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INTERCAMBIANDO

Blog para fazer amigos pelo mundo, falar do cotidiano, experiências , sentimentos e relacionamentos das pessoas comuns!

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  • PORQUE OS PROFESSORES BRASILEIROS SÃO TÃO PENALIZADOS?

    Numa terra onde vêm-se desmandos, bandidos sendo tratados por vossa senhoria e beneficiados com indultos, fica-se a pensar no tamanho das injustiças e se essa nossa terra um dia vai ter jeito.

    Descobri hoje, pasma, que uma professora que leciona a 15 anos no Estado, decidida a melhorar seus proventos foi dar aulas em colégios particulares e perdeu toda sua pontuação desse tempo todo servindo aos país. Para quem não sabe, esses pontos vão se somando dia-a-dia na carreira do professor, para que em algum momento ele possa ter algum benefício disso, e também uma melhor colocação na escolha de aulas.

    Para que ela não perca também seus direitos constituídos deve manter um vínculo com o Estado, nem que seja com poucas aulas, portanto, encontrei-a lá na fila da atribuição de aulas com classificação menor que a minha que acabei de me formar. 

    Bem, de salários, nem vou me delongar aqui pois é muito pano prá manga e é assunto para debates e lutas sem fim. Basta dizer que um professor brasileiro ganha menos, mas muitas vezes menos, que outros profissionais com a mesma equivalência de escolaridade, mas enfim, o que esperar  quando o próprio ministro da educação declara que esta profissão é para quem tem vocação e não para quem quer ganhar dinheiro. "É um espaço que você tem por natureza a posição de sacrifício pessoal", conforme as palavras do Sr. Ministro..

    Até quando teremos que ouvir que Magistério é sacerdócio?

    Porque não fazer também da política um sacerdócio e diminuir os próprios salários e mordomias?

    manifesto-BR.jpg

     

    Imagem das manifestações havidas no Brasil todo este último fim de semana.

    Como todo mundo sabe o Brasil é um país pacífico demais e seu povo não é muito de ir à luta pelos seus direitos, mas parece que isso está começando a mudar. De forma tranquila e pacífica as ruas das grandes cidades ficaram lotadas.

    Que bom que o gigante acordou. 

     

     

    TALENTO BRASILEIRO NAS ARTES VISUAIS/ ANDER LEMES

    A foto de capa de nosso blog, esta semana, é uma homenagem ao artista plástico brasileiro, que já está fazendo o maior sucesso no exterior: Anderson Ferreira Lemes, ou Ander Lemes, ou Alemão, como parece que gosta de ser chamado.

    No meu caso foi amor à primeira vista! Me encantei com suas obras cheias de colorido, com personagens incompletos em cenas lúdicas, sempre andando de bicicleta ou tocando algum instrumento.

    Alemão nasceu em Assis, Estado de São Paulo, e ao que parece, não era um aluno lá muito aplicado, devido a uma dislexia descoberta mais tarde. Para não ser expulso, devido a alguma traquinagem que fizera, foi lhe atribuida a função de pintar os muros da escola, o que lhe despertou para a arte do grafite.

    A série "Bicicletas" chamou a atenção de uma galerista  do Rio de Janeiro que convidou-o a expor suas obras, vendidas todas em apenas 2 meses. Duas delas foram adquiridas por um italiano, colecionador de artes, Ezio Dellapiazza, que depois lhe encomendou mais 15 telas e divulgou seu trabalho pela Europa. Hoje ele tem obras espalhadas por mais de 25 países e já expôs até no Louvre.

    Com formação em Educação Artística e habilitado em Artes Visuais, seu trabalho agrada pelo inusitado e ao mesmo tempo lúdico, em cores vibrantes, sem medo de ousar nos tons de verdes, azuis, amarelos.

    alemaonolouvre.jpg

     O Artista em sua exposição solidária no Louvre. A renda foi destinada ao Hospital do Câncer Aristides Maltez Salvador - Bahia – Brasil.

    ALEMÃO GRAFITEIRO_cancao-brasileira.jpg

     

    Alemão Grafiteiro_Levando as flores para sua amad

     

    Museu do Ipiranga

    O Museu Paulista ou Museu do Ipiranga está fechado para visitação desde julho de 2013 para restauração e será reaberto em 2018, por isso é importante manter viva a História deste Museu tão apreciado pelos paulistas.

     

     

    Introdução

    Visitação guiada ao Museu Paulista da USP. A história contada sob o ponto de vista do paulista.

     

     

    Conteúdo

    O Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga, desde 1963 tem como mantenedor  a Universidade de São Paulo (USP), possui um acervo permanente tombado há mais de 10 anos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, e por essa razão a exposição de todos os objetos referentes ao período da História da Independência do Brasil não muda.

     

    O edifício foi construído entre 1885 a 1890, com o objetivo de ser um monumento à Independência. A planta original desenhada pelo arquiteto e engenheiro italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi, foi adaptada pela pressa e falta de recursos, estes vindos de empresários, políticos e do próprio povo. Para o projeto foi feito uma maquete em gesso, a qual levou quase o mesmo tempo que o próprio edifício para ficar pronta, esta maquete encontra-se em exposição no museu. Muitos estrangeiros vieram para trabalhar na construção do palácio, pois no Brasil daquela época não havia mão de obra especializada capaz de executar tantos detalhes e ornamentos. Nascia o primeiro prédio público de alvenaria de São Paulo e também a partir dele houve uma mudança arquitetônica na cidade. O prédio foi inaugurado no primeiro ano da Proclamação da República e embora seja um palácio nunca fora habitado, pois com a organização da república tornou-se inicialmente museu de história natural.

     

    Com a chegada de Afonso Taunay o museu passou a ter também caráter histórico, pinturas e esculturas foram produzidas para compor o acervo a fim de destacar a participação do povo paulista na história brasileira.

     

    Desde a entrada é possível perceber, pela quantidade de símbolos expostos, que a história é muito mais complexa do que aparenta, por isso a visitação guiada é imprescindível para que o visitante compreenda toda a simbologia e as mensagens propostas pela exposição. Para isso o Museu Paulista conta com um departamento de educação ou ação cultural no qual o educador do museu orienta os visitantes, esclarecendo e adaptando os códigos da exposição de acordo com o perfil do público.

    Faz parte do acervo tombado a pintura de D. João III, conhecido também como O Piedoso por sua devoção religiosa, foi rei de Portugal entre 1521 e 1557 época das grandes navegações portuguesas e o início da ocupação do litoral brasileiro dividido em capitanias hereditárias.

    D. João III

    D. João III

     

    A pintura de Martim Affonso de Souza, administrador do Brasil Colônia, capitão hereditário e fundador da Vila de São Vicente, bem como a de João Ramalho, explorador português que sofreu um naufrágio na costa brasileira e fora resgatado e acolhido por índios, casou-se com Bartira, filha do Cacique Tibiriçá, com quem teve nove filhos.

    Martim Afonso de SouzaJoão Ramalho e seu filho

    Martim Affonso de Souza                              João Ramalho e seu filho

    Cacique Tibiriçá

    Cacique Tibiriçá

     

    Entre as pinturas de João Ramalho e do Cacique Tibiriçá há uma criança fazendo uma menção aos mestiços filhos de portugueses e índios, os chamados mamelucos. Essa percepção só foi possível com a visitação guiada. Os quadros foram pintados por Benedito Calixto que idealizou a fisionomia de cada personagem, pois de outra forma não seria possível.

     

    O acervo conta também com duas esculturas gigantescas em mármore de carrara dos Bandeirantes mais conhecidos, Antônio Raposo Tavares e Fernão Dias Paes Leme. Nessas esculturas mais simbologia, pois elas mostram a imponência destes sertanistas de ‘grande estatura’, desbravadores de terras longínquas (Raposo Tavares), produtores e geradores de riqueza (Fernão Dias), heróis do Brasil. No entanto, essas expedições resultaram em consequências desastrosas, os povos que já viviam nas regiões desbravadas muitas vezes eram escravizados, privados de sua identidade cultural, e até dizimados pelos próprios colonos ou por doenças trazidas por eles. O papel desses ‘heróis’ vem sendo contestado com o passar dos anos, provando que a história depende de interpretações, de estudos e do que se quer passar de conhecimento para gerações futuras. Não pode ser interpretada como uma verdade absoluta mas sim como uma possibilidade provável.

    Nas escadarias do Museu Paulista existem outras esculturas de Bandeirantes de vários estados brasileiros e datas as quais esses estados foram se separando de São Paulo, bem como esferas com águas dos principais rios brasileiros fazendo uma referência a unificação do território.

     

    Há uma outra maquete em exposição que retrata a cidade em meados do século XIX, onde quase nada foi preservado apenas algumas igrejas como a de São Francisco, Santo Antônio, a igreja do Carmo e a casa de Domitila a Marquesa de Santos e amante de D. Pedro I.

    No salão nobre há o retrato mais conhecido entre os estudantes. O quadro pintado por Pedro Américo retrata o momento da Independência do Brasil às margens do rio Ipiranga. A tela está emoldurada em uma referência a época de ouro do café.

    Independência ou Morte!, também conhecido como O Grito do Ipiranga, 4,15×7,6m, 1888, Museu Paulista (foto disponível no Google)


    Como revela a imagem, o povo sempre às margens dos acontecimentos. A Casa do Grito (esta denominação deve-se ao quadro) ao fundo, hoje é o Museu do Tropeiro no mesmo complexo do Parque do Ipiranga. Há outras obras no mesmo salão que refletem diferentes visões sobre a Independência, entre outros objetos da época como armas, capacetes, moedas e até mechas de cabelos das Imperatrizes Da. Leopoldina, Da. Amélia, Da.Tereza Cristina e Princesa Isabel.

    Ainda no piso superior há a sala do Ciclo do Café, onde estão expostos objetos usados no cultivo e produção do café, além de anúncios, roupas, dinheiro, fotografias da época. A província de São Paulo enriqueceu na virada do século XIX e XX, desenvolvendo e expandindo ferrovias para o melhor escoamento da produção e comércio do café. Neste período a abolição deu lugar ao trabalho de muitos imigrantes.

    Há o mobiliário do século XVII ao XIX como piano, cadeiras, penteadeiras, espelhos, cristaleiras e uma saleta de visitas onde os objetos mais bonitos e caros ficavam expostos para mostrar o refinamento de seus proprietários.

    A ala Imagens Recriam a História, consiste em quadros que foram pintados ao longo da história desde 1500 por diversos artistas. Baseando-se em relatos e documentos da época, esses artistas recriavam momentos e pessoas importantes.

    No subsolo do museu, algumas exposições rotativas mostram outra parte do imenso acervo adquirido. É possível identificar algumas passagens ‘secretas’ e estreitas.

     Jardim

    Os jardins em estilo francês com uma grande fonte central deixa ainda mais imponente o palácio no alto da colina.

     

     

    Conclusão

    A História ao longo dos anos foi sendo constantemente reinterpretada, o que não invalida o que já sabemos, deixa claro apenas que a compreensão dos processos históricos depende muito da época que são estudados e até mesmo de quem os estudou.

    Não há uma verdade absoluta mas sim uma possibilidade provável. O Museu do Ipiranga reflete exatamente essa mudança de interpretação: será mesmo que os Bandeirantes foram heróis? São questões como essa que nos faz ir além e alimentam os estudos historiográficos.

    Sob esta perspectiva não devemos julgar o passado com o olhar de hoje, mas sim compreender as interpretações e a elas acrescentar informações de estudos pertinentes e embasados.

     

    F I M

     

     

     

     

    E-referências

    http://www.museudacidade.sp.gov.br/casadogrito.php

    www.mp.usp.br

    http://www.independenciaoumorte.com.br/acontece/item/114-hist%C3%B3ria-oficial-do-museu-paulista-da-usp.html

    http://portal.iphan.gov.br/portal/montarPaginaInicial.do;jsessionid=0D2F93A46A1BB10C24980C1FD461E593

    http://www.historiadobrasil.net/independencia/