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INTERCAMBIANDO

Blog para fazer amigos pelo mundo, falar do cotidiano, experiências , sentimentos e relacionamentos das pessoas comuns!

INTERCAMBIANDO

Blog para fazer amigos pelo mundo, falar do cotidiano, experiências , sentimentos e relacionamentos das pessoas comuns!

  • MOMENTOS PERFEITOS/PÃEZINHOS IMPERFEITOS

    Nesta Páscoa meu genro nos apresentou uma receita de pãezinhos de cenoura cuja finalização seria com carinhas de coelhinhos. Adoramos a ideia pois sabíamos que despertaria o interesse de minha neta... E, de fato, ela participou da confeccção deles do começo da massa, até o fim quando moldamos as carinhas.

    Mas, depois de prontos, já não sabíamos mais que bicho era, e assim a realidade frustrou um pouco as expectativas, não fosse a reflexão tão carinhosa de minha filha:

     

    "Nessa páscoa estávamos empolgados para fazer os pães de coelho e ficamos um pouco decepcionados qdo percebemos que eles viraram verdadeiros morceguinhos. Pensei: a receita é deliciosa, mas da próxima vez não tem porquê ficar desenhando o bichinho no pão. Mais tarde, percebi que essas receitas de datas comemorativas têm um objetivo maior do que a experiência estética, que é o de integrar a família. Todos se envolveram na tentativa de fazer o "coelho perfeito"! A mãe fez a massa, Belinha queria coelhos pequenos e a Deda fazia-os com pompom. Dudu fez uma cabeça de galinha, Vandeco dava risada, achava que era muita massa e que teríamos muitos coelhos. Eu ia fazendo as carinhas com todo o cuidado na esperança que ficassem como os da foto da receita. Edison fez os recortes da última fornada, que renderam morcegos Frankensteins. Mariana registrou nossa expectativa x realidade. Todos nós rimos muito e ficamos com a alma alegre e o corpo alimentado. Mas e se fosse um pãozinho simples, redondinho, sem carinha nenhuma? Ah, a mãe e a Deda fariam tudo sozinhas, possivelmente. Então acho que nosso pãozinho de cenoura deve continuar com carinha de coelho/morcego/galinha, para alegria geral da nação!

    Que consigamos ter mais momentos como este, que fazem crescer o afeto e estreitar laços".
     
     
     
     
     
    Para quem desejar viver esta deliciosa experiência segue a receita 

    Para a receita de pão de cenoura você irá precisar de:

    - 4 xícaras de cenouras cortadas em rodelas
    - 2 ovos
    - 1 xícara de água morna
    - 2 colheres de sopa de fermento biológico seco
    - 3/4 de xícara de óleo
    - 1/2 xícara de açúcar
    - 1 colher de sopa de mel
    - 2 colheres de chá de sal
    - 8 1/2 xícaras de farinha de trigo

    Como preparar:

    Em uma panela com água cozinhe a cenoura até ficar macia, e então drene a água e bata a cenoura no liquidificador, ou em um processador, até obter um purê. Se você quiser um sabor mais defumado para o seu pãozinho, pode assar a cenoura no forno ao invés de cozinhar na água.

    Ainda no liquidificador, adicione os ovos e 1/2 xícara de água, batendo até o purê ficar bem cremoso.

    Numa tigela grande, coloque o fermento biológico seco e o restante da água, mexendo até dissolver totalmente o fermento. Despeje então o purê de cenoura e, na sequência, adicione o óleo, açúcar, mel, sal e 5 xícaras de farinha, misturando e amassando com as mãos. Adicione mais farinha, se necessário, até obter uma massa de pão macia e lisa.

    Polvilhe a sua bancada com um pouco de farinha e sove a massa por 6 a 8 minutos, para que ela obtenha um pouco de elasticidade. Se você tiver uma batedeira com o(s) gancho(s) para bater massa de pão, também pode usar. Em seguida, coloque a massa em uma tigela grande levemente untada com óleo, cubra com um pano úmido ou um filme plástico e deixe descansar por cerca de 1 hora, para dobrar de tamanho.

    Divida a massa em bolinhas pequenas. Com ela é possível fazer 48 pãezinhos, mas a quantidade varia conforme o tamanho das bolinhas de massa. Coloque as bolinhas de massa em uma assadeira untada de óleo ou spray para untar e cubra novamente com um pano úmido ou filme plástico, deixando descansar por mais 1 hora. É importante não deixar uma bolinha de massa muito próxima a outra, pois elas vão dobrar de tamanho nesta etapa.

    Passada 1 hora, os seus pãezinhos já estão prontos para assar. Para fazer o pão do coelhinho, como é a da ideia da foto, pegue uma tesoura e belisque a massa fazendo as orelhinhas. Em seguida, usando uma esteca ou um palito de churrasco faça os olhinhos, apertando a massa.

    Leve então os seus pãezinhos para assar em forno pré-aquecido a 180°C por 18 a 20 minutos ou até que fiquem dourados.

    Se preferir, depois que as bolinhas dobrarem de tamanho, você pode congelá-las. Depois de congeladas, você pode colocar todos em saco plástico e deixar no congelador retirando somente a quantidade que desejar.

     

     

    Nossos agradecimentos ao Blog ANIMAIS RESPEITO pela receita.

     

     

    O MITO DE "ER"

    Os mitos sempre nos ajudam a entender as fragilidades humanas. Este é contado por Platão no seu livro "A República", Livro X, p. 614-620:

     

    "A verdade que o que te vou narrar não é um conto de Alcínoo, mas de um homem valente, Er, o Arménio. [...] 

    A virgem Láquesis, filha da Necessidade, declara:

     

    Almas efêmeras, vais começar outra vida de caráter transitório, entrarás em um novo corpo mortal humano.
    Não é um demônio que vos escolherá, mas vós que escolhereis o demônio. O primeiro a quem a sorte couber será o primeiro a escolher uma vida a que ficará ligado pela Necessidade. Mas a virtude não tem dono, cada um poderá tê-la em maior ou menor grau, conforme a honrar ou desonrar. A responsabilidade é de quem escolhe. A Divindade é isenta de culpa.

     

    Ditas estas palavras, atirou com os lotes para todos e cada um escolheu o que caiu perto de si, exceto Er, a quem isso não foi permitido. A variedade era infinita, ao apanhá-lo, tornaram-se evidentes para cada um a ordem que lhe cabia para escolher. Seguidamente, dispôs no solo, diante deles, os modelos de vida, em número muito mais elevado do que o dos presentes. Havia de todas as espécies, vida de todos os animais, e bem assim de todos os seres humanos. Entre elas, havia tiranias, umas duradouras, outras derrubadas a meio, e que acabavam na pobreza, na fuga, na mendicância. Havia também vidas de homens ilustres, umas pela forma, beleza, força e vigor, outras pela raça e virtudes dos antepassados; depois havia também as vidas obscuras, e do mesmo modo sucedia com as mulheres.

     

    Mas não continham as disposições do caráter, por ser forçoso que este mude, conforme a vida que escolhem. Tudo o mais estava misturado entre
    si e com a riqueza e a indigência, a doença e a saúde, e bem assim o meio termo entre estes predicados. É aí que está, segundo parece, meu caro Glaucón, o momento crítico para o homem, e por esse motivo se deve ter o máximo cuidado, e que cada um de nós ponha por cima de tudo buscar e adquirir a ciência de distinguir uma vida honesta da que é má e de escolher sempre em toda a parte tanto quanto possível a melhor.

     

     

    Calculando que efeito tem, em relação com virtude em uma vida, para prever o mal que produz a beleza, por exemplo, unida à riqueza ou a pobreza, as consequências que tem o nascimento ilustre ou escuro, os cargos públicos ou a condição de simples particular, ou a debilidade física, a facilidade ou dificuldade […].


    Ora, então, anunciou o mensageiro do além, o profeta falou deste modo: - Mesmo para quem vier em último lugar, se escolher com inteligência e viver honestamente, espera-o uma vida apetecível, e não uma desgraçada. Nem o primeiro deixe de escolher com prudência, nem o último com coragem.


    Ditas estas palavras, contava Er, aquele a quem coube a primeira sorte logo se precipitou para escolher a tirania maior, e, por insensatez e cobiça, arrebatou--a, sem ter examinado capazmente todas as consequências, antes lhe passou despercebido que o destino que lá estava fixado comportava comer os próprios filhos e outras desgraças. Mas, depois que a observou com vagar, batia no peito e lamentava a sua escolha, sem se ater às prescrições do profeta. Efetivamente, não era a si mesmo que se acusava da desgraça, mas à sorte e às divindades, e a tudo, mais do que a si mesmo. Ora, esse era um dos que vinham, do céu, e vivera, na encarnação anterior, num Estado bem governado; a sua participação
    na virtude devia-se ao hábito, não à filosofia. Pode-se dizer que não eram menos numerosos os que vindos do céu, se deixavam apanhar em tais situações, devido à sua falta de treino nos sofrimentos. Ao passo que os que vinham da terra, na sua maioria, como tinham sofrido pessoalmente e visto os outros sofrerem, não faziam a sua escolha às pressas. Por tal motivo, e também devido à sorte da escolha, o que mais acontecia às almas era fazerem a permuta entre males e bens. […]


    Era digno de se ver esse espetáculo, contava ele, como cada uma das almas escolhia a sua vida. Era, realmente, merecedor de piedade, mas também ridículo e surpreendente. Com efeito, a maior parte fazia a sua opção de acordo com os hábitos da vida anterior. Dizia ele que vira a alma que outrora pertencera a Orfeu escolher uma vida de cisne, por ódio à raça das mulheres, porque, devido a ter sofrido a morte às mãos delas, não queria nascer de uma mulher; vira a de Tamiras escolher uma vida de rouxinol; vira também um cisne preferir uma vida humana, e outros animais músicos procederem do mesmo modo [...]

     

    Assim que todas as almas escolheram as suas vidas, avançaram, pela ordem da sorte que lhes coubera, para junto de Láquesis. Esta mandava a cada uma o demônio que preferira para guardar a sua existência e fazer cumprir o destino que escolhera".

     

    Segundo ETCHEBEHERE, 2008, p. 138-142, "A eleição do tipo de vida é, como diz Platão, o momento crítico para o homem, tanto que nesse momento coloca em jogo seu destino. "Não será um demônio quem escolhe, e sim você quem escolherá o demônio". Isto é, não é uma força

    cega quem nos dirige e sim nós próprios, por intermédio de nossas ações, que vamos configurando nosso caráter, moldando nosso demônio.

     

    BIBLIOGRAFIA: 

    DANIEL, E.; SCOPINHO, S. C. D. Antropologia, Ética e Cultura. Batatais: Claretiano, 2013. Unidade 5

     

    MODA VESTUÁRIO E CALÇADOS PARA AS MIGNONZINHAS

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