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INTERCAMBIANDO

Blog para fazer amigos pelo mundo, falar do cotidiano, experiências , sentimentos e relacionamentos das pessoas comuns!

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  • ...E A MORTE CONTOU UMA HISTÓRIA!

    Relendo este post, consegui me emocionar, novamente, com este trecho do Livro " A menina que Roubava livros", então resolvi reeditá-lo, pois há alguns dias atrás fiz um desenho sobre uma de suas cenas e queria compartilhar. Não é grande coisa em termos artísticos,  é mais uma colcha de retalhos, que uma arte: O cenário me apropriei de uma gravura de Dürer. O sanfoneiro, de uma obra de André Lhote. E a menina de uma foto na net....Bela artista que sou rsrsrs. Mas, é uma vitória tê-lo feito, considerando-se as minhas dificuldades com o desenho.

     

     

    "Todos que leram "A menina que roubava livros", de Markus Zusak, sabe que, quem conta a história é a Morte!

     

    Como é um tema que me fascina, por tudo que ele envolve, escolhi um pequeno trecho que me emocionou muito, pois é o momento crucial em que ela, a Morte,  vem buscar Hans Hubermann, um alemão de coração bondoso, que escondia um judeu em seu porão, na época da 2ª grande guerra.

     

    Talvez, este trecho tenha me marcado mais que os outros, pois parecia um momento já vivido, quando Ela veio buscar meu querido pai, e, eu também vi a prata de seus olhos, me dirigindo um último olhar!

     

    "Por último, os Hubermann.

    Hans.

    O papai.

    Era alto na cama, e vi a prata por entre suas pálpebras. Sua alma sentou-se. Veio a meu encontro. As almas desse tipo sempre o fazem - as melhores. As que se levantam e dizem:" Sei quem você é e estou pronta; Não que eu queira ir, é claro, mas irei." Essas almas são sempre leves, porque um número maior delas foi dispensado. Um número maior delas já encontrou o caminho para outros lugares. Essa foi despachada pelo sopro de um acordeão, pelo estranho sabor do champanhe no verão e pela arte de cumprir promessas. Ele deitou em meu braço e descansou. Houve um pulmão comichando por um último cigarro, e uma imensa atração magnética pelo porão, pela menina que era sua filha e estava escrevendo um livro lá embaixo, um livro que um dia ele esperava ler.

    Liesel.

    Foi o que sua alma sussurrou quando o carreguei. Mas não havia Liesel naquela casa. Não para mim, pelo menos."

     

     

     

     

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