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INTERCAMBIANDO

Blog para fazer amigos pelo mundo, falar do cotidiano, experiências , sentimentos e relacionamentos das pessoas comuns...

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  • EROS,AFRODITE,PSIQUÊ/ MITO E ATUALIDADE DO MITO

    Quem me conhece, sabe que sou fascinada por uma trilogia de um escritor e psicólogo americano Robert A. Johnson, (He, She, We), onde ele relata através do mito de Eros, Psiquê e Afrodite, o quanto um mito tão antigo, pré cristão, registrado na era clássica grega, ainda hoje nos diz muito. Já sugeri às minhas filhas e à minha sobrinha que o lessem, antes de casar, depois de casadas, mas como acredito não tenham lido, e acho de suma importância que  o leiam, o assimilem, reflitam sobre ele, vou aproveitar este canal para mostrar apenas um trecho dele, quem sabe assim desperto-lhes o interesse na leitura...E a quem mais passar por aqui!...Vou até mais além: Nestes cursos de noivos que são dados por aí, se incluissem a leitura destes 3 livretos muitas crises poderiam ser poupadas...

     

    PRIMEIRO O MITO PRÓPRIAMENTE DITO

     

     

    Psiquê (em grego: Ψυχή, Psychē) é uma personagem da mitologia grega, personificação da alma.

    Seu mito é narrado no livro O Asno de Ouro de Apuleio, que a cita como uma bela mortal por quem Eros, o deus do amor, se apaixonou. Tão bela que despertou a fúria de Afrodite, deusa da beleza e do amor, mãe de Eros - pois os homens deixavam de frequentar seus templos para adorar uma simples mortal.

    A deusa mandou seu filho atingir Psiquê com suas flechas, fazendo-a se apaixonar pelo ser mais monstruoso existente. Mas, ao contrário do esperado, Eros acaba se apaixonando pela moça - acredita-se que tenha sido espetado acidentalmente por uma de suas próprias setas.

    Com o próprio deus do Amor apaixonado por ela, suas setas não foram lançadas para ninguém. O tempo passava, Psiquê não gostara de ninguém, e nenhum de seus admiradores tornara-se seu pretendente.

     As irmãs de Psiquê

    O rei, pai de Psiquê, cujo nome é desconhecido, preocupado com o fato de já ter casado duas de suas filhas, que nem de longe eram belas como Psiquê, quis saber a razão pela qual esta não conseguia encontrar um noivo. Consulta então o Oráculo de Apolo, que prevê, induzido por Eros, ser o destino de sua filha casar com um ente monstruoso.

    Após muito pranto, mas sem ousar contrariar a vontade de Apolo, a jovem Psiquê foi levada ao alto de um rochedo e deixada à própria sorte, até adormecer e ser conduzida pelo vento  Zéfiro a um palácio magnifico, que daquele dia em diante seria seu.

    Lá chegando a linda princesa não encontrou ninguém, mas tudo era suntuoso e, quando sentiu fome, um lauto banquete estava servido. À noite, uma voz suave a chamava e, levada por ela, conheceu as delícias do Amor, nas mãos do próprio deus do amor...

    Os dias se passavam, e ela não se entediava, tantos prazeres tinha: acreditava estar casada com um monstro, pois Eros não lhe aparecia e, quando estavam juntos, usava sempre um capuz. Ele não podia revelar sua identidade pois, assim, sua mãe (Vênus, que é o nome de Afrodite na mitologia romana) descobriria que não cumprira suas ordens - e apesar disto, Psiquê amava o esposo, que a fizera prometer-lhe jamais retirar-lhe o capuz.

    Passado um tempo, a bela jovem sentiu saudade de suas irmãs e, implorando ao marido que permitisse que elas fossem trazidas a seu encontro. Eros resistiu e, ante sua insistência, advertiu-a para a alma invejosa das mulheres.

    As duas irmãs foram, enfim, levadas. A princípio mostraram-se apiedadas do triste destino da sua irmã, mas vendo-a feliz, num palácio muito maior e mais luxuoso que o delas, foram sendo tomadas pela inveja. Constataram, então, que a irmã nunca tinha visto a face do marido. Disseram ter ouvido falar que ela havia se casado com uma monstruosa serpente que a estava alimentando para depois devorá-la, então sugeriram-lhe que, à noite, quando este adormecesse, tomasse de uma lâmpada e uma faca: com uma iluminaria o seu rosto; com a outra, se fosse mesmo um monstro, o mataria.

    Psiquê resistiu os conselhos das imãs o quanto pôde, mas o efeito das palavras e a curiosidade da jovem tornaram-se fortes. Pôs em execução o plano que elas haviam lhe dito: Após perceber que seu marido entregara-se ao sono, levantou-se tomando uma lâmpada e uma faca, e dirigiu a luz ao rosto de seu esposo, com intenção de matá-lo.

    A jovem, espantada e admirada com a beleza de seu marido, desastradamente deixa pingar uma gota de azeite quente sobre o ombro dele. Eros acorda - e o lugar onde caiu o óleo fervente de imediato se transforma numa chaga: o Amor está ferido.

    Percebendo que fora traído, Eros enlouquece, e foge, gritando repetidamente: O amor não sobrevive sem confiança!

    Psiquê fica sozinha, e desesperada com seu erro, no imenso palácio. Precisa reconquistar o Amor perdido.

    Eros voa pela janela e Psiquê tenta segui-lo, cai da janela e fica desmaiada no chão. Então o castelo desaparece. Psiquê volta para a casa dos pais, onde reecontra as irmãs que fingem piedade para com a irmã. Acreditam que o lindo Eros, solteiro as aceitariam e seguem em direção ao belo palácio. Chamam por Zéfiro e acreditando estar segura pelo mordomo invisível se jogam e caem no precipício.

    Psiquê caminha noite e dia, sem repouso nem alimentação. Avistou um belo templo no cume de uma montanha e acreditando encontrar seu amor escalou a montanha. Ao chegar no topo depara-se com montões de trigo, espigas de milho, cevada e ferramentas, todas misturadas e ela os separa e organiza. O templo pertencia a santa Ceres, grata pelo favor da bela moça lhe diz o que fazer para reconquistar o marido. Primeiro ela precisaria conseguir o perdão da sogra.

     

     

    BEM, A HISTÓRIA DO MITO CONTINUA, MAS VAMOS PARAR POR AQUI, QUE É A PARTE QUE NOS INTERESSA, NESTE MOMENTO!...NO POST SEGUINTE APRESENTAREMOS AS EXPLICAÇÕES CONTIDAS NO LIVRO "SHE". QUEM QUIZER  SE APROFUNDAR, NO MITO, PROPRIAMENTE DITO,  É SÓ ACESSAR A WIKIPÉDIA.

     

    E-REFERENCE

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Psiqu%C3%AA