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INTERCAMBIANDO

Blog para fazer amigos pelo mundo, falar do cotidiano, experiências , sentimentos e relacionamentos das pessoas comuns... e, de vez em quando "botar a boca no trombone"!

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  • AGILIZANDO A TAPIOCA!

    Desde que comi tapioca pela primeira vez que tento reproduzir, em vão, esta delícia.

    Primeiro tentei fazê-la com aqueles granulados de tapioca...não virou nada!

    Desisti!...

    Voltei a tentar hidratando o polvilho doce como vira em um blog aqui na net...Não obtive bom resultado além do trabalho que aquilo deu prá fazer!...Sem contar que o restante da massa hidratada que guardei num potinho, embolorou.

    Já estava desistindo, quando esta semana encontrei no supermercado uma tal de "Goma de Mandioca Hidratada" da marca AKIO.

    Fiz conforme as instruções, ficou bom, mas ainda não fiquei contente!

    Como adoro inventar, coloquei à farinha um pouquinho de leite, sal e queijo ralado...Nossa, ficou dos Deuses. Não precisa nem rechear. Faz 3 dias que não quero outra coisa no café da manhã... claro, a não ser o próprio Café.

    Mas, aos que gostam de recheios, temos aqui algumas sugestões, que podem ser as mesmas para o Rap 10.

     

    Com queijo branco, quentinha e crocante!

     

    REFLEXÕES SOBRE A MORTE BY SÓCRATES!

    Com serenidade e tom altaneiro, já condenado à morte bebendo cicuta, Sócrates proferiu seu último discurso aos que haviam acabado de condená-lo:

     

    - "Não foi por falta de discursos que fui condenado, mas por falta de audácia e porque não quis que ouvísseis o que para vós teria sido mais agradável: Sócrates se lamentando, gemendo, fazendo e dizendo uma porção de coisas que considero indignas de mim, coisas que estais habituados escutar de outros acusados".

     

    Sustenta-o uma certeza: Mais difícil que evitar a morte é " evitar o mal, porque ele corre mais depressa que a morte". Segundo seu pensamento, com relação a esta, só pode ser duas coisas:

     

    " Ou aquele que morre é reduzido a nada e não tem mais qualquer consciência, ou então, conforme ao que se diz, a morte é uma mudança, uma transmigração da alma, do lugar onde nos encontramos para outro lugar. Se a morte é a extinção de todo sentimento e assemelha-se a um desses sonos nos quais nada se vê, mesmo em sonho, então morrer é um ganho maravilhoso. (...) Por outro lado, se a morte é como uma passagem daqui para outro lugar, e se é verdade como se diz, que todos os mortos aí se reúnem, pode-se, senhores juízes, imaginar maior bem?

    Mas, eis a hora de partirmos, eu para a morte, vós para a vida. Quem de nós segue o melhor rumo, ninguém o sabe, exceto Deus."

     

    O que mais impressiona em todo desfecho da vida de Sócrates foi a sua dignidade em não transgredir seus valores morais e de justiça.  Mesmo tendo sido injustiçado com uma condenação que não tinha procedência, Sócrates recusou-se a fugir da prisão como queriam seus discípulos, pois isso seria ir contra as leis da época.

    Porque não traíra sua consciência, preferira a morte a declarar-se culpado. Suas últimas palavras teriam sido um testemunho dessa dupla fidelidade: A SI MESMO E A SEUS COMPROMISSOS ASSUMIDOS.

     

    Consulta  à Publicação de José Américo Mota Pessanha da Coleção "Pensadores".

     

     

     

    Quadro pintado por Jackes-Louis David, em 1787, representando a morte de Sócrates tomando cicuta.

    ESTÍMULOS E COMPORTAMENTOS

    Para enterdermos como funcionam os comportamentos humanos através dos estímulos que recebemos, e nos mostrar com isso um dos princípios da Gestalt, nossa apostila de Psicologia da Educação, do Centro Universitário Claretiano nos retrata o seguinte texto de Fernando Sabino, extraído do livro " A FALTA QUE ELA ME FAZ":

     

    "Era um bar da moda naquele tempo em Copacabana e eu tomava meu uísque em companhia de uma amiga. O garçom que nos servia, meu velho conhecido, a horas tantas se aproximou:

    –Não leve a mal eu sair agora, que está na minha hora, mas o meu colega ali continuará atendendo o senhor. Ele se afastou, e eu voltei ao meu estado de vaguidão habitual. Alguns minutos mais tarde, vejo diante de mim alguém que me cumprimentava cerimoniosamente, com um movimento de cabeça:

    –Boa noite, Dr. Sabino.

    Era um senhor careca, de óculos, num terno preto de corte meio antigo. Sua

    fisionomia me era familiar, e embora não o identificasse assim à primeira vista, vi logo que devia se tratar de algum advogado ou mesmo desembargador de minhas relações, do meu tempo de escrivão. Naturalmente disfarcei como pude o fato de não estar me lembrando de seu nome, e me ergui, estendendo-lhe a mão:

    –Boa noite, como vai o senhor? Há tanto tempo! Não quer sentar-se um pouco?

    Ele vacilou um instante, mas impelido pelo calor de minha acolhida, acabou aceitando: sentou-se meio constrangido na ponta da cadeira e ali ficou, erecto, como se fosse erguer-se de um momento para outro. Ao observá-lo assim de perto, de repente deixei cair o queixo: sai dessa agora, Dr. Sabino! Minha amiga ali do lado, também boquiaberta, devia estar achando que eu ficara maluco.

    Pois o meu desembargador não era outro senão o próprio garçom – e meu velho conhecido! – que nos servira durante toda a noite e que havia apenas trocado de roupa para sair. (…) (SABINO, 1980, p. 143-4).

     

     

     Fernando Sabino desenhado por Luan de Morais

     

    Este foi um exemplo da Gestalt em nosso cotidiano. Nas artes um de seus principais representantes é Mauritz Escher com suas imagens de dupla interpretação:

     

     

    Referência Bibliográfica:

    SABINO F. Chaves da Vaguidão. In: A falta que ela me faz.4. Edi. Rio de Janeiro: Record, 1980 apud SOUZA, Tatiana Noronha. Centro Universitário Claretiano- Psicologia da Educação. Batatais, 2012.