! Guardávamos as tampinhas dos refrescos!! Como, para quê? Fazíamos limpadores de calçadas, para colocar diante da porta para tirar o barro. Dobradas e enganchadas numa corda, se tornavam cortinas para os bares. Ao fim das aulas, lhes tirávamos a cortiça, as martelávamos e as pregávamos em uma tabuinha para fazer instrumentos para a festa de fim de ano da escola.

    Tuuudo guardávamos! Enquanto o mundo espremia o cérebro para inventar acendedores descartáveis ao término de seu tempo, inventávamos a recarga para acendedores descartáveis. E as Gillette até partidas ao meio se transformavam em apontadores por todo o tempo escolar. E nossas gavetas guardavam as chavezinhas das latas de sardinhas ou de corned-beef, na possibilidade de que alguma lata viesse sem sua chave.
    E as pilhas! As pilhas das primeiras Spica passavam do congelador ao telhado da casa. Por que não sabíamos bem se se devia dar calor ou frio para que durassem um pouco mais. Não nos resignávamos que terminasse sua vida útil, não podíamos acreditar que algo vivesse menos que um jasmim. As coisas não eram descartáveis. Eram guardáveis.

    Os jornais!!! Serviam para tudo: para servir de forro para as botas de borracha, para por no piso nos dias de chuva e por sobre todas as coisa para enrolar.

    Às vezes sabíamos alguma notícia lendo o jornal tirado de um pedaço de carne!!! E guardávamos o papel de alumínio dos chocolates e dos cigarros para fazer guias de enfeites de natal, e as páginas dos almanaques para fazer quadros, e os conta-gotas dos remédios para algum medicamento que não o trouxesse, e os fósforos usados por que podíamos acender uma boca de fogão (Volcán era a marca de um fogão que funcionava com gás de querosene) desde outra que estivesse acesa, e as caixas de sapatos se transformavam nos primeiros álbuns de fotos e os baralhos se reutilizavam, mesmo que faltasse alguma carta, com a inscrição a mão em um valete de espada que dizia "esta é um 4 de bastos".

    As gavetas guardavam pedaços esquerdos de prendedores de roupa e o ganchinho de metal. Ao tempo esperavam somente pedaços direitos que esperavam a sua outra metade, para voltar outra vez a ser um prendedor completo.

    Eu sei o que nos acontecia: nos custava muito declarar a morte de nossos objetos. Assim como hoje as novas gerações decidem matá-los tão-logo aparentem deixar de ser úteis, aqueles tempos eram de não se declarar nada morto: nem a Walt Disney!!!

    E quando nos venderam sorvetes em copinhos, cuja tampa se convertia em base, e nos disseram: Comam o sorvete e depois joguem o copinho fora, nós dizíamos que sim, mas, imagina que a tirávamos fora!!! As colocávamos a viver na estante dos copos e das taças. As latas de ervilhas e de pêssegos se transformavam em vasos e até telefones. As primeiras garrafas de plástico se transformaram em enfeites de duvidosa beleza. As caixas de ovos se converteram em depósitos de aquarelas, as tampas de garrafões em cinzeiros, as primeiras latas de cerveja em porta-lápis e as cortiças esperaram encontrar-se com uma garrafa.

    E me mordo para não fazer um paralelo entre os valores que se descartam e os que preservávamos. Ah!!! Não vou fazer!!!
    Morro por dizer que hoje não só os eletrodomésticos são descartáveis; também o matrimônio e até a amizade são descartáveis. Mas não cometerei a imprudência de comparar objetos com pessoas.

    Me mordo para não falar da identidade que se vai perdendo, da memória coletiva que se vai descartando, do passado efêmero. Não vou fazer.
    Não vou misturar os temas, não vou dizer que ao eterno tornaram caduco e ao caduco fizeram eterno.
    Não vou dizer que aos velhos se declara a morte apenas começam a falhar em suas funções, que aos cônjuges se trocam por modelos mais novos, que as pessoas a que lhes falta alguma função se discrimina o que se valoriza aos mais bonitos, com brilhos, com brilhantina no cabelo e glamour.

    Esta só é uma crônica que fala de fraldas e de celulares. Do contrário, se misturariam as coisas, teria que pensar seriamente em entregar à bruxa, como parte do pagamento de uma senhora com menos quilômetros e alguma função nova. Mas, como sou lento para transitar este mundo da reposição e corro o risco de que a bruxa me ganhe a mão e seja eu o entregue...

    Agora segue os trabalhos realizados com filtro de café. E atente para o detalhe, nem o pó de café é descartado. Ele é colocado nas plantas para adubação e afastar as pragas.

    Luminária

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     Outra Luminária. esta pintei de vermelho e acrescentei  laca/verniz

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    Máscara em alto relevo, também realizada com filtro de papel

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     Se você chegou até aqui, é porque é como nós! Mostre seu trabalho! Estamos criando uma nova Sessão no Blog para publicar trabalhos de pessoas que utilizam sucatas em suas criações. Envie fotos para o e-mail elizabete.pazeto@gmail.com com o título : NÃO DESCARTO!...RECRIO! Envie suas fotos e publicaremos seus trabalhos, devidamente creditados a você.

     

    MAIS UM POUCO SOBRE CRIATIVIDADE

    Em nossa sociedade temos o hábito de pensar que o criativo é aquele que se destacou exponencialmente em qualquer atividade: os gênios, os grandes artistas, mas nos esquecemos de pensar naqueles que, no seu dia-a-dia, conseguem superar pequenos obstáculos e "melhoram o mundo a seu redor".

    Aliás, esta observação entre aspas, são palavras de Fayga Ostrower, artista plástica, professora, que já mencionamos várias vezes aqui em nosso blog. Sempre gosto de citar trechos seus, pois refletem pensamentos sobre processos criativos e suas ligações com as pessoas comuns e sua humanidade.

    Na página 112 do seu livro "Criatividade e Processos de Criação" ela diz:

    ..."Acima de quaisquer outras considerações, o que importa é o processo criador visto como um processo de crescimento contínuo no homem, e não unicamente como fenômeno que caracteriza os vultos extraordinários da humanidade. Procuramos entender as potencialidades de um modo mais amplo e mais profundo, no sentido global. Poderia, no caso, tratar-se de um grande artista ou cientista, mas não seria apenas a sua produtividade profissional que consideraríamos, seria, antes, o seu potencial criador como dimensão humana a enriquecer a tudo e a todos aos seu redor. O poder criador do homem é a sua faculdade ordenadora e configuradora, a capacidade de abordar em cada momento vivido a unicidade da experiência e de interligá-la a outros momentos, transcendendo o momento particular e ampliando o ato da experiência para um ato da compreensão. Nos significados que o homem encontra - criando e  sempre formando - estrutura-se a sua consciência diante do viver"... 

    ..." Como ser coerente, ele está mais aberto ao novo porque mais seguro dentro de si. Sua flexibilidade de questionamento, ou melhor, a ausência de rigidez defensiva diante ao mundo, permite-lhe configurar espontâneamente tudo que o toca".

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     Fayga em seu ateliê.

     

    A Velhinha "Fujona"

     

     Histórias de Pizzaria

     
    Era um sábado como outro qualquer, pedidos e muita movimentação na cozinha e salão. Uma mesa em especial chama atenção pela algazarra, sorriso solto, família reunida, felicidade total!   
     
    Ouvindo tudo, sorrio sozinha da cozinha quando uma fala mansa me faz parar tudo para ir até o balcão. Isabel, a recepcionista do dia, estava com dificuldades em explicar o esquema da casa a uma senhorinha de rosto enrugado. Naquele mesmo dia mais cedo, eu a vi atravessar a rua e depois forçando os olhos para ver que loja era a nossa! ...Ficou uns cinco minutos olhando, olhando, olhando. Tomei a frente e expliquei. A senhorinha custou a entender e me pediu para que eu lesse o cardápio para ela, pois disse que aqueles óculos não estavam ajudando. 
     
    Eu muito no sufoco, sem tempo mas com paciência não só li como montei a pizza para ela. Ovo? Mussarela? Peito de peru? Cebola?
     
    - Não, não, cebola não! Palmito tem? Põe palmito. É essa que eu quero, essa aí que você está falando. Sem cebola.
     
    E corri pra cozinha pois os pedidos se acumulavam. 
     
    Passada a correria, voltei para o balcão e uma Família se levantou em direção ao pequeno caixa e eu que adoro conversar papeei com gosto. Que delícia! Que felicidade ter essa alegria em um dia de trabalho! 
     
    Enfim pagaram, se despediram e de repente o salão ficou vazio e eu ainda rindo limpando as mesas ouço lá de dentro: 
     
    -Aquela senhora saiu sem pagar?
     
    Isabel não sabia o que dizer e eu fiquei sem reação. Como assim? Uma velhinha  me passou a perna?

    Corri pra porta para ver se ainda dava tempo mas a mulher desapareceu.  

    Em choque preferia acreditar que a velhinha havia esquecido de pagar, mas não me conformei. E o chefe, soltando fogo pelas ventas:

    - Vocês estão em duas e não conseguem dar conta de uma velha fujona? Esse salão não é tão grande assim para vocês a perderem de vista. Isso que dá, conversam demais, estão sempre desatentas, sempre rindo e assistindo videozinhos de gatos...isso aqui é um ambiente de trabalho! 

    Ouvimos tudo arrasadas e sem argumento algum para sequer rebater. Fazer o que: a Senhorinha aproveitou  um momento de desatenção e nos fez morrer com 20 reais a menos no caixa. Passaram-se 15 minutos de sermão e continuávamos sem acreditar, quando de repente a porta do banheiro se abre lentamente e a senhorinha sai de lá penteadinha e maquiada. Nos olhamos, eu, Isabel e o Chefe que, incrédulo abriu a boca sem acreditar naquela visão. 
     
    Ela se dirigiu ao caixa, naquela velocidade típica de quem não tem mais pressa nessa vida. E se ela ouviu tudo? O que faremos? E agora?  Ninguém se moveu ou respirou. A senhorinha então quebrou o silêncio:
     
    - Quanto eu estou devendo? - disse.
     
    - A senhora ficou satisfeita? Perguntei tentando arrancar-lhe mais do que apenas o almoço que acabara de comer. 
     
    - O que? - então eu repeti. 
     
    -Ah sim, muito boa! Eu com esses óculos não enxergo nada e ainda com essa surdez, se você não falar olhando para mim eu não consigo entender. Eu moro aqui perto. 
     
    Será uma brincadeira?! Ela deve ter ouvido tudo e está sendo gentil, quase que agradeço a gentileza e dou a pizza de brinde. Mas ela pagou e seguiu.
     
    Arrependida e morrendo de remorso, enquanto a senhorinha se afastava em direção a rua eu prossegui:
     
    -Senhora, leve o nosso cardápio. Senhora? Senhora? - correndo atrás dela, toquei seu braço com a gentileza de neta e repeti. - Leve nosso cardápio, se a senhora mora aqui perto podemos entregar uma pizza na sua casa quando a senhora quiser.
     
    -Obrigada, minha filha! - me beijou e saiu.
     
    Moral da historia: cheque o banheiro, sempre cheque o banheiro. 

     

     

    OPORTUNIDADES PARA ESTUDANTES DE DESIGN INDUSTRIAL, PSICOLOGIA, COMUNICAÇÃO SOCIAL

    A MJV Tecnologia & Inovação abriu o Processo Seletivo para CONSULTOR JR. Seu time multidisciplinar está transformando negócios no Brasil e no mundo por quase duas décadas. E aqui todos aprendem fazendo e tem contato com diversas áreas de conhecimento.

    Você está cursando o último ano da faculdade e tem interesse em trabalhar com Inovação, Tecnologia ou Marketing? Gostou da oportunidade e quer indicar para alguém?

    O período de inscrição no  processo seletivo da MJV - Consultoria em Inovação em Negócios e Tecnologia, com sede em São Paulo, na Vila Olímpia, na Rua Helena, 280, já começou e vai até o dia 17/02.

    Buscam por estudantes das áreas de Administração, Desenho industrial, Design (com conhecimento em UX/UI), Economia, Engenharia, TI, Psicologia, Marketing e Comunicação Social.

    Ter fluência em inglês e/ou vivência internacional é um diferencial desejado.

    Para se increver envie o seu currículo para os seguintes e-mails com o assunto "Consultor Jr":

    Se você é de São Paulo: rhsp@mjv.com.br .

    Se você é do Rio de Janeiro: rhrj@mjv.com.br

    Agora cruze os dedos e BOA SORTE!

     

    CONCURSO PREFEITURA DE PIRACICABA/SP

    Aberto Concurso da Prefeitura de Piracicaba/SP, para Professor de Educação Infantil .

    São 20 vagas, com remuneração de R$ 2.740,20 e carga horária de 33 horas semanais. Para concorrer à vaga o candidato deve possuir nível médio e superior.

    As inscrições serão realizadas  no período de 21 de janeiro de 2017 a 05 de fevereiro de 2017. A taxa de inscrição é de R$ 35,00.

    A prova está prevista para ser realizada no dia 05 de março de 2017, na cidade de Piracicaba.

    Edital, inscrições, apostilas, clique no banner ao lado.

    FLUXO: A NEUROLOGIA DA EXCELÊNCIA

    Escrevi este post em 2012, mas estou republicando-o porque encontrei um vídeo de um TED de Mikail Csikszentmihalyi, citado no post, que achei bastante pertinente para complementar o assunto.

     

    No livro " A Inteligência Emocional" de Daniel Goleman pude esclarecer algo que já havia constatado em meus estudos de Educação Artística e que já havia publicado aqui em outro post intitulado "O outro Ser que Habita em nós", que fala sobre algo que nos toca quando estamos criando.

     

    À primeira vista parece ser um livro de auto ajuda, mas na verdade é bastante científico, esclarecedor, baseado em pesquisas próprias e de outros grandes nomes como Howard Gardner, Michail Csikszentmihalyi

     

    Neste livro, Goleman explica e nomeia esta manifestação como "Fluxo: A Neurologia da Excelência". E cita palavras de um compositor que descreve isso de forma bem próxima a que descrevi há um mês atrás no post:

     

    " Nós entramos em tal nivel de êxtase que parece que não existimos. Tive essa sensação várias vezes. Minha mão parece ser independente de mim, e nada tenho a ver com o que se passa. Simplesmente fico ali observando, em estado de respeito e encantamento. E a coisa flui por si mesma".

     

    Segundo Goleman, este Fluxo que toma conta de nós pode ser desenvolvido e aplicado, inclusive, na Educação.

    Não apenas isso, mas outras manifestações notadamente enriquecedoras e modificadoras para o Ser Humano como a Esperança e o Otimismo. Conforme alguns pesquisadores citados, ele nos diz que a "esperança faz mais que oferecer um pouco de conforto na aflição: desempenha um papel surpreendentemente poderoso na vida, oferecendo uma vantagem em domínios tão diversos como o desempenho acadêmico e em aguentar empregos onerosos". E, diferente de um livro de auto ajuda, ele cita várias experiências realizadas em cada uma destas áreas.

     

    Seria bem interessante aprofundar-se no assunto e aplicar seus métodos para tentar fazer a diferença neste mundo tão carente em construir seres humanos mais reflexivos, solidários, sensíveis e empáticos.

     

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    A DECADÊNCIA DO ENSINO NO ESTADO DE SÃO PAULO

    Embora os números aparentem ter havido avanços no ensino público do Estado de São Paulo, os que vivem a sua realidade, diariamente, sabem que isso não é verdade.

    Até a alguns anos atrás, por força da progressão continuada (que por si só já é um absurdo, pois permite que o aluno passe de ano sem ter tido competência para isso), existia nas escolas um professor que se dedicava a "recuperar" aqueles que estavam defasados.

    Contudo, por medidas de economia (fato que tem diminuído inúmeros profissionais em diversas áreas na educação), este profissional também foi tirado de circulação e, o que vemos hoje, são alunos defasados em todas as disciplinas passando de ano em nome de uma necessidade política de números bonitos.

    E aí vem a pergunta: Alguém está preocupado com o que será destes alunos que sairão da escola sem saber interpretar um texto, sem saber escrever direito, sem entender uma linguagem simbólica, sem saber calcular adequadamente, não entendendo uma palavra de língua nenhuma, péssimo em todas as ciências?

    Senhor Governador Alckimin, o senhor já parou para pensar em tudo isso? Já lhe ocorreu que, ao invés de tirar profissionais da educação, talvez devesse cortar as mordomias de seus parlamentares? 

    Já lhe ocorreu que os livros didáticos em profusão poderiam ser transformados em livros não consumíveis para que sejam utilizados ao menos durante 5 anos, para que estes recursos possam ser canalizados para tecnologias que são prementes em sala de aula?

    Já lhe ocorreu que sua burocracia está tirando a oportunidade dos novos profissionais que estão chegando ao mercado cheios de garra e vontade de fazer um bom trabalho?

    Já lhe ocorreu que ao "enxugar" a máquina da educação está colocando-a em retrocesso? Porque não enxuga "a sua máquina administrativa" em nome dos nossos filhos e netos?

    ...Apenas um desabafo de alguém que ainda acredita na Educação e no Ser Humano, mas que está decepcionada com a política e os políticos, e clama por MUDANÇAS JÁ!

     

    CRÉDITO DA FOTO: AROEIRA

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    CADASTRO EMERGENCIAL NO ESTADO DE SÃO PAULO - BUROCRACIA QUE PREJUDICA AOS PROFESSORES RECÉM FORMADOS

    Todos os anos, depois que os professores efetivos e contratados têm suas aulas atribuídas, é aberto um cadastro emergencial que oportuniza a atribuição aos recém formados e aos que ainda estão concluindo sua licenciatura.

    Este ano, porém, por algum motivo o governo do Estado de São Paulo não abriu este cadastro, o que está prejudicando imensamente aos que necessitam trabalhar e se veem privados de seu direito em exercer a profissão... Atente-se ao fato que ainda existe aulas a serem atribuídas!

    Como todos sabem, ano passado passamos pelo dissabor de ameaças de fechamento de algumas escolas em prol de uma reforma que não beneficiaria em nada essas populações que teriam que se deslocar ainda mais para obter o que já possuem com um certo conforto.

    Ao serem forçados a renunciar a esta reforma devido às pressões populares, este ano o governo tomou atitudes igualmente prejudiciais, mas que mascaram o antigo propósito de fechamento das escolas e estamos todos assistindo a isso calados. O número de classes fechadas por escola chega em alguns lugares a 30%. A APEOESP que é o órgão que deveria apontar para estes desmandos, está fazendo o que?

    Com isso, o número de alunos por classe está insustentável, o que prejudica a parte pedagógica e a escola como educadora.

    O PSDB que já vem comandando o Estado há 20 anos, fixou políticas educacionais que, longe de elevar seus níveis, têm, ao contrário, colocado-a em patamares muito rudimentares, graças à tal progressão continuada, que, como todos sabem, não reprova o aluno do Ensino Fundamental.

    Conforme as Leis de Diretrizes e Base da Educação Nacional prevê, nestes casos, os alunos que não atingissem os níveis de conhecimento adequados, receberiam um reforço extra no contraturno de suas aulas. Até o ano de 2013 isso vinha ocorrendo, o que, desde então, também foi cortado pelo governo.

    Com isso, vemos agravado à má alfabetização, também o quesito comportamental do aluno que já não se esforça para passar de ano, pois faça ele o que fizer, passará de ano. Temos a falta de compromisso das famílias que também ficam omissas pelo mesmo motivo, restando aos professores se descabelarem para manter a ordem em classe e tentar que aprendam alguma coisa. 

    Faz-se necessário que os setores organizados da sociedade lutem contra essas medidas e que os pais acordem e percebam que esta política não é boa para seus filhos que não terão como competir com os filhos daqueles que podem pagar uma escola comprometida com a educação, pois esta nossa, do Estado, claramente não está. Seu lema de Pátria Educadora é clichê para Campanhas Políticas, pois estamos educando crianças irresponsáveis, semi analfabetas e incapazes de fazer uma interpretação textual e uma reflexão sobre o que quer que seja. As que o fazem são a excessão.

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    HISTÓRIA DA ARTE - A ERA ROMANA- PARTE 1

    Vamos tentar mostrar aqui as influências da Arte Romana na arquitetura, na pintura, na escultura, nas diversas manifestações artísticas...Embora se tenha farto material sobre o assunto na Internet, quando fizemos este trabalho em 2011 sentimos falta de algo que abordasse todos estes aspectos, e muitos não possuiam fotos, enfim, fizemos uma síntese, e gostaríamos de compartilhar com as pessoas que gostam de arte e história. 

     

    " Nos bons tempos, quando o poderio romano era inquestionável,o império romano cobria uma área territorial imensa, que ia da atual Inglaterra até a Rússia, passando por todo o norte da África, incluindo o Egito. Era um império formidável e modificou o mundo com novos conceitos sociais, administrativos e políticos. Recebendo a influência de muitos povos, os romanos foram os responsáveis por espalhar pelo mundo uma grande quantidade de idéias e princípios, como o próprio cristianismo. Também com a arte, a influência recebida de diversos povos - principalmente os gregos -, tratou de ser divulgada e implementada nos quatro cantos do planeta, pois o Império Romano significava a maior parte do mundo conhecido e civilizado nos séculos que antecederam e sucederam o nascimento de Cristo. É dessa época que estamos falando.

     

    Ela desenvolve-se durante os quase seis séculos que vão da terceira Guerra Púnica (146 A.C.) ao séc. IV D.C., quando perde a originalidade e se dissolve na cristã-primitiva, e na bizantina. Para sua formação contribuíram elementos gregos e etruscos – principalmente gregos, o que se explica pela conquista de toda a Itália, então sede de inúmeras colônias gregas, pelas legiões romanas (séc. III A.C.).

     

    Ela sofreu duas fortes influências: a da arte etrusca popular que é voltada para a expressão da realidade vivida, e a da greco-helenística, orientada para a expressão de um ideal de beleza.Um dos legados culturais mais importantes que os etruscos deixaram aos romanos foi o uso do arco e da abóbada nas construções.

     

     

    Esta é a cidade de Bagnoregio, de origem etrusca. Esta estrada, foi outrora, a principal ligação entre Roma e o Rio Tibre.

     

     Estatueta funerária de Chianciano, século V a.C., Museu Arqueológico de Florença, herança etrusca também.

     

    Grande parte do que se tem hoje sobre a era romana, provém de achados em Pompéia, a cidade destruída por vulcões em 79 A.C.

     

    Ruínas de Pompéia

     

    Algo bem curioso, quando das descobertas das ruinas de Pompéia, foram os corpos cobertos pelas cinzas do vulcão, que de início pensou-se serem estátuas...Só perceberam o engano, quando ao transportá-las, os pedaços de lavas foram se soltando e só então percebeu-se tratar realmente de corpos.

     

     

    Bem,  continua em Era Romana Parte II, III e IV