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INTERCAMBIANDO

Blog para fazer amigos pelo mundo, falar do cotidiano, experiências , sentimentos e relacionamentos das pessoas comuns!

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  • BRASILEIROS NO HAWAII, AGUARDANDO O TSUNAMI!

    Gi, é uma das queridas que acompanham nosso blog, e hoje, é  quem vai nos contar o sufoco que ela, o marido e o cunhado passaram a alguns dias atrás, no Hawaii!

     

    "Nas redes sociais que paticipo, amigos costumam postar mensagens do tipo ‘vc que curte a vida’, como vc viu isso? Eu Tb estava lá e não vi.’, ‘suas fotos são as melhores’, ‘seus passeios são incríveis’, e a cada uma dessas mensagens eu refleti que o que faz a diferença nas minhas imagens (únicas), e meus passeios (incríveis), é a forma como olho para cada situação, por mais simples que seja. Felizmente consigo ver alegria e beleza em momentos comuns da vida.

     

    Essa viagem que fiz, foi mais que especial, foi o momento pelo qual sempre esperei, conhecer o Hawaii.

     

    Nossa peregrinação começou no último dia de fevereiro, partindo de Curitiba para SP (5 horas de viagem e um contra tempo de acabar a gasolina no meio do nada), depois 13 horas de Sp para Los Angeles, mais 5 horas de LA pro Hawaii ( um vôo turbulento, num avião ruim, um serviço de bordo péssimo!

     

      Chegando, não pude me conter de excitação. Aquele mar azul céu, arco-íris de cores vivas que nos visitou todos os dias enquanto estivemos lá.

    Dias lindos de sol se seguiram, visual paradisíaco, pessoas de todas as etnias, pensei ‘vou ficar por aqui vendendo côco, ALOHAAAAAA’. Peixinhos de todas as cores, água limpíssima, focas, tartarugas...

     

    Porém, um dia antes de partirmos já com aquela saudade, dormíamos de cansaço quando tocou o celular: - ‘Não sei se vocês estão sabendo...terremoto...Japão...8.9, risco de tsunami AÍ’. Na sequência toca o telefone do hotel: - ‘Subam para o 8° andar...precaução’.

     

    Ligamos a Tv, CNN, relógio de contagem regressiva para a onda gigante atingir a costa hawaiana, pensei ‘é um sonho?’. Sirenes em toda Honolulu, evacuaram as ruas, polícia anunciando para que procurássemos lugares altos, sair do hotel, nem pensar. Mas pensei ‘é um pesadelo?’

     

    Subimos para o oitavo andar, o quarto da espera, e me deu uma baita dor de barriga, pensei ‘não é sonho, é a vida real mesmo!’

     

    Ficamos lá por algum tempo, contando os minutos. Na verdade as horas, porque a agitação começou 4 horas antes.

     

    E dá-lhe sirene. Tensão!

     

    Fomos colocar o carro pra um andar mais alto!...Comecei a mudar um pouco o meu foco tsunâmico, comecei a me lembrar do dia em que andei num elevador panorâmico 39 andares numa velocidade absurda, que frio na barriga, pensei ‘ como eu odeio altura, por que sempre faço isso, já sabendo que vou sentir o maior cagaço? ‘ respondi para mim mesma de duas formas, primeira: necessidade de mudar o foco naquele momento, segunda: adoro fazer tudo que tenho medo, é uma forma de quebrar algumas barreiras superando a mim mesma. Viu como consegui mudar o foco?

     

    Mas logo me veio a gélida sombra do TSUNAAAAAAAMIIIIIIII!!! Barriga gelou. Voltamos pro nosso quarto no quarto andar, percebi uma falta de movimentação, foi então que vi, meu marido e meu cunhado dormindo!...

     

     Gente!!! Como alguém consegue dormir? Restava apenas mais uma hora de angústia, vamos voltar pro quarto da espera pelamordedeus!!... 

     

    Roí as unhas, e quando não tinha mais o que roer, faltando 15 minutos pra temível onda atingir a costa, adormeci de cansaço, medo, estresse...

    Acordei de manhã assustada “ CADÊ O TSUNAMI?”

     

    Bem, a onda mesmo não chegou, Graças a Deus... Só então, começamos a ver a verdadeira destruição em Fukushima, e o terror nos assolou novamente!

     

    Saímos então para dar adeus ao Hawaii e suas belezas vulcânicas, praias paradisíacas, barquinhos no horizonte, mar calmo, e um belíssimo arco-íris pra fechar a viagem.

     

    Cansados, fomos pegar o bendito avião, ó céus, era praticamente um teco teco de santos Dumond recalchutadinho. Meu assento não assentava nem a paulada. Rezei, aliás, rezei muito a viagem toda, foram 6 horas de turbulência terrível, pensei ‘sobrevivi a um tsunami, vou morrer em desastre aéreo, era só o que me faltava’, todos estavam muito tensos e mal dormidos.

    Precisei levantar quando fui jogada no assento vizinho, pânico, ‘que beleza, vamos morrer, Pai Nosso...ave Maria...eu tenho filha pra criar...serei uma pessoa boazinha...minha filha, orfã de pai e mãe...Pai Nosso...numa próxima vamos em aviões diferentes, se um cair, ao menos salva-se outro...Ave Maria...Aperte o cinto...como se isso fosse resolver, mas nunca se sabe,  apeeeerrrrrta o cintooooooooo’.

     

    Chegamos! Ufa! Minha vontade era de virar o Papa João Paulo e beijar o chão, ô terra boa, firme NÉ?

     

    Agradeci por tudo. Fiz parte de uma história que, felizmente não chegou a acontecer, mas mesmo assim, divido-a com vocês.

     

     

     

     

     

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