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INTERCAMBIANDO

Blog para fazer amigos pelo mundo, falar do cotidiano, experiências , sentimentos e relacionamentos das pessoas comuns!

INTERCAMBIANDO

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  • FLUXO: A NEUROLOGIA DA EXCELÊNCIA

    Escrevi este post em 2012, mas estou republicando-o porque encontrei um vídeo de um TED de Mikail Csikszentmihalyi, citado no post, que achei bastante pertinente para complementar o assunto.

     

    No livro " A Inteligência Emocional" de Daniel Goleman pude esclarecer algo que já havia constatado em meus estudos de Educação Artística e que já havia publicado aqui em outro post intitulado "O outro Ser que Habita em nós", que fala sobre algo que nos toca quando estamos criando.

     

    À primeira vista parece ser um livro de auto ajuda, mas na verdade é bastante científico, esclarecedor, baseado em pesquisas próprias e de outros grandes nomes como Howard Gardner, Michail Csikszentmihalyi

     

    Neste livro, Goleman explica e nomeia esta manifestação como "Fluxo: A Neurologia da Excelência". E cita palavras de um compositor que descreve isso de forma bem próxima a que descrevi há um mês atrás no post:

     

    " Nós entramos em tal nivel de êxtase que parece que não existimos. Tive essa sensação várias vezes. Minha mão parece ser independente de mim, e nada tenho a ver com o que se passa. Simplesmente fico ali observando, em estado de respeito e encantamento. E a coisa flui por si mesma".

     

    Segundo Goleman, este Fluxo que toma conta de nós pode ser desenvolvido e aplicado, inclusive, na Educação.

    Não apenas isso, mas outras manifestações notadamente enriquecedoras e modificadoras para o Ser Humano como a Esperança e o Otimismo. Conforme alguns pesquisadores citados, ele nos diz que a "esperança faz mais que oferecer um pouco de conforto na aflição: desempenha um papel surpreendentemente poderoso na vida, oferecendo uma vantagem em domínios tão diversos como o desempenho acadêmico e em aguentar empregos onerosos". E, diferente de um livro de auto ajuda, ele cita várias experiências realizadas em cada uma destas áreas.

     

    Seria bem interessante aprofundar-se no assunto e aplicar seus métodos para tentar fazer a diferença neste mundo tão carente em construir seres humanos mais reflexivos, solidários, sensíveis e empáticos.

     

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    A DECADÊNCIA DO ENSINO NO ESTADO DE SÃO PAULO

    Embora os números aparentem que houveram avanços no ensino público do Estado de São Paulo, os que vivem a sua realidade, diariamente, sabem que isso não é verdade.

    Até a alguns anos atrás, por força da progressão continuada (que por si só já é um absurdo, pois permite que o aluno passe de ano sem ter tido competência para isso), existia nas escolas um professor que se dedicava a "recuperar" aqueles que estavam defasados.

    Contudo, por medidas de economia (fato que tem diminuído inúmeros profissionais em diversas áreas na educação), este profissional também foi tirado de circulação e, o que vemos hoje, são alunos defasados em todas as disciplinas passando de ano em nome de uma necessidade política de números bonitos.

    E aí vem a pergunta: Alguém está preocupado com o que será destes alunos que sairão da escola sem saber interpretar um texto, sem saber escrever direito, sem entender uma linguagem simbólica, sem saber calcular adequadamente, não entendendo uma palavra de língua nenhuma, péssimo em todas as ciências?

    Senhor Governador Alckimin, o senhor já parou para pensar em tudo isso? Já lhe ocorreu que, ao invés de tirar profissionais da educação, talvez devesse cortar as mordomias de seus parlamentares? 

    Já lhe ocorreu que os livros didáticos em profusão poderiam ser transformados em livros não consumíveis para que sejam utilizados ao menos durante 5 anos, para que estes recursos possam ser canalizados para tecnologias que são prementes em sala de aula?

    Já lhe ocorreu que sua burocracia está tirando a oportunidade dos novos profissionais que estão chegando ao mercado cheios de garra e vontade de fazer um bom trabalho?

    Já lhe ocorreu que ao "enxugar" a máquina da educação está colocando-a em retrocesso? Porque não enxuga "a sua máquina administrativa" em nome dos nossos filhos e netos?

    ...Apenas um desabafo de alguém que ainda acredita na Educação e no Ser Humano, mas que está decepcionada com a política e os políticos, e clama por MUDANÇAS JÁ!

     

    CRÉDITO DA FOTO: AROEIRA

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    CADASTRO EMERGENCIAL NO ESTADO DE SÃO PAULO - BUROCRACIA QUE PREJUDICA AOS PROFESSORES RECÉM FORMADOS

    Todos os anos, depois que os professores efetivos e contratados têm suas aulas atribuídas, é aberto um cadastro emergencial que oportuniza a atribuição aos recém formados e aos que ainda estão concluindo sua licenciatura.

    Este ano, porém, por algum motivo o governo do Estado de São Paulo não abriu este cadastro, o que está prejudicando imensamente aos que necessitam trabalhar e se veem privados de seu direito em exercer a profissão... Atente-se ao fato que ainda existe aulas a serem atribuídas!

    Como todos sabem, ano passado passamos pelo dissabor de ameaças de fechamento de algumas escolas em prol de uma reforma que não beneficiaria em nada essas populações que teriam que se deslocar ainda mais para obter o que já possuem com um certo conforto.

    Ao serem forçados a renunciar a esta reforma devido às pressões populares, este ano o governo tomou atitudes igualmente prejudiciais, mas que mascaram o antigo propósito de fechamento das escolas e estamos todos assistindo a isso calados. O número de classes fechadas por escola chega em alguns lugares a 30%. A APEOESP que é o órgão que deveria apontar para estes desmandos, está fazendo o que?

    Com isso, o número de alunos por classe está insustentável, o que prejudica a parte pedagógica e a escola como educadora.

    O PSDB que já vem comandando o Estado há 20 anos, fixou políticas educacionais que, longe de elevar seus níveis, têm, ao contrário, colocado-a em patamares muito rudimentares, graças à tal progressão continuada, que, como todos sabem, não reprova o aluno do Ensino Fundamental.

    Conforme as Leis de Diretrizes e Base da Educação Nacional prevê, nestes casos, os alunos que não atingissem os níveis de conhecimento adequados, receberiam um reforço extra no contraturno de suas aulas. Até o ano de 2013 isso vinha ocorrendo, o que, desde então, também foi cortado pelo governo.

    Com isso, vemos agravado à má alfabetização, também o quesito comportamental do aluno que já não se esforça para passar de ano, pois faça ele o que fizer, passará de ano. Temos a falta de compromisso das famílias que também ficam omissas pelo mesmo motivo, restando aos professores se descabelarem para manter a ordem em classe e tentar que aprendam alguma coisa. 

    Faz-se necessário que os setores organizados da sociedade lutem contra essas medidas e que os pais acordem e percebam que esta política não é boa para seus filhos que não terão como competir com os filhos daqueles que podem pagar uma escola comprometida com a educação, pois esta nossa, do Estado, claramente não está. Seu lema de Pátria Educadora é clichê para Campanhas Políticas, pois estamos educando crianças irresponsáveis, semi analfabetas e incapazes de fazer uma interpretação textual e uma reflexão sobre o que quer que seja. As que o fazem são a excessão.

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    HISTÓRIA DA ARTE - A ERA ROMANA- PARTE 1

    Vamos tentar mostrar aqui as influências da Arte Romana na arquitetura, na pintura, na escultura, nas diversas manifestações artísticas...Embora se tenha farto material sobre o assunto na Internet, quando fizemos este trabalho em 2011 sentimos falta de algo que abordasse todos estes aspectos, e muitos não possuiam fotos, enfim, fizemos uma síntese, e gostaríamos de compartilhar com as pessoas que gostam de arte e história. 

     

    " Nos bons tempos, quando o poderio romano era inquestionável,o império romano cobria uma área territorial imensa, que ia da atual Inglaterra até a Rússia, passando por todo o norte da África, incluindo o Egito. Era um império formidável e modificou o mundo com novos conceitos sociais, administrativos e políticos. Recebendo a influência de muitos povos, os romanos foram os responsáveis por espalhar pelo mundo uma grande quantidade de idéias e princípios, como o próprio cristianismo. Também com a arte, a influência recebida de diversos povos - principalmente os gregos -, tratou de ser divulgada e implementada nos quatro cantos do planeta, pois o Império Romano significava a maior parte do mundo conhecido e civilizado nos séculos que antecederam e sucederam o nascimento de Cristo. É dessa época que estamos falando.

     

    Ela desenvolve-se durante os quase seis séculos que vão da terceira Guerra Púnica (146 A.C.) ao séc. IV D.C., quando perde a originalidade e se dissolve na cristã-primitiva, e na bizantina. Para sua formação contribuíram elementos gregos e etruscos – principalmente gregos, o que se explica pela conquista de toda a Itália, então sede de inúmeras colônias gregas, pelas legiões romanas (séc. III A.C.).

     

    Ela sofreu duas fortes influências: a da arte etrusca popular que é voltada para a expressão da realidade vivida, e a da greco-helenística, orientada para a expressão de um ideal de beleza.Um dos legados culturais mais importantes que os etruscos deixaram aos romanos foi o uso do arco e da abóbada nas construções.

     

     

    Esta é a cidade de Bagnoregio, de origem etrusca. Esta estrada, foi outrora, a principal ligação entre Roma e o Rio Tibre.

     

     Estatueta funerária de Chianciano, século V a.C., Museu Arqueológico de Florença, herança etrusca também.

     

    Grande parte do que se tem hoje sobre a era romana, provém de achados em Pompéia, a cidade destruída por vulcões em 79 A.C.

     

    Ruínas de Pompéia

     

    Algo bem curioso, quando das descobertas das ruinas de Pompéia, foram os corpos cobertos pelas cinzas do vulcão, que de início pensou-se serem estátuas...Só perceberam o engano, quando ao transportá-las, os pedaços de lavas foram se soltando e só então percebeu-se tratar realmente de corpos.

     

     

    Bem,  continua em Era Romana Parte II, III e IV

     

    A ARTE ROMANA - PARTE 2

    Exemplos de pintura da Roma Antiga são muito mais abundantes que os da Grécia. Muitos vêm da área localizada ao redor do Vesúvio, sobretudo de Pompéia e Herculano.

     

     A própria Roma, também é uma boa fonte, com os surpreendentes afrescos de um Jardim na Vila de Lívia ou os da casa de Augusto e na Domus Aurea, construída pelo Imperador Nero.

     

    Também incluímos mosaicos nesta história da pintura, dos quais há muitos exemplos espalhados  pela bacia mediterrânea, da Síria e da África do Norte até a Peninsula Ibérica.

     MOSAICOS DAS TERMAS DE CARACULLA

     

     

     Mosaico de Alexandre, encontrado no chão da casa do Fauno em Pompéia

     

     

    A pintura do período Romano é por tradição dividida em 4 estilos sucessivos. São conhecidos como “estilos Pompeianos”, pois foram documentados principalmente em Pompéia, até 79 d.c., ano em que a erupção do Vesúvio destruiu a cidade. O primeiro estilo ( fins do século II A.C. e início do século I A.C.) englobava imitações,  pintadas nas fachadas de muros de mármore coloridos...Muitas vezes embelezados com relevos de gesso pintado, ou estuques, exibiam estreita associação com a arquitetura...Este estilo talvez também tenha sido característico da pintura grega.

     

    O Segundo Estilo (século I A.C.) progrediu para a representação de estruturas arquitetônicas em tamanho natural, empregando perspectiva e “trompe l’oeil”, abrindo-se para outros espaços e paisagens exteriores. Nestas complexas interações arquitetônicas, inseriam-se estátuas e pinturas falsas,com cenas e objetos, animais e figuras humanas. A “Villa dei Misteri” (Vila dos Mistérios), em Pompéia e a casa de Augusto em Roma, são bons exemplos deste estilo.

     

     

    Trompe l’oeil da Ville dei Misteri, embora aparente uma solução arquitetônica, é na verdade, uma pintura.

     

    Outra parede da Ville dei Misteri

     

    A mesma pintura vista por outro ângulo

     

     

     Outra parede da Ville dei Misteri

     

    O terceiro estilo ( fins do século I A.C.  a meados do século I D.C.) foi distintamente decorativo.A arquitetura pintada se torna cada vez mais elegante e ornamental, em vez de mostrar plausíveis construções. Veem-se menos aberturas e paisagens e dá-se mais atenção aos detalhes. Exemplos deste estilo encontram-se nas casas de Marco Lucrécio Fronto e Cecilio Jocundo, em Pompéia.

     

     

     

    O quarto estilo ( cerca de 30 d.C. a 79 d.C.), também conhecido como Estilo Fantástico, ainda exibe vistas de arquitetura, mas faz extenso uso de elementos decorativos exóticos e originais. O arquiteto romano Vitruvio ( Século I a.C) em seu tratado “De Architectura”, condenara um estilo semelhante por sua escassa apreensão da realidade. Descoberto no século XVI, estas decorações foram chamadas de Grotescas e empregadas amplamente na Pintura da Renascença. Encontra-se extensa documentação desse 4º estilo em Pompéia, pois estava em voga durante o período final da trágica cidade vesuviana.

     

     

     

     

    Pintura do 4º Estilo

     

    Na terceira parte falaremos das esculturas deste período! Continua em Era Romana Parte III.

     

    Como criar sites facilmente

     

     

     

    A ARTE ROMANA - PARTE 3

    A ESCULTURA NA ERA ROMANA 

    Embora os romanos tivessem copiado maciçamente a estatuária grega para atender à mania de arte helênica, desenvolveram gradualmente um estilo próprio. A escultura romana em geral é mais literal. Os romanos tinham em casa máscaras mortuárias, feitas em cera, dos ancestrais. Essas imagens realísticas eram moldes totalmente factuais das feições do falecido, e essa tradição influenciou os escultores romanos.

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     Máscara Mortuária Grega confeccionada no Período Romano

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    Másca Mortuária da Região de Fayum durante o Império Romano

    Ambas as máscaras foram retiradas do site da Agência de Notícias Brasil Árabe 

    Exceção a essa tradição era a produção em série de bustos, semelhantes a deuses, de imperadores, políticos e líderes militares, dispostos nos prédios públicos de toda a Europa, reafirmando uma presença política a milhares de quilômetros de Roma. É interessante observar que, no declínio de Roma, quando os assassinatos se tornaram o método preferido para a transferência de poder, os bustos reverteram para uma brutal honestidade. Uma estátua nada elogiosa de Caraculla revela um cruel ditador, e o escultura de Felipe, o Árabe, mostra um tirano desconfiado.

     

    Busto de Caraculla

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     Busto de Filipe o Árabe - Imperador Romano de 244 a 249 - Fonte Wikipédia

     

    Outra corrente importante da escultura romana foi o relevo narrativo. Painéis de figuras esculpidas representando feitos militares, decoravam arcos de triunfo, sob os quais desfilavam os exércitos vitoriosos conduzindo longas filas de prisioneiros acorrentados. A Coluna de Trajano (106 – 113 d. C.) é o mais ambicioso desses monumentos. Mostra um relevo envolvendo a coluna em mais de duzentos metros de espiral ininterrupto, comemorando o massacre que os romanos fizeram contra os dácios. Alguns consideram a construção da coluna um monumento em homenagem a um "genocídio", lamentável e repugnante motivação, mas não deixa de ser uma obra de arte. 

      

     Coluna de Trajano, em Roma

     

    Detalhe da Coluna de Trajano 150 cenas de massacre

     Os romanos eram grandes admiradores da arte grega, mas por temperamento, eram muito diferentes dos gregos. Por serem realistas e práticos, suas esculturas são uma representação fiel das pessoas e não a de um ideal de beleza humana, como fizeram os gregos. Retratavam os imperadores e os homens da sociedade.

    Mais realista que idealista, a estatuária romana teve seu maior êxito nos retratos.

    Com a invasão dos bárbaros as preocupações com as artes diminuíram e poucos monumentos foram realizados pelo Estado. Era o começo da decadência do Império Romano que, no séc. V - precisamente no ano de 476 - perde o domínio do seu vasto território do Ocidente para os invasores germânicos.

     

    Estátua de Augusto de Prima Porta com Eros a seus pés. 

    Augusto de Prima Porta com Eros a seus pés - Deta

    Detalhe da Armadura da Escultura de Augusto de Prima Porta

     

    Na Parte IV, falaremos sobre a Arquitetura! CONTINUA EM A ERA ROMANA PARTE IV

     

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    A ARTE ROMANA - Parte 4

    INFLUÊNCIAS NA ARQUITETURA

     

    Confesso, que de tudo que vi, o que mais me impressionou nesta Era, foi a arquitetura. Os anfiteatros, as casas de banho, os aquedutos, as moradias...Tudo impressiona, tanto pelo tamanho, como pela suntuosidade, como pelas linhas...Diria...Tudo é monumental!

     

     

    As características gerais da arquitetura romana são:

    * busca do útil imediato, senso de realismo;

    * grandeza material, realçando a idéia de força;

    * energia e sentimento;

    * predomínio do caráter sobre a beleza;

    * originais: urbanismo, vias de comunicação, anfiteatro, termas.

     

    As construções eram de cinco espécies, de acordo com as funções:

    1) Religião: Templos

    Pouco se conhece deles. Os mais conhecidos são o templo de Júpiter Stater, o de Saturno, o da Concórdia e o de César. O Panteão, construído em Roma durante o reinado do Imperador Adriano foi planejado para reunir a grande variedade de deuses existentes em todo o Império, esse templo romano, com sua planta circular fechada por uma cúpula, cria um local isolado do exterior onde o povo se reunia para o culto.

     

     

    O Panteão

     

    2) Comércio e civismo: Basílica

    A princípio destinada a operações comerciais e a atos judiciários, a basílica servia para reuniões da bolsa, para tribunal e leitura de editos. Mais tarde, já com o Cristianismo, passou a designar uma igreja com certos privilégios. A basílica apresenta uma característica inconfundível: a planta retangular, (de quatro a cinco mil metros) dividida em várias colunatas. Para citar uma, a basílica Julia, iniciada no governo de Júlio César, foi concluída no Império de Otávio Augusto.

     

    Basílica de Santa Júlia

     

     

    3) Higiene: Termas

    Constituídas de ginásio, piscina, pórticos e jardins, as termas eram o centro social de Roma. As mais famosas são as termas de Caraculla  que, além de casas de banho, eram centro de reuniões sociais e esportes.

    Thermas de Caraculla

     

    Outra foto das Thermas de Caraculla

     

    4) Divertimentos:

     

    a) Circo: extremamente afeito aos divertimentos, foi de Roma que se originou o circo. Dos jogos praticados temos:

    jogos circenses - corridas de carros;

    ginásios - incluídos neles o pugilato;

    jogos de Tróia - aquele em que havia torneios a cavalo;

    jogos de escravos - executados por cavaleiros conduzidos por escravos;

    Sob a influência grega, os verdadeiros jogos circenses romanos só surgiram pelo ano 264 a.C. Dos circos romanos, o mais célebre é o "Circus Maximus".

     

    Circus Maximus

     

     

    b) Teatro: imitado do teatro grego. O principal teatro é o de Marcelus. Tinha cenários versáteis, giratórios e retiráveis.

     

     

    Teatro de Marcelus, parcialmente conservado até hoje

     

    c) Anfiteatro: o povo romano apreciava muito as lutas dos gladiadores. Essas lutas compunham um espetáculo que podia ser apreciado de qualquer ângulo. Pois a palavra anfiteatro significa teatro de um e de outro lado. Assim era o Coliseu, certamente o mais belo dos anfiteatros romanos. Externamente o edifício era ornamentado por esculturas, que ficavam dentro dos arcos, e por três andares com as ordens de colunas gregas (de baixo para cima: ordem dórica, ordem jônica e ordem coríntia). Essas colunas, na verdade eram meias colunas, pois ficavam presas à estrutura das arcadas. Portanto, não tinham a função de sustentar a construção, mas apenas de ornamentá-la. Esse anfiteatro de enormes proporções chegava a acomodar 40.000 pessoas sentadas e mais de 5.000 em pé.

     

    O Coliseu

     

    5) - AQUEDUTOS

     

    Erguido no século I A.C., esse aqueduto de 50 Km de extensão tinha por fim levar água a Nimes, cidade que hoje pertence à França. A parte mais extraordinária da construção é a ponte sobre o Rio Gardon, com 48,77 metros de altura, três ordens de arcos e apoiada em pilares cravados nas rochas. A obra continua em pé até nossos dias, o que prova a qualidade da técnica da engenharia romana. Os Romanos, porém, não se preocuparam apenas em fazer aqueduto sólido, que funcionasse por muitos  séculos: procuraram,  também empregar formas que revelassem beleza. É fácil reconhecer essa beleza nos arcos: áreas vazadas dão leveza à ponte e contrastam com a solidez e a imponência de uma obra de engenharia  que o império Romano deveria ter.

     

     Aqueduto La Guard

     

     

     

    6)  Moradias:

    As casas eram construídas ao redor de um pátio chamado Atrium. O Atrium era construído com todo o esplendor e magnificência que a riqueza do dono permitia. As características mais evidentes do Atrium eram o Compluvium e o Impluvium

     

     

    O Impluvium é uma rasa bacia de mármore, ricamente esculpida e decorada com figuras em relevo. Era destinado à coleta da chuva que caia pelo Compluvium. As colunas de suporte eram feitas de mármore ou cara madeira. Entre esses pilares, ao longo das paredes, estátuas e outras obras eram colocadas. Junto ao impluvium, quase sempre havia um chafariz de mármore.

    O Compluvium era uma pequena abertura no telhado, feito para permitir a entrada de luz natural em todos os cômodos da casa.

     

     

     

    A decoração do Atrium nas casas da roma antiga impressionava pela riqueza de mosaicos e afrescos. (Reprodução digital da Casa di Paquius Proculus em Pompéia, Itália)

     

     

      

    Ruínas do Atrium na Casa do Fauno em Pompéia, Itália

     

     

      

    Mosaico de Alexandre, encontrado no chão da casa do Fauno em Pompéia

     

    Esta foi uma série de 4 posts sobre a História da Arte na Era Romana! Na PRIMEIRA, falamos dos aspectos gerais e das Ruinas de Pompéia, na Parte II, falamos sobre a Pintura , e na Parte III, falamos sobre as esculturas, E  aqui na Parte IV, falamos sobre a arquitetura.

    Nossos agradecimentos ao Roma Gallery ( www.roma.gallery.com ) pelas fotos cedidas. Espero que tenham gostado!

     

    Como criar sites facilmente

    CINEMA E APRENDIZADO

     Ano passado fiz um trabalho de Educação Artística com grupos de adolescentes e adultos acima de 48 anos onde eu lhes falava sobre a História da Arte, aplicava exercícios práticos e depois contextualizava, pautada na Abordagem Triangular de Ana Mae Barbosa.

    A contextualização era feita com filmes sobre o período estudado.

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                                                              Banner de divulgação do Projeto

    Foi muito gratificante, e a partir dali comecei a elaborar uma lista de filmes que pudessem ser usados em sala de aula para explanações de temáticas diversas.

    A maioria deles tem no Netflix, que a maioria deve conhecer; é um serviço On Demand das TVs Smart, daquelas televisões que acessam Internet. E o melhor deste serviço é que não precisa baixar nada, não corre riscos desnecessários, é muito barato e não prejudica a Indústria Cinematográfica e Cultural, como os serviços piratas que tem na Internet.

    Segue uma pequena lista deles e algumas aplicações que identifiquei, mas é um assunto muito amplo e pode ser ainda melhorado, se alguém quiser contribuir é só deixar escrito nos comentários. Hoje postaremos sobre os mais relevantes para a área de Educação Artística, mas faremos uma sequência de posts, sendo que o próximo será para a área de História, depois filmes Poéticos, Psicológicos e sobre Racismo.

     

    FILMES PARA ENSINO DE  EDUCAÇÃO ARTÍSTICA, mas, cuidado, muitos deles tem conteúdo inadequado para menores de 14 anos. Talvez, alguns, seja melhor fazer uma edição prévia. A sugestão é que a professora assista antes e se prepare. Cada filme dá para abordar não apenas as obras dos retratados, mas, também, temas mais conceituais como decadência humana por uso de drogas e álcool, como no caso do filme "Modigliani". Dependência do outro, como no caso de "Frida" e "Camille Claudel". Assuntos que nós professores não podemos deixar passar em branco, uma vez que devemos ter como missão trabalhar o indivíduo como um todo. A maioria deles dá para fazer uma interdisciplinaridade com as aulas de História. Enfim, é uma riqueza só rsrsrsrs!

    MR. TURNER - Excelente, trata sobre o conhecido pintor Willian Turner, seus últimos 25 anos de vida, seus processos criativos excêntricos. Ideal para se falar do período pré impressionista, uma vez que Turner é considerado um de seus precursores. Mas, tem algumas cenas um tanto fortes, portanto, há de se pensar a quem passar. Aconselhável para turmas acima de 16 anos.

    A INVENÇÃO DE HUGO CABRET - Filme bem poético sobre a vida de um menino que vive na estação de Paris, tentando descobrir um mistério. Interessante para a área de Educação Artística, pois além dessa poética, o filme acaba revelando uma relação com a obra de George Melié, um dos pioneiros do cinema. Dá para polarizar o aprendizado em várias direções. - tem no Netflix.

    POUCAS CINZAS - Mostra as relações de amizade entre Salvador Dali, Frederico Garcia Lorca e Luis Bruñuel. Importante para conhecer aquele momento do início do século XX na Espanha, onde a iminência da guerra civil acabou levando Garcia Lorca ao fuzilamento. Pouco mostra sobre as obras destes três grandes artistas, mas poderá servir para uma contextualização.

    O SEGREDO DE BEETHOVEN – o filme cria a personagem Anna Holtz, que ajuda Beethoven a escrever algumas partituras, mas segundo estudos ela seria fictícia e nunca teria existido.

    PIAF – Sobre a vida de Edith Piaf. Tem no NETFLIX 

    AGONIA E EXTASE - sobre a vida de Michelangelo

    CLEÓPATRA - Ideal para retratar o período da arte romana e egípcia, pois retrata os dois impérios.

    CAMILLE CLAUDEL –  Na Paris de 1885, a jovem Escultora torna-se aprendiz e amante de Rodin, o que a torna mal vista pela sociedade e lhe causa danos irreparáveis em sua vida. - Tem no Netflix

    A MOÇA DO BRINCO DE PÉROLA - Na Holanda do século XVII uma jovem camponesa vai trabalhar na casa do grande pintor barroco Johannes Vermeer e acaba se tornando modelo do quadro mais famoso do artista. Tem no NETFLIX.

    BASQUIAT - conta a vida do jovem artista que vivia na mendicância pelas ruas de Nova York até ser descoberto por Andy Warhol -

    CARAVAGGIO - Biografia poética do célebre pintor renascentista, sua sexualidade e sua relação com o poder.O filme remete às cores e texturas de suas obras. Tem no Netmovies que é outro serviço On Demand para TVs Smart.

    OS AMORES DE PICASSO - Vivido por Antony Hopkins, retrata o romance do artista aos 60 anos, que no auge de sua carreira convida uma moça de 23 anos para morar com ele.

    FRIDA – Sobre a vida da mexicana Frida Kahlo. Mostra sua trajetória artística e sua vida atribulada junto do também artista plástico Diego Rivera. O grande papel de Salma Hayek - tem no Netflix.

    MOULIN ROUGE - A passagem de Toulose Lautrec na trama é meramente de coadjuvante, mas vale a pena assistir a versão com Nicole Kidman. Linda Fotografia. - Tem no Netflix.

    AS SOMBRAS DE GOYA- Mostra o momento histórico de Goya, com a Igreja Catolica e seus desmandos na vida daquelas sociedades e tb sobre a Revolução Francesa e sua influência até a Espanha, que é onde se desenrola a história.

    MODIGLIANI - Muito lindo! Andy Garcia personifica o doce e boêmio pintor italiano Amedeo Modigliani, quando este habitava numa espelunca em Paris. Seus casos, seus quadros, suas brigas com Picasso. Tudo retratado com muita poesia. Com muita singeleza e autenticidade. Dá vontade mesmo de subir nas mesas e declamar poemas quando termina. 

    KLIMT. Paris, 1900. Gustav Klimt é homenageado na Exposição Universal enquanto em Viena é condenado como provocador. Vive a vida como a pinta, os seus modelos são as suas musas. Klimt está à frente do seu tempo. Como tem cenas de sexo é melhor avaliar e editar antes de passar para os alunos.

    MINHA AMADA IMORTAL – Sobre a vida de Beethoven. 

    CARRINGTON -  Sobre a vida da Pintora Dora Carrington.

    A VIDA DE LEONARDO DA VINCI. É considerado o melhor e mais completo filme sobre esse grande mestre. Uma superprodução milionária da RAI filmada nas locações reais nas quais viveu o artista, e baseada numa meticulosa pesquisa histórica. Sugiro, inclusive, que a professora compre o DVD, pois são umas 5 horas de filme.

    O MESTRE DA VIDA.  John Talia Jr. é um talentoso e problemático estudante de artes. Ao conhecer Nicoli Seroff, um genial pintor, ele insiste para que o velho mestre o ensine a pintar. Mas Seroff não só desistiu da arte, mas também da vida e quer ficar em paz. – tem no Netmovies.

    MEIA NOITE EM PARIS – Tem Netflix -  Surreal, porém Ótimo. Dá, inclusive, para trabalhar essa ideia de surrealismo aplicada às diversas linguagens, embora não seja filme sobre o Surrealismo em si, a história é que é surreal.

    POLLOCK - sobre a vida do artista e seus processos criativos.

    SERAPHINE - fala sobre a trajetória da artista Seraphine Louis também conhecida como Seraphine de Semlis que ganhava a vida como faxineira no período que antecedeu a Primeira Guerra Mundial.

    SEDE DE VIVER - Mostra Van Gogh dividido entre sua genialidade e sua mente atormentada. 

     

    Bem, estes são alguns para contextualizar diversos períodos da História da Arte. Claro que os professores já os conhecem todos e estaria chovendo no molhado, mas, a inteção da lista é para aquelas pessoas que amam cinema e querem assistir aos filmes com olhares mais reflexivos e críticos.

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    PORQUE OS PROFESSORES BRASILEIROS SÃO TÃO PENALIZADOS?

    Numa terra onde vêm-se desmandos, bandidos sendo tratados por vossa senhoria e beneficiados com indultos, fica-se a pensar no tamanho das injustiças e se essa nossa terra um dia vai ter jeito.

    Descobri hoje, pasma, que uma professora que leciona a 15 anos no Estado, decidida a melhorar seus proventos foi dar aulas em colégios particulares e perdeu toda sua pontuação desse tempo todo servindo aos país. Para quem não sabe, esses pontos vão se somando dia-a-dia na carreira do professor, para que em algum momento ele possa ter algum benefício disso, e também uma melhor colocação na escolha de aulas.

    Para que ela não perca também seus direitos constituídos deve manter um vínculo com o Estado, nem que seja com poucas aulas, portanto, encontrei-a lá na fila da atribuição de aulas com classificação menor que a minha que acabei de me formar. 

    Bem, de salários, nem vou me delongar aqui pois é muito pano prá manga e é assunto para debates e lutas sem fim. Basta dizer que um professor brasileiro ganha menos, mas muitas vezes menos, que outros profissionais com a mesma equivalência de escolaridade, mas enfim, o que esperar  quando o próprio ministro da educação declara que esta profissão é para quem tem vocação e não para quem quer ganhar dinheiro. "É um espaço que você tem por natureza a posição de sacrifício pessoal", conforme as palavras do Sr. Ministro..

    Até quando teremos que ouvir que Magistério é sacerdócio?

    Porque não fazer também da política um sacerdócio e diminuir os próprios salários e mordomias?

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    Imagem das manifestações havidas no Brasil todo este último fim de semana.

    Como todo mundo sabe o Brasil é um país pacífico demais e seu povo não é muito de ir à luta pelos seus direitos, mas parece que isso está começando a mudar. De forma tranquila e pacífica as ruas das grandes cidades ficaram lotadas.

    Que bom que o gigante acordou. 

     

     

    TALENTO BRASILEIRO NAS ARTES VISUAIS/ ANDER LEMES

    A foto de capa de nosso blog, esta semana, é uma homenagem ao artista plástico brasileiro, que já está fazendo o maior sucesso no exterior: Anderson Ferreira Lemes, ou Ander Lemes, ou Alemão, como parece que gosta de ser chamado.

    No meu caso foi amor à primeira vista! Me encantei com suas obras cheias de colorido, com personagens incompletos em cenas lúdicas, sempre andando de bicicleta ou tocando algum instrumento.

    Alemão nasceu em Assis, Estado de São Paulo, e ao que parece, não era um aluno lá muito aplicado, devido a uma dislexia descoberta mais tarde. Para não ser expulso, devido a alguma traquinagem que fizera, foi lhe atribuida a função de pintar os muros da escola, o que lhe despertou para a arte do grafite.

    A série "Bicicletas" chamou a atenção de uma galerista  do Rio de Janeiro que convidou-o a expor suas obras, vendidas todas em apenas 2 meses. Duas delas foram adquiridas por um italiano, colecionador de artes, Ezio Dellapiazza, que depois lhe encomendou mais 15 telas e divulgou seu trabalho pela Europa. Hoje ele tem obras espalhadas por mais de 25 países e já expôs até no Louvre.

    Com formação em Educação Artística e habilitado em Artes Visuais, seu trabalho agrada pelo inusitado e ao mesmo tempo lúdico, em cores vibrantes, sem medo de ousar nos tons de verdes, azuis, amarelos.

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     O Artista em sua exposição solidária no Louvre. A renda foi destinada ao Hospital do Câncer Aristides Maltez Salvador - Bahia – Brasil.

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    Alemão Grafiteiro_Levando as flores para sua amad