Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

INTERCAMBIANDO

Blog para fazer amigos pelo mundo, falar do cotidiano, experiências , sentimentos e relacionamentos das pessoas comuns!

INTERCAMBIANDO

Blog para fazer amigos pelo mundo, falar do cotidiano, experiências , sentimentos e relacionamentos das pessoas comuns!

  • A ARTE ROMANA - PARTE 2

    Exemplos de pintura da Roma Antiga são muito mais abundantes que os da Grécia. Muitos vêm da área localizada ao redor do Vesúvio, sobretudo de Pompéia e Herculano.

     

     A própria Roma, também é uma boa fonte, com os surpreendentes afrescos de um Jardim na Vila de Lívia ou os da casa de Augusto e na Domus Aurea, construída pelo Imperador Nero.

     

    Também incluímos mosaicos nesta história da pintura, dos quais há muitos exemplos espalhados  pela bacia mediterrânea, da Síria e da África do Norte até a Peninsula Ibérica.

     MOSAICOS DAS TERMAS DE CARACULLA

     

     

     Mosaico de Alexandre, encontrado no chão da casa do Fauno em Pompéia

     

     

    A pintura do período Romano é por tradição dividida em 4 estilos sucessivos. São conhecidos como “estilos Pompeianos”, pois foram documentados principalmente em Pompéia, até 79 d.c., ano em que a erupção do Vesúvio destruiu a cidade. O primeiro estilo ( fins do século II A.C. e início do século I A.C.) englobava imitações,  pintadas nas fachadas de muros de mármore coloridos...Muitas vezes embelezados com relevos de gesso pintado, ou estuques, exibiam estreita associação com a arquitetura...Este estilo talvez também tenha sido característico da pintura grega.

     

    O Segundo Estilo (século I A.C.) progrediu para a representação de estruturas arquitetônicas em tamanho natural, empregando perspectiva e “trompe l’oeil”, abrindo-se para outros espaços e paisagens exteriores. Nestas complexas interações arquitetônicas, inseriam-se estátuas e pinturas falsas,com cenas e objetos, animais e figuras humanas. A “Villa dei Misteri” (Vila dos Mistérios), em Pompéia e a casa de Augusto em Roma, são bons exemplos deste estilo.

     

     

    Trompe l’oeil da Ville dei Misteri, embora aparente uma solução arquitetônica, é na verdade, uma pintura.

     

    Outra parede da Ville dei Misteri

     

    A mesma pintura vista por outro ângulo

     

     

     Outra parede da Ville dei Misteri

     

    O terceiro estilo ( fins do século I A.C.  a meados do século I D.C.) foi distintamente decorativo.A arquitetura pintada se torna cada vez mais elegante e ornamental, em vez de mostrar plausíveis construções. Veem-se menos aberturas e paisagens e dá-se mais atenção aos detalhes. Exemplos deste estilo encontram-se nas casas de Marco Lucrécio Fronto e Cecilio Jocundo, em Pompéia.

     

     

     

    O quarto estilo ( cerca de 30 d.C. a 79 d.C.), também conhecido como Estilo Fantástico, ainda exibe vistas de arquitetura, mas faz extenso uso de elementos decorativos exóticos e originais. O arquiteto romano Vitruvio ( Século I a.C) em seu tratado “De Architectura”, condenara um estilo semelhante por sua escassa apreensão da realidade. Descoberto no século XVI, estas decorações foram chamadas de Grotescas e empregadas amplamente na Pintura da Renascença. Encontra-se extensa documentação desse 4º estilo em Pompéia, pois estava em voga durante o período final da trágica cidade vesuviana.

     

     

     

     

    Pintura do 4º Estilo

     

    Na terceira parte falaremos das esculturas deste período! Continua em Era Romana Parte III.

     

    Como criar sites facilmente

     

     

     

    A ARTE ROMANA - PARTE 3

    A ESCULTURA NA ERA ROMANA 

    Embora os romanos tivessem copiado maciçamente a estatuária grega para atender à mania de arte helênica, desenvolveram gradualmente um estilo próprio. A escultura romana em geral é mais literal. Os romanos tinham em casa máscaras mortuárias, feitas em cera, dos ancestrais. Essas imagens realísticas eram moldes totalmente factuais das feições do falecido, e essa tradição influenciou os escultores romanos.

    MASCARA MORTUÁRIA 2.jpg

     Máscara Mortuária Grega confeccionada no Período Romano

    MASCARA MORTUÁRIA REGIÃO FAYUM.jpg

    Másca Mortuária da Região de Fayum durante o Império Romano

    Ambas as máscaras foram retiradas do site da Agência de Notícias Brasil Árabe 

    Exceção a essa tradição era a produção em série de bustos, semelhantes a deuses, de imperadores, políticos e líderes militares, dispostos nos prédios públicos de toda a Europa, reafirmando uma presença política a milhares de quilômetros de Roma. É interessante observar que, no declínio de Roma, quando os assassinatos se tornaram o método preferido para a transferência de poder, os bustos reverteram para uma brutal honestidade. Uma estátua nada elogiosa de Caraculla revela um cruel ditador, e o escultura de Felipe, o Árabe, mostra um tirano desconfiado.

     

    Busto de Caraculla

    250px-Bust_of_emperor_Philippus_Arabus_-_Hermitage

     Busto de Filipe o Árabe - Imperador Romano de 244 a 249 - Fonte Wikipédia

     

    Outra corrente importante da escultura romana foi o relevo narrativo. Painéis de figuras esculpidas representando feitos militares, decoravam arcos de triunfo, sob os quais desfilavam os exércitos vitoriosos conduzindo longas filas de prisioneiros acorrentados. A Coluna de Trajano (106 – 113 d. C.) é o mais ambicioso desses monumentos. Mostra um relevo envolvendo a coluna em mais de duzentos metros de espiral ininterrupto, comemorando o massacre que os romanos fizeram contra os dácios. Alguns consideram a construção da coluna um monumento em homenagem a um "genocídio", lamentável e repugnante motivação, mas não deixa de ser uma obra de arte. 

      

     Coluna de Trajano, em Roma

     

    Detalhe da Coluna de Trajano 150 cenas de massacre

     Os romanos eram grandes admiradores da arte grega, mas por temperamento, eram muito diferentes dos gregos. Por serem realistas e práticos, suas esculturas são uma representação fiel das pessoas e não a de um ideal de beleza humana, como fizeram os gregos. Retratavam os imperadores e os homens da sociedade.

    Mais realista que idealista, a estatuária romana teve seu maior êxito nos retratos.

    Com a invasão dos bárbaros as preocupações com as artes diminuíram e poucos monumentos foram realizados pelo Estado. Era o começo da decadência do Império Romano que, no séc. V - precisamente no ano de 476 - perde o domínio do seu vasto território do Ocidente para os invasores germânicos.

     

    Estátua de Augusto de Prima Porta com Eros a seus pés. 

    Augusto de Prima Porta com Eros a seus pés - Deta

    Detalhe da Armadura da Escultura de Augusto de Prima Porta

     

    Na Parte IV, falaremos sobre a Arquitetura! CONTINUA EM A ERA ROMANA PARTE IV

     

    condomínio fechado.jpg

    A ARTE ROMANA - Parte 4

    INFLUÊNCIAS NA ARQUITETURA

     

    Confesso, que de tudo que vi, o que mais me impressionou nesta Era, foi a arquitetura. Os anfiteatros, as casas de banho, os aquedutos, as moradias...Tudo impressiona, tanto pelo tamanho, como pela suntuosidade, como pelas linhas...Diria...Tudo é monumental!

     

     

    As características gerais da arquitetura romana são:

    * busca do útil imediato, senso de realismo;

    * grandeza material, realçando a idéia de força;

    * energia e sentimento;

    * predomínio do caráter sobre a beleza;

    * originais: urbanismo, vias de comunicação, anfiteatro, termas.

     

    As construções eram de cinco espécies, de acordo com as funções:

    1) Religião: Templos

    Pouco se conhece deles. Os mais conhecidos são o templo de Júpiter Stater, o de Saturno, o da Concórdia e o de César. O Panteão, construído em Roma durante o reinado do Imperador Adriano foi planejado para reunir a grande variedade de deuses existentes em todo o Império, esse templo romano, com sua planta circular fechada por uma cúpula, cria um local isolado do exterior onde o povo se reunia para o culto.

     

     

    O Panteão

     

    2) Comércio e civismo: Basílica

    A princípio destinada a operações comerciais e a atos judiciários, a basílica servia para reuniões da bolsa, para tribunal e leitura de editos. Mais tarde, já com o Cristianismo, passou a designar uma igreja com certos privilégios. A basílica apresenta uma característica inconfundível: a planta retangular, (de quatro a cinco mil metros) dividida em várias colunatas. Para citar uma, a basílica Julia, iniciada no governo de Júlio César, foi concluída no Império de Otávio Augusto.

     

    Basílica de Santa Júlia

     

     

    3) Higiene: Termas

    Constituídas de ginásio, piscina, pórticos e jardins, as termas eram o centro social de Roma. As mais famosas são as termas de Caraculla  que, além de casas de banho, eram centro de reuniões sociais e esportes.

    Thermas de Caraculla

     

    Outra foto das Thermas de Caraculla

     

    4) Divertimentos:

     

    a) Circo: extremamente afeito aos divertimentos, foi de Roma que se originou o circo. Dos jogos praticados temos:

    jogos circenses - corridas de carros;

    ginásios - incluídos neles o pugilato;

    jogos de Tróia - aquele em que havia torneios a cavalo;

    jogos de escravos - executados por cavaleiros conduzidos por escravos;

    Sob a influência grega, os verdadeiros jogos circenses romanos só surgiram pelo ano 264 a.C. Dos circos romanos, o mais célebre é o "Circus Maximus".

     

    Circus Maximus

     

     

    b) Teatro: imitado do teatro grego. O principal teatro é o de Marcelus. Tinha cenários versáteis, giratórios e retiráveis.

     

     

    Teatro de Marcelus, parcialmente conservado até hoje

     

    c) Anfiteatro: o povo romano apreciava muito as lutas dos gladiadores. Essas lutas compunham um espetáculo que podia ser apreciado de qualquer ângulo. Pois a palavra anfiteatro significa teatro de um e de outro lado. Assim era o Coliseu, certamente o mais belo dos anfiteatros romanos. Externamente o edifício era ornamentado por esculturas, que ficavam dentro dos arcos, e por três andares com as ordens de colunas gregas (de baixo para cima: ordem dórica, ordem jônica e ordem coríntia). Essas colunas, na verdade eram meias colunas, pois ficavam presas à estrutura das arcadas. Portanto, não tinham a função de sustentar a construção, mas apenas de ornamentá-la. Esse anfiteatro de enormes proporções chegava a acomodar 40.000 pessoas sentadas e mais de 5.000 em pé.

     

    O Coliseu

     

    5) - AQUEDUTOS

     

    Erguido no século I A.C., esse aqueduto de 50 Km de extensão tinha por fim levar água a Nimes, cidade que hoje pertence à França. A parte mais extraordinária da construção é a ponte sobre o Rio Gardon, com 48,77 metros de altura, três ordens de arcos e apoiada em pilares cravados nas rochas. A obra continua em pé até nossos dias, o que prova a qualidade da técnica da engenharia romana. Os Romanos, porém, não se preocuparam apenas em fazer aqueduto sólido, que funcionasse por muitos  séculos: procuraram,  também empregar formas que revelassem beleza. É fácil reconhecer essa beleza nos arcos: áreas vazadas dão leveza à ponte e contrastam com a solidez e a imponência de uma obra de engenharia  que o império Romano deveria ter.

     

     Aqueduto La Guard

     

     

     

    6)  Moradias:

    As casas eram construídas ao redor de um pátio chamado Atrium. O Atrium era construído com todo o esplendor e magnificência que a riqueza do dono permitia. As características mais evidentes do Atrium eram o Compluvium e o Impluvium

     

     

    O Impluvium é uma rasa bacia de mármore, ricamente esculpida e decorada com figuras em relevo. Era destinado à coleta da chuva que caia pelo Compluvium. As colunas de suporte eram feitas de mármore ou cara madeira. Entre esses pilares, ao longo das paredes, estátuas e outras obras eram colocadas. Junto ao impluvium, quase sempre havia um chafariz de mármore.

    O Compluvium era uma pequena abertura no telhado, feito para permitir a entrada de luz natural em todos os cômodos da casa.

     

     

     

    A decoração do Atrium nas casas da roma antiga impressionava pela riqueza de mosaicos e afrescos. (Reprodução digital da Casa di Paquius Proculus em Pompéia, Itália)

     

     

      

    Ruínas do Atrium na Casa do Fauno em Pompéia, Itália

     

     

      

    Mosaico de Alexandre, encontrado no chão da casa do Fauno em Pompéia

     

    Esta foi uma série de 4 posts sobre a História da Arte na Era Romana! Na PRIMEIRA, falamos dos aspectos gerais e das Ruinas de Pompéia, na Parte II, falamos sobre a Pintura , e na Parte III, falamos sobre as esculturas, E  aqui na Parte IV, falamos sobre a arquitetura.

    Nossos agradecimentos ao Roma Gallery ( www.roma.gallery.com ) pelas fotos cedidas. Espero que tenham gostado!

     

    Como criar sites facilmente

    CINEMA E APRENDIZADO

     Ano passado fiz um trabalho de Educação Artística com grupos de adolescentes e adultos acima de 48 anos onde eu lhes falava sobre a História da Arte, aplicava exercícios práticos e depois contextualizava, pautada na Abordagem Triangular de Ana Mae Barbosa.

    A contextualização era feita com filmes sobre o período estudado.

    BANNER_PROJETO DESPERTAR_04-06-2014.jpg

                                                              Banner de divulgação do Projeto

    Foi muito gratificante, e a partir dali comecei a elaborar uma lista de filmes que pudessem ser usados em sala de aula para explanações de temáticas diversas.

    A maioria deles tem no Netflix, que a maioria deve conhecer; é um serviço On Demand das TVs Smart, daquelas televisões que acessam Internet. E o melhor deste serviço é que não precisa baixar nada, não corre riscos desnecessários, é muito barato e não prejudica a Indústria Cinematográfica e Cultural, como os serviços piratas que tem na Internet.

    Segue uma pequena lista deles e algumas aplicações que identifiquei, mas é um assunto muito amplo e pode ser ainda melhorado, se alguém quiser contribuir é só deixar escrito nos comentários. Hoje postaremos sobre os mais relevantes para a área de Educação Artística, mas faremos uma sequência de posts, sendo que o próximo será para a área de História, depois filmes Poéticos, Psicológicos e sobre Racismo.

     

    FILMES PARA ENSINO DE  EDUCAÇÃO ARTÍSTICA, mas, cuidado, muitos deles tem conteúdo inadequado para menores de 14 anos. Talvez, alguns, seja melhor fazer uma edição prévia. A sugestão é que a professora assista antes e se prepare. Cada filme dá para abordar não apenas as obras dos retratados, mas, também, temas mais conceituais como decadência humana por uso de drogas e álcool, como no caso do filme "Modigliani". Dependência do outro, como no caso de "Frida" e "Camille Claudel". Assuntos que nós professores não podemos deixar passar em branco, uma vez que devemos ter como missão trabalhar o indivíduo como um todo. A maioria deles dá para fazer uma interdisciplinaridade com as aulas de História. Enfim, é uma riqueza só rsrsrsrs!

    MR. TURNER - Excelente, trata sobre o conhecido pintor Willian Turner, seus últimos 25 anos de vida, seus processos criativos excêntricos. Ideal para se falar do período pré impressionista, uma vez que Turner é considerado um de seus precursores. Mas, tem algumas cenas um tanto fortes, portanto, há de se pensar a quem passar. Aconselhável para turmas acima de 16 anos.

    A INVENÇÃO DE HUGO CABRET - Filme bem poético sobre a vida de um menino que vive na estação de Paris, tentando descobrir um mistério. Interessante para a área de Educação Artística, pois além dessa poética, o filme acaba revelando uma relação com a obra de George Melié, um dos pioneiros do cinema. Dá para polarizar o aprendizado em várias direções. - tem no Netflix.

    POUCAS CINZAS - Mostra as relações de amizade entre Salvador Dali, Frederico Garcia Lorca e Luis Bruñuel. Importante para conhecer aquele momento do início do século XX na Espanha, onde a iminência da guerra civil acabou levando Garcia Lorca ao fuzilamento. Pouco mostra sobre as obras destes três grandes artistas, mas poderá servir para uma contextualização.

    O SEGREDO DE BEETHOVEN – o filme cria a personagem Anna Holtz, que ajuda Beethoven a escrever algumas partituras, mas segundo estudos ela seria fictícia e nunca teria existido.

    PIAF – Sobre a vida de Edith Piaf. Tem no NETFLIX 

    AGONIA E EXTASE - sobre a vida de Michelangelo

    CLEÓPATRA - Ideal para retratar o período da arte romana e egípcia, pois retrata os dois impérios.

    CAMILLE CLAUDEL –  Na Paris de 1885, a jovem Escultora torna-se aprendiz e amante de Rodin, o que a torna mal vista pela sociedade e lhe causa danos irreparáveis em sua vida. - Tem no Netflix

    A MOÇA DO BRINCO DE PÉROLA - Na Holanda do século XVII uma jovem camponesa vai trabalhar na casa do grande pintor barroco Johannes Vermeer e acaba se tornando modelo do quadro mais famoso do artista. Tem no NETFLIX.

    BASQUIAT - conta a vida do jovem artista que vivia na mendicância pelas ruas de Nova York até ser descoberto por Andy Warhol -

    CARAVAGGIO - Biografia poética do célebre pintor renascentista, sua sexualidade e sua relação com o poder.O filme remete às cores e texturas de suas obras. Tem no Netmovies que é outro serviço On Demand para TVs Smart.

    OS AMORES DE PICASSO - Vivido por Antony Hopkins, retrata o romance do artista aos 60 anos, que no auge de sua carreira convida uma moça de 23 anos para morar com ele.

    FRIDA – Sobre a vida da mexicana Frida Kahlo. Mostra sua trajetória artística e sua vida atribulada junto do também artista plástico Diego Rivera. O grande papel de Salma Hayek - tem no Netflix.

    MOULIN ROUGE - A passagem de Toulose Lautrec na trama é meramente de coadjuvante, mas vale a pena assistir a versão com Nicole Kidman. Linda Fotografia. - Tem no Netflix.

    AS SOMBRAS DE GOYA- Mostra o momento histórico de Goya, com a Igreja Catolica e seus desmandos na vida daquelas sociedades e tb sobre a Revolução Francesa e sua influência até a Espanha, que é onde se desenrola a história.

    MODIGLIANI - Muito lindo! Andy Garcia personifica o doce e boêmio pintor italiano Amedeo Modigliani, quando este habitava numa espelunca em Paris. Seus casos, seus quadros, suas brigas com Picasso. Tudo retratado com muita poesia. Com muita singeleza e autenticidade. Dá vontade mesmo de subir nas mesas e declamar poemas quando termina. 

    KLIMT. Paris, 1900. Gustav Klimt é homenageado na Exposição Universal enquanto em Viena é condenado como provocador. Vive a vida como a pinta, os seus modelos são as suas musas. Klimt está à frente do seu tempo. Como tem cenas de sexo é melhor avaliar e editar antes de passar para os alunos.

    MINHA AMADA IMORTAL – Sobre a vida de Beethoven. 

    CARRINGTON -  Sobre a vida da Pintora Dora Carrington.

    A VIDA DE LEONARDO DA VINCI. É considerado o melhor e mais completo filme sobre esse grande mestre. Uma superprodução milionária da RAI filmada nas locações reais nas quais viveu o artista, e baseada numa meticulosa pesquisa histórica. Sugiro, inclusive, que a professora compre o DVD, pois são umas 5 horas de filme.

    O MESTRE DA VIDA.  John Talia Jr. é um talentoso e problemático estudante de artes. Ao conhecer Nicoli Seroff, um genial pintor, ele insiste para que o velho mestre o ensine a pintar. Mas Seroff não só desistiu da arte, mas também da vida e quer ficar em paz. – tem no Netmovies.

    MEIA NOITE EM PARIS – Tem Netflix -  Surreal, porém Ótimo. Dá, inclusive, para trabalhar essa ideia de surrealismo aplicada às diversas linguagens, embora não seja filme sobre o Surrealismo em si, a história é que é surreal.

    POLLOCK - sobre a vida do artista e seus processos criativos.

    SERAPHINE - fala sobre a trajetória da artista Seraphine Louis também conhecida como Seraphine de Semlis que ganhava a vida como faxineira no período que antecedeu a Primeira Guerra Mundial.

    SEDE DE VIVER - Mostra Van Gogh dividido entre sua genialidade e sua mente atormentada. 

     

    Bem, estes são alguns para contextualizar diversos períodos da História da Arte. Claro que os professores já os conhecem todos e estaria chovendo no molhado, mas, a inteção da lista é para aquelas pessoas que amam cinema e querem assistir aos filmes com olhares mais reflexivos e críticos.

     condomínio fechado.jpg 

     

     

     

    PORQUE OS PROFESSORES BRASILEIROS SÃO TÃO PENALIZADOS?

    Numa terra onde vêm-se desmandos, bandidos sendo tratados por vossa senhoria e beneficiados com indultos, fica-se a pensar no tamanho das injustiças e se essa nossa terra um dia vai ter jeito.

    Descobri hoje, pasma, que uma professora que leciona a 15 anos no Estado, decidida a melhorar seus proventos foi dar aulas em colégios particulares e perdeu toda sua pontuação desse tempo todo servindo aos país. Para quem não sabe, esses pontos vão se somando dia-a-dia na carreira do professor, para que em algum momento ele possa ter algum benefício disso, e também uma melhor colocação na escolha de aulas.

    Para que ela não perca também seus direitos constituídos deve manter um vínculo com o Estado, nem que seja com poucas aulas, portanto, encontrei-a lá na fila da atribuição de aulas com classificação menor que a minha que acabei de me formar. 

    Bem, de salários, nem vou me delongar aqui pois é muito pano prá manga e é assunto para debates e lutas sem fim. Basta dizer que um professor brasileiro ganha menos, mas muitas vezes menos, que outros profissionais com a mesma equivalência de escolaridade, mas enfim, o que esperar  quando o próprio ministro da educação declara que esta profissão é para quem tem vocação e não para quem quer ganhar dinheiro. "É um espaço que você tem por natureza a posição de sacrifício pessoal", conforme as palavras do Sr. Ministro..

    Até quando teremos que ouvir que Magistério é sacerdócio?

    Porque não fazer também da política um sacerdócio e diminuir os próprios salários e mordomias?

    manifesto-BR.jpg

     

    Imagem das manifestações havidas no Brasil todo este último fim de semana.

    Como todo mundo sabe o Brasil é um país pacífico demais e seu povo não é muito de ir à luta pelos seus direitos, mas parece que isso está começando a mudar. De forma tranquila e pacífica as ruas das grandes cidades ficaram lotadas.

    Que bom que o gigante acordou. 

     

     

    TALENTO BRASILEIRO NAS ARTES VISUAIS/ ANDER LEMES

    A foto de capa de nosso blog, esta semana, é uma homenagem ao artista plástico brasileiro, que já está fazendo o maior sucesso no exterior: Anderson Ferreira Lemes, ou Ander Lemes, ou Alemão, como parece que gosta de ser chamado.

    No meu caso foi amor à primeira vista! Me encantei com suas obras cheias de colorido, com personagens incompletos em cenas lúdicas, sempre andando de bicicleta ou tocando algum instrumento.

    Alemão nasceu em Assis, Estado de São Paulo, e ao que parece, não era um aluno lá muito aplicado, devido a uma dislexia descoberta mais tarde. Para não ser expulso, devido a alguma traquinagem que fizera, foi lhe atribuida a função de pintar os muros da escola, o que lhe despertou para a arte do grafite.

    A série "Bicicletas" chamou a atenção de uma galerista  do Rio de Janeiro que convidou-o a expor suas obras, vendidas todas em apenas 2 meses. Duas delas foram adquiridas por um italiano, colecionador de artes, Ezio Dellapiazza, que depois lhe encomendou mais 15 telas e divulgou seu trabalho pela Europa. Hoje ele tem obras espalhadas por mais de 25 países e já expôs até no Louvre.

    Com formação em Educação Artística e habilitado em Artes Visuais, seu trabalho agrada pelo inusitado e ao mesmo tempo lúdico, em cores vibrantes, sem medo de ousar nos tons de verdes, azuis, amarelos.

    alemaonolouvre.jpg

     O Artista em sua exposição solidária no Louvre. A renda foi destinada ao Hospital do Câncer Aristides Maltez Salvador - Bahia – Brasil.

    ALEMÃO GRAFITEIRO_cancao-brasileira.jpg

     

    Alemão Grafiteiro_Levando as flores para sua amad

     

    Museu do Ipiranga

    O Museu Paulista ou Museu do Ipiranga está fechado para visitação desde julho de 2013 para restauração e será reaberto em 2018, por isso é importante manter viva a História deste Museu tão apreciado pelos paulistas.

     

     

    Introdução

    Visitação guiada ao Museu Paulista da USP. A história contada sob o ponto de vista do paulista.

     

     

    Conteúdo

    O Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga, desde 1963 tem como mantenedor  a Universidade de São Paulo (USP), possui um acervo permanente tombado há mais de 10 anos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, e por essa razão a exposição de todos os objetos referentes ao período da História da Independência do Brasil não muda.

     

    O edifício foi construído entre 1885 a 1890, com o objetivo de ser um monumento à Independência. A planta original desenhada pelo arquiteto e engenheiro italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi, foi adaptada pela pressa e falta de recursos, estes vindos de empresários, políticos e do próprio povo. Para o projeto foi feito uma maquete em gesso, a qual levou quase o mesmo tempo que o próprio edifício para ficar pronta, esta maquete encontra-se em exposição no museu. Muitos estrangeiros vieram para trabalhar na construção do palácio, pois no Brasil daquela época não havia mão de obra especializada capaz de executar tantos detalhes e ornamentos. Nascia o primeiro prédio público de alvenaria de São Paulo e também a partir dele houve uma mudança arquitetônica na cidade. O prédio foi inaugurado no primeiro ano da Proclamação da República e embora seja um palácio nunca fora habitado, pois com a organização da república tornou-se inicialmente museu de história natural.

     

    Com a chegada de Afonso Taunay o museu passou a ter também caráter histórico, pinturas e esculturas foram produzidas para compor o acervo a fim de destacar a participação do povo paulista na história brasileira.

     

    Desde a entrada é possível perceber, pela quantidade de símbolos expostos, que a história é muito mais complexa do que aparenta, por isso a visitação guiada é imprescindível para que o visitante compreenda toda a simbologia e as mensagens propostas pela exposição. Para isso o Museu Paulista conta com um departamento de educação ou ação cultural no qual o educador do museu orienta os visitantes, esclarecendo e adaptando os códigos da exposição de acordo com o perfil do público.

    Faz parte do acervo tombado a pintura de D. João III, conhecido também como O Piedoso por sua devoção religiosa, foi rei de Portugal entre 1521 e 1557 época das grandes navegações portuguesas e o início da ocupação do litoral brasileiro dividido em capitanias hereditárias.

    D. João III

    D. João III

     

    A pintura de Martim Affonso de Souza, administrador do Brasil Colônia, capitão hereditário e fundador da Vila de São Vicente, bem como a de João Ramalho, explorador português que sofreu um naufrágio na costa brasileira e fora resgatado e acolhido por índios, casou-se com Bartira, filha do Cacique Tibiriçá, com quem teve nove filhos.

    Martim Afonso de SouzaJoão Ramalho e seu filho

    Martim Affonso de Souza                              João Ramalho e seu filho

    Cacique Tibiriçá

    Cacique Tibiriçá

     

    Entre as pinturas de João Ramalho e do Cacique Tibiriçá há uma criança fazendo uma menção aos mestiços filhos de portugueses e índios, os chamados mamelucos. Essa percepção só foi possível com a visitação guiada. Os quadros foram pintados por Benedito Calixto que idealizou a fisionomia de cada personagem, pois de outra forma não seria possível.

     

    O acervo conta também com duas esculturas gigantescas em mármore de carrara dos Bandeirantes mais conhecidos, Antônio Raposo Tavares e Fernão Dias Paes Leme. Nessas esculturas mais simbologia, pois elas mostram a imponência destes sertanistas de ‘grande estatura’, desbravadores de terras longínquas (Raposo Tavares), produtores e geradores de riqueza (Fernão Dias), heróis do Brasil. No entanto, essas expedições resultaram em consequências desastrosas, os povos que já viviam nas regiões desbravadas muitas vezes eram escravizados, privados de sua identidade cultural, e até dizimados pelos próprios colonos ou por doenças trazidas por eles. O papel desses ‘heróis’ vem sendo contestado com o passar dos anos, provando que a história depende de interpretações, de estudos e do que se quer passar de conhecimento para gerações futuras. Não pode ser interpretada como uma verdade absoluta mas sim como uma possibilidade provável.

    Nas escadarias do Museu Paulista existem outras esculturas de Bandeirantes de vários estados brasileiros e datas as quais esses estados foram se separando de São Paulo, bem como esferas com águas dos principais rios brasileiros fazendo uma referência a unificação do território.

     

    Há uma outra maquete em exposição que retrata a cidade em meados do século XIX, onde quase nada foi preservado apenas algumas igrejas como a de São Francisco, Santo Antônio, a igreja do Carmo e a casa de Domitila a Marquesa de Santos e amante de D. Pedro I.

    No salão nobre há o retrato mais conhecido entre os estudantes. O quadro pintado por Pedro Américo retrata o momento da Independência do Brasil às margens do rio Ipiranga. A tela está emoldurada em uma referência a época de ouro do café.

    Independência ou Morte!, também conhecido como O Grito do Ipiranga, 4,15×7,6m, 1888, Museu Paulista (foto disponível no Google)


    Como revela a imagem, o povo sempre às margens dos acontecimentos. A Casa do Grito (esta denominação deve-se ao quadro) ao fundo, hoje é o Museu do Tropeiro no mesmo complexo do Parque do Ipiranga. Há outras obras no mesmo salão que refletem diferentes visões sobre a Independência, entre outros objetos da época como armas, capacetes, moedas e até mechas de cabelos das Imperatrizes Da. Leopoldina, Da. Amélia, Da.Tereza Cristina e Princesa Isabel.

    Ainda no piso superior há a sala do Ciclo do Café, onde estão expostos objetos usados no cultivo e produção do café, além de anúncios, roupas, dinheiro, fotografias da época. A província de São Paulo enriqueceu na virada do século XIX e XX, desenvolvendo e expandindo ferrovias para o melhor escoamento da produção e comércio do café. Neste período a abolição deu lugar ao trabalho de muitos imigrantes.

    Há o mobiliário do século XVII ao XIX como piano, cadeiras, penteadeiras, espelhos, cristaleiras e uma saleta de visitas onde os objetos mais bonitos e caros ficavam expostos para mostrar o refinamento de seus proprietários.

    A ala Imagens Recriam a História, consiste em quadros que foram pintados ao longo da história desde 1500 por diversos artistas. Baseando-se em relatos e documentos da época, esses artistas recriavam momentos e pessoas importantes.

    No subsolo do museu, algumas exposições rotativas mostram outra parte do imenso acervo adquirido. É possível identificar algumas passagens ‘secretas’ e estreitas.

     Jardim

    Os jardins em estilo francês com uma grande fonte central deixa ainda mais imponente o palácio no alto da colina.

     

     

    Conclusão

    A História ao longo dos anos foi sendo constantemente reinterpretada, o que não invalida o que já sabemos, deixa claro apenas que a compreensão dos processos históricos depende muito da época que são estudados e até mesmo de quem os estudou.

    Não há uma verdade absoluta mas sim uma possibilidade provável. O Museu do Ipiranga reflete exatamente essa mudança de interpretação: será mesmo que os Bandeirantes foram heróis? São questões como essa que nos faz ir além e alimentam os estudos historiográficos.

    Sob esta perspectiva não devemos julgar o passado com o olhar de hoje, mas sim compreender as interpretações e a elas acrescentar informações de estudos pertinentes e embasados.

     

    F I M

     

     

     

     

    E-referências

    http://www.museudacidade.sp.gov.br/casadogrito.php

    www.mp.usp.br

    http://www.independenciaoumorte.com.br/acontece/item/114-hist%C3%B3ria-oficial-do-museu-paulista-da-usp.html

    http://portal.iphan.gov.br/portal/montarPaginaInicial.do;jsessionid=0D2F93A46A1BB10C24980C1FD461E593

    http://www.historiadobrasil.net/independencia/

     

    A ARTE ROMANA E SUAS INFLUÊNCIAS EM OUTROS PERÍODOS

    Podemos dizer seguramente que, mesmo após a queda do Império Romano, toda a vida e arte lá existentes continuam influenciando a civilização ocidental até os dias de hoje.

    O maior exemplo disso é o Renascimento (séculos XIV, XV e XVI), e o Movimento Neoclássico que compreende o período que vai do século XVIII e meados do século XIX.

    Na Escultura, o melhor exemplo desta influência no período Renascentista é o "David" de Michelangelo, cuja beleza e perfeição lembram a Arte Romana, e consequentemente, a Arte Grega de onde os romanos buscaram sua inspiração maior.

    DAVI.jpeg

     

    hand.jpg

    DETALHE DA MÃO DO DAVI 

    E do período Neoclássico, podemos citar "Teseu e o Centauro" de Antonio Canova, que também traz estas mesmas características. 

    TESEU E O CENTAURO ANTONIO CANOVA.jpeg

    No Barrroco é bastante clara a influência nesta obra de Bernini - Extase de Santa Thereza D'ávila

    EXTASE DE SANTA TEREZA_BERNINI.jpg

    Temos aqui outros posts sobre a Era Romana

    Era Romana parte 1

    Era Romana Parte 2

    Era Romana Parte 3

    Era Romana Parte 4

    PORQUE A ARTE CONTEMPORÂNEA É TÃO RUIM?

    Acredito que eu não seja a única a não entender nada quando se depara com obras de péssima qualidade estética e conceitos duvidosos ganhando lugar de destaque em galerias de arte de gabarito e museus famosos. Estudo arte há alguns anos, e no final deste, concluo minha Licenciatura em Educação Artística, mas confesso, tenho minhas dificuldades com aquilo que fere meu senso estético.

    Em nossa última visita ao MASP nos deparamos na galeria das esculturas com uma escada amarrada a um bode. Minhas filhas e eu ficamos indignadas ao ver esta coisa grotesca em meio a tantas obras de artistas famosos como Degas, Rodin, Renoir.

    Hoje, uma delas me enviou este vídeo que "lavou minha Alma".