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INTERCAMBIANDO

Blog para fazer amigos pelo mundo, falar do cotidiano, experiências , sentimentos e relacionamentos das pessoas comuns... e, de vez em quando "botar a boca no trombone"!

INTERCAMBIANDO

Blog para fazer amigos pelo mundo, falar do cotidiano, experiências , sentimentos e relacionamentos das pessoas comuns... e, de vez em quando "botar a boca no trombone"!

  • PROFESSORES QUE FAZEM A DIFERENÇA

    Fazer a diferença na educação não é fácil porque os que optam por esta área, em sua maioria, o fazem por amor. Então, aí já contamos com uma legião de pessoas bem intencionadas que dão o melhor de si e fazem trabalhos excelentes. Mas, não tem como não "saltar aos olhos" aqueles professores que realmente estão fazendo a diferença.

    É o caso do Professor Antonio Roberto da Silva, o Beto, e seu projeto "Raízes Afro-Indígenas" que esteve de 09 de Outubro a 30 de Novembro na Biblioteca Municipal de Americana e que estará amanhã dia 09/12 ( sábado) das 8:30 hs às 11:00 horas no CIEP da Cidade Jardim, Rua das Hortênsias, 1555 - Americana/SP.

    Neste projeto ele teve a colaboração da Profª Beatriz Erclievsky Piglione, que contou com um extenso trabalho de pesquisa em torno do assunto e etapas complexas considerando-se a faixa etária dos alunos.

    A fase de pesquisa iniciou-se pelos estudos das culturas Afro-Indígenas, e seus grafismos etnicos

    desenho de grafismo indígena 2.jpg

    Depois as pinturas destes grafismos e já criando amostras para o trabalho final

    Exercício pintura grafismo 2.jpg

    Pintura  mascara e grafismo 3.jpg

     A papietagem das máscaras

    Papietagem dos moldes de mascaras gde 4.jpg

    E, a pintura do conjunto final. Observe-se a sustentabilidade do trabalho todo com a utilização de materiais recicláveis

    Pintura fundo mascara 5.jpg

     E, finalmente, as máscaras prontas para exposição

    A.jpg

    B.jpg

    A exposição contou com painel de abertura e sua trajetória com os processos de pesquisa e criação. Parte dele menciona:

    A exposição faz parte das etapas do Projeto “Raízes Afro- Indígenas” dos alunos dos 3º, 4º e 5º anos CIEP “Prof. Octávio César Borghi” (Cidade Jardim) que foram realizadas a partir de leituras e releituras da arte africana e indígenas (grafismos, pinturas corporais, arte plumária, mascaras, etc.) produzidas com materiais artísticos e reaproveitados do meio ambiente.

    E reflete:

    Um projeto de perguntas: Inspirou-se em nossas “raízes”? O aluno fruiu arte por necessidade? Tornou-se sensível a ela? Buscou compreender, interpretar, analisar, recriar, reinterpretar o seu trabalho e o dos outros? Produziu trabalhos artísticos utilizando sua poética pessoal e coletiva para expressar e comunicar imagens, ideias, pensamentos e sentimentos? Construiu conceitos sobre arte? Poetizou o seu universo?

     

    Pensamos que todos estes objetivos foram alcançados e, a nós, o prazer de fruir destes trabalhos tão ricos em suas etapas criativas e resultado final.

    Mas, para que as perguntas encontrem eco em pensadores célebres citamos Vigotsky,  p. 316, apud Ceres Murad, p. 79

    "O efeito da reação estética do fruidor diante da obra de arte, tal como um cuito-circuito entre sentimentos e ideias contraditórias, movimenta o psiquismo, resultando em tornar mais complexos o pensamento e a vida afetiva. A arte introduz cada vez mais a ação da paixão, rompe o equilíbrio interno, modifica a vontade em um sentido novo, formula para a mente e revive para o sentimento aquelas emoções, paixões e vícios que, sem ela teriam permanecido indeterminado e imóveis".

     

    REFERÊNCIAS

    MURAD, Ceres. Ópera na Escola: uma experiência de aprendizagem. São Paulo: Editôra Senac São Paulo, 2010.

     

    E-REFERENCE

    https://bibliotecadeamericana.com/ - acesso em 8.12.2017.

     

     

    A Atualidade de Thomas Morus

    O livro Utopia de Thomas Morus (1480-1535) foi escrito em  1516 e logo nas primeiras páginas é possível identificar sua atualidade, apesar dos anos que nos separam. Logo percebe-se que muito pouco mudou nas desigualdades sociais, apesar de todos os avanços que tivemos, desde então.

    Logo na página 42,  Rafael Hitlodeu, personagem do livro que, ao que parece, realmente existiu, faz uma reflexão sobre a situação dos serviçais, cujos patrões faleciam ou empobreciam, deixando-os à deriva, sem trabalho, sem sustento, sem teto e sem alternativas de sobrevivência, tendo, muitas vezes que roubarem para se manterem... E, uma vez pegos em ação, eram enviados à forca. É também uma crítica à dureza com que eram tratados esses cidadãos cujo maior crime era o de não achar ninguém que aceitasse os seus serviços.

    O personagem reflete também sobre o avanço do pastoreio de ovelhas que sustentava a indústria da lã que começava a despontar, em detrimento das áreas agrícolas que, bem ou mal, empregavam um número bem maior de mão de obra.

    É interessante notarmos já neste ano de 1516 a preocupação crescente com os avanços de uma sociedade que a cada dia utilizaria menos mão de obra, e sobre os monopólios já existentes, neste caso, sobre o preço da lã e da engorda do gado, imputando aos mais ricos e gananciosos a culpa pelo desequilíbrio social que havia, traçando paralelos destes cidadãos com a burguesia e a nobreza que ostentavam luxo nas vestes, na alimentação e em suas vidas lascivas.

    O personagem aponta o dedo para o abandono de milhares de crianças aos "estragos de uma educação viciosa e imoral. A corrupção emuchece, à nossa vista, essas jovens plantas que poderiam florescer para a virtude, e, vós as matais quando tornadas homens e cometem os crimes que germinam desde o berço em suas almas". (pag.44)

    Não estaríamos nós, também, deixando nossas crianças ao abandono quando nos negamos a educá-las para uma vida de responsabilidades? Ao não lhes cobrar estas responsabilidades, deixando-as livre para escolherem estamos supondo que estas crianças já possuem discernimento para entenderem o que é bom ou ruim para si o que , na maioria das vezes, não é verdade. Se a própria lei considera o limite de 18 anos para qualquer indivíduo responder pelos seus atos, quer dizer que, antes disso, temos nós pais e educadores que mostrar-lhes os caminhos.

    É impossível para quem leciona no Brasil, não traçar paralelos com nossa atual situação, não apenas social, de desigualdades crescentes, como na própria educação, onde discursos vazios e comodismos imputam às nossas crianças essa educação "viciosa e imoral". Viciosa porque as famílias deixam a educação por conta da escola e esta acha que não é sua responsabilidade e sim dos pais. Imoral porque não corrigem seus erros, apenas maquiam números que lhes servirão para receber seus bonus e servem a uma política eleitoreira e corrupta.

     

    REFERÊNCIA

    MORUS Thomas. A Utopia. São Paulo: Atena Editôra, 1956

     

    E-REFERENCE

    https://cronicas-portuguesas.blogspot.com.br/2007/12/rafael-hitlodeu-um-notvel-portugus-do.html  - acesso em 02.12.2017

     

    Resultado de imagem para crianças abandonadas

    foto: http://www.paraiba.com.br/2011/03/28/23236-conselho-tutelar-resgata-duas-criancas-abandonadas-no-bairro-de-mandacaru-uma-tinha-7-meses-e-a-outra-4-anos, acesso em 02.12.2017

     

    Como este tema "Utopia" nos é muito caro, desenvolvemos aqui uma proposta para construirmos nossas "Pequenas Utopias"

    A DECADÊNCIA DO ENSINO NO ESTADO DE SÃO PAULO

    Embora os números aparentem ter havido avanços no ensino público do Estado de São Paulo, os que vivem a sua realidade, diariamente, sabem que isso não é verdade.

    Até a alguns anos atrás, por força da progressão continuada (que por si só já é um absurdo, pois permite que o aluno passe de ano sem ter tido competência para isso), existia nas escolas um professor que se dedicava a "recuperar" aqueles que estavam defasados.

    Contudo, por medidas de economia (fato que tem diminuído inúmeros profissionais em diversas áreas na educação), este profissional também foi tirado de circulação e, o que vemos hoje, são alunos defasados em todas as disciplinas passando de ano em nome de uma necessidade política de números bonitos.

    E aí vem a pergunta: Alguém está preocupado com o que será destes alunos que sairão da escola sem saber interpretar um texto, sem saber escrever direito, sem entender uma linguagem simbólica, sem saber calcular adequadamente, não entendendo uma palavra de língua nenhuma, péssimo em todas as ciências?

    Senhor Governador Alckimin, o senhor já parou para pensar em tudo isso? Já lhe ocorreu que, ao invés de tirar profissionais da educação, talvez devesse cortar as mordomias de seus parlamentares? 

    Já lhe ocorreu que os livros didáticos em profusão poderiam ser transformados em livros não consumíveis para que sejam utilizados ao menos durante 5 anos, para que estes recursos possam ser canalizados para tecnologias que são prementes em sala de aula?

    Já lhe ocorreu que sua burocracia está tirando a oportunidade dos novos profissionais que estão chegando ao mercado cheios de garra e vontade de fazer um bom trabalho?

    Já lhe ocorreu que ao "enxugar" a máquina da educação está colocando-a em retrocesso? Porque não enxuga "a sua máquina administrativa" em nome dos nossos filhos e netos?

    ...Apenas um desabafo de alguém que ainda acredita na Educação e no Ser Humano, mas que está decepcionada com a política e os políticos, e clama por MUDANÇAS JÁ!

     

    CRÉDITO DA FOTO: AROEIRA

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    CADASTRO EMERGENCIAL NO ESTADO DE SÃO PAULO - BUROCRACIA QUE PREJUDICA AOS PROFESSORES RECÉM FORMADOS

    Todos os anos, depois que os professores efetivos e contratados têm suas aulas atribuídas, é aberto um cadastro emergencial que oportuniza a atribuição aos recém formados e aos que ainda estão concluindo sua licenciatura.

    Este ano, porém, por algum motivo o governo do Estado de São Paulo não abriu este cadastro, o que está prejudicando imensamente aos que necessitam trabalhar e se veem privados de seu direito em exercer a profissão... Atente-se ao fato que ainda existe aulas a serem atribuídas!

    Como todos sabem, ano passado passamos pelo dissabor de ameaças de fechamento de algumas escolas em prol de uma reforma que não beneficiaria em nada essas populações que teriam que se deslocar ainda mais para obter o que já possuem com um certo conforto.

    Ao serem forçados a renunciar a esta reforma devido às pressões populares, este ano o governo tomou atitudes igualmente prejudiciais, mas que mascaram o antigo propósito de fechamento das escolas e estamos todos assistindo a isso calados. O número de classes fechadas por escola chega em alguns lugares a 30%. A APEOESP que é o órgão que deveria apontar para estes desmandos, está fazendo o que?

    Com isso, o número de alunos por classe está insustentável, o que prejudica a parte pedagógica e a escola como educadora.

    O PSDB que já vem comandando o Estado há 20 anos, fixou políticas educacionais que, longe de elevar seus níveis, têm, ao contrário, colocado-a em patamares muito rudimentares, graças à tal progressão continuada, que, como todos sabem, não reprova o aluno do Ensino Fundamental.

    Conforme as Leis de Diretrizes e Base da Educação Nacional prevê, nestes casos, os alunos que não atingissem os níveis de conhecimento adequados, receberiam um reforço extra no contraturno de suas aulas. Até o ano de 2013 isso vinha ocorrendo, o que, desde então, também foi cortado pelo governo.

    Com isso, vemos agravado à má alfabetização, também o quesito comportamental do aluno que já não se esforça para passar de ano, pois faça ele o que fizer, passará de ano. Temos a falta de compromisso das famílias que também ficam omissas pelo mesmo motivo, restando aos professores se descabelarem para manter a ordem em classe e tentar que aprendam alguma coisa. 

    Faz-se necessário que os setores organizados da sociedade lutem contra essas medidas e que os pais acordem e percebam que esta política não é boa para seus filhos que não terão como competir com os filhos daqueles que podem pagar uma escola comprometida com a educação, pois esta nossa, do Estado, claramente não está. Seu lema de Pátria Educadora é clichê para Campanhas Políticas, pois estamos educando crianças irresponsáveis, semi analfabetas e incapazes de fazer uma interpretação textual e uma reflexão sobre o que quer que seja. As que o fazem são a excessão.

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    HISTÓRIA DA ARTE - A ERA ROMANA- PARTE 1

    Vamos tentar mostrar aqui as influências da Arte Romana na arquitetura, na pintura, na escultura, nas diversas manifestações artísticas...Embora se tenha farto material sobre o assunto na Internet, quando fizemos este trabalho em 2011 sentimos falta de algo que abordasse todos estes aspectos, e muitos não possuiam fotos, enfim, fizemos uma síntese, e gostaríamos de compartilhar com as pessoas que gostam de arte e história. 

     

    " Nos bons tempos, quando o poderio romano era inquestionável,o império romano cobria uma área territorial imensa, que ia da atual Inglaterra até a Rússia, passando por todo o norte da África, incluindo o Egito. Era um império formidável e modificou o mundo com novos conceitos sociais, administrativos e políticos. Recebendo a influência de muitos povos, os romanos foram os responsáveis por espalhar pelo mundo uma grande quantidade de idéias e princípios, como o próprio cristianismo. Também com a arte, a influência recebida de diversos povos - principalmente os gregos -, tratou de ser divulgada e implementada nos quatro cantos do planeta, pois o Império Romano significava a maior parte do mundo conhecido e civilizado nos séculos que antecederam e sucederam o nascimento de Cristo. É dessa época que falaremos.

     

    Ela desenvolve-se durante os quase seis séculos que vão da terceira Guerra Púnica (146 A.C.) ao séc. IV D.C., quando perde a originalidade e se dissolve na cristã-primitiva, e na bizantina. Para sua formação contribuíram elementos gregos e etruscos – principalmente gregos, o que se explica pela conquista de toda a Itália, então sede de inúmeras colônias gregas, pelas legiões romanas (séc. III A.C.).

     

    Ela sofreu duas fortes influências: a da arte etrusca popular que é voltada para a expressão da realidade vivida, e a da greco-helenística, orientada para a expressão de um ideal de beleza.Um dos legados culturais mais importantes que os etruscos deixaram aos romanos foi o uso do arco e da abóbada nas construções.

     

     

    Esta é a cidade de Bagnoregio, de origem etrusca. Esta estrada, foi outrora, a principal ligação entre Roma e o Rio Tibre.

     

     Estatueta funerária de Chianciano, século V a.C., Museu Arqueológico de Florença, herança etrusca também.

     

    Grande parte do que se tem hoje sobre a era romana, provém de achados em Pompéia, a cidade destruída por vulcões em 79 A.C.

     

    Ruínas de Pompéia

     

    Algo bem curioso, quando das descobertas das ruinas de Pompéia, foram os corpos cobertos pelas cinzas do vulcão, que de início pensou-se serem estátuas...Só perceberam o engano, quando ao transportá-las, os pedaços de lavas foram se soltando e só então percebeu-se tratar realmente de corpos.

     

     

    Bem,  continua em Era Romana Parte II, III e IV

     

    A ARTE ROMANA - PARTE 2 - PINTURA

    Exemplos de pintura da Roma Antiga são muito mais abundantes que os da Grécia. Muitos vêm da área localizada ao redor do Vesúvio, sobretudo de Pompéia e Herculano.

     

     A própria Roma, também é uma boa fonte, com os surpreendentes afrescos de um Jardim na Vila de Lívia ou os da casa de Augusto e na Domus Aurea, construída pelo Imperador Nero.

     

    Também incluímos mosaicos nesta história da pintura, dos quais há muitos exemplos espalhados  pela bacia mediterrânea, da Síria e da África do Norte até a Peninsula Ibérica.

     MOSAICOS DAS TERMAS DE CARACULLA

     

     

     Mosaico de Alexandre, encontrado no chão da casa do Fauno em Pompéia

     

     

    A pintura do período Romano é por tradição dividida em 4 estilos sucessivos. São conhecidos como “estilos Pompeianos”, pois foram documentados principalmente em Pompéia, até 79 d.c., ano em que a erupção do Vesúvio destruiu a cidade. O primeiro estilo ( fins do século II A.C. e início do século I A.C.) englobava imitações,  pintadas nas fachadas de muros de mármore coloridos...Muitas vezes embelezados com relevos de gesso pintado, ou estuques, exibiam estreita associação com a arquitetura...Este estilo talvez também tenha sido característico da pintura grega.

     

    O Segundo Estilo (século I A.C.) progrediu para a representação de estruturas arquitetônicas em tamanho natural, empregando perspectiva e “trompe l’oeil”, abrindo-se para outros espaços e paisagens exteriores. Nestas complexas interações arquitetônicas, inseriam-se estátuas e pinturas falsas,com cenas e objetos, animais e figuras humanas. A “Villa dei Misteri” (Vila dos Mistérios), em Pompéia e a casa de Augusto em Roma, são bons exemplos deste estilo.

     

     

    Trompe l’oeil da Ville dei Misteri, embora aparente uma solução arquitetônica, é na verdade, uma pintura.

     

    Outra parede da Ville dei Misteri

     

    A mesma pintura vista por outro ângulo

     

     

     Outra parede da Ville dei Misteri

     

    O terceiro estilo ( fins do século I A.C.  a meados do século I D.C.) foi distintamente decorativo.A arquitetura pintada se torna cada vez mais elegante e ornamental, em vez de mostrar plausíveis construções. Veem-se menos aberturas e paisagens e dá-se mais atenção aos detalhes. Exemplos deste estilo encontram-se nas casas de Marco Lucrécio Fronto e Cecilio Jocundo, em Pompéia.

     

     

     

    O quarto estilo ( cerca de 30 d.C. a 79 d.C.), também conhecido como Estilo Fantástico, ainda exibe vistas de arquitetura, mas faz extenso uso de elementos decorativos exóticos e originais. O arquiteto romano Vitruvio ( Século I a.C) em seu tratado “De Architectura”, condenara um estilo semelhante por sua escassa apreensão da realidade. Descoberto no século XVI, estas decorações foram chamadas de Grotescas e empregadas amplamente na Pintura da Renascença. Encontra-se extensa documentação desse 4º estilo em Pompéia, pois estava em voga durante o período final da trágica cidade vesuviana.

     

     

     

     

    Pintura do 4º Estilo

     

    Na terceira parte falaremos das esculturas deste período! Continua em Era Romana Parte III.

     

    Como criar sites facilmente

     

     

     

    CINEMA E APRENDIZADO

     Ano passado fiz um trabalho de Educação Artística com grupos de adolescentes e adultos acima de 48 anos onde eu lhes falava sobre a História da Arte, aplicava exercícios práticos e depois contextualizava, pautada na Abordagem Triangular de Ana Mae Barbosa.

    A contextualização era feita com filmes sobre o período estudado.

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                                                              Banner de divulgação do Projeto

    Foi muito gratificante, e a partir dali comecei a elaborar uma lista de filmes que pudessem ser usados em sala de aula para explanações de temáticas diversas.

    A maioria deles tem no Netflix, que a maioria deve conhecer; é um serviço On Demand das TVs Smart, daquelas televisões que acessam Internet. E o melhor deste serviço é que não precisa baixar nada, não corre riscos desnecessários, é muito barato e não prejudica a Indústria Cinematográfica e Cultural, como os serviços piratas que tem na Internet.

    Segue uma pequena lista deles e algumas aplicações que identifiquei, mas é um assunto muito amplo e pode ser ainda melhorado, se alguém quiser contribuir é só deixar escrito nos comentários. Hoje postaremos sobre os mais relevantes para a área de Educação Artística, mas faremos uma sequência de posts, sendo que o próximo será para a área de História, depois filmes Poéticos, Psicológicos e sobre Racismo.

     

    FILMES PARA ENSINO DE  EDUCAÇÃO ARTÍSTICA, mas, cuidado, muitos deles tem conteúdo inadequado para menores de 14 anos. Talvez, alguns, seja melhor fazer uma edição prévia. A sugestão é que a professora assista antes e se prepare. Cada filme dá para abordar não apenas as obras dos retratados, mas, também, temas mais conceituais como decadência humana por uso de drogas e álcool, como no caso do filme "Modigliani". Dependência do outro, como no caso de "Frida" e "Camille Claudel". Assuntos que nós professores não podemos deixar passar em branco, uma vez que devemos ter como missão trabalhar o indivíduo como um todo. A maioria deles dá para fazer uma interdisciplinaridade com as aulas de História. Enfim, é uma riqueza só rsrsrsrs!

    MR. TURNER - Excelente, trata sobre o conhecido pintor Willian Turner, seus últimos 25 anos de vida, seus processos criativos excêntricos. Ideal para se falar do período pré impressionista, uma vez que Turner é considerado um de seus precursores. Mas, tem algumas cenas um tanto fortes, portanto, há de se pensar a quem passar. Aconselhável para turmas acima de 16 anos.

    A INVENÇÃO DE HUGO CABRET - Filme bem poético sobre a vida de um menino que vive na estação de Paris, tentando descobrir um mistério. Interessante para a área de Educação Artística, pois além dessa poética, o filme acaba revelando uma relação com a obra de George Melié, um dos pioneiros do cinema. Dá para polarizar o aprendizado em várias direções. - tem no Netflix.

    POUCAS CINZAS - Mostra as relações de amizade entre Salvador Dali, Frederico Garcia Lorca e Luis Bruñuel. Importante para conhecer aquele momento do início do século XX na Espanha, onde a iminência da guerra civil acabou levando Garcia Lorca ao fuzilamento. Pouco mostra sobre as obras destes três grandes artistas, mas poderá servir para uma contextualização.

    O SEGREDO DE BEETHOVEN – o filme cria a personagem Anna Holtz, que ajuda Beethoven a escrever algumas partituras, mas segundo estudos ela seria fictícia e nunca teria existido.

    PIAF – Sobre a vida de Edith Piaf. Tem no NETFLIX 

    AGONIA E EXTASE - sobre a vida de Michelangelo

    CLEÓPATRA - Ideal para retratar o período da arte romana e egípcia, pois retrata os dois impérios.

    CAMILLE CLAUDEL –  Na Paris de 1885, a jovem Escultora torna-se aprendiz e amante de Rodin, o que a torna mal vista pela sociedade e lhe causa danos irreparáveis em sua vida. - Tem no Netflix

    A MOÇA DO BRINCO DE PÉROLA - Na Holanda do século XVII uma jovem camponesa vai trabalhar na casa do grande pintor barroco Johannes Vermeer e acaba se tornando modelo do quadro mais famoso do artista. Tem no NETFLIX.

    BASQUIAT - conta a vida do jovem artista que vivia na mendicância pelas ruas de Nova York até ser descoberto por Andy Warhol -

    CARAVAGGIO - Biografia poética do célebre pintor renascentista, sua sexualidade e sua relação com o poder.O filme remete às cores e texturas de suas obras. Tem no Netmovies que é outro serviço On Demand para TVs Smart.

    OS AMORES DE PICASSO - Vivido por Antony Hopkins, retrata o romance do artista aos 60 anos, que no auge de sua carreira convida uma moça de 23 anos para morar com ele.

    FRIDA – Sobre a vida da mexicana Frida Kahlo. Mostra sua trajetória artística e sua vida atribulada junto do também artista plástico Diego Rivera. O grande papel de Salma Hayek - tem no Netflix.

    MOULIN ROUGE - A passagem de Toulose Lautrec na trama é meramente de coadjuvante, mas vale a pena assistir a versão com Nicole Kidman. Linda Fotografia. - Tem no Netflix.

    AS SOMBRAS DE GOYA- Mostra o momento histórico de Goya, com a Igreja Catolica e seus desmandos na vida daquelas sociedades e tb sobre a Revolução Francesa e sua influência até a Espanha, que é onde se desenrola a história.

    MODIGLIANI - Muito lindo! Andy Garcia personifica o doce e boêmio pintor italiano Amedeo Modigliani, quando este habitava numa espelunca em Paris. Seus casos, seus quadros, suas brigas com Picasso. Tudo retratado com muita poesia. Com muita singeleza e autenticidade. Dá vontade mesmo de subir nas mesas e declamar poemas quando termina. 

    KLIMT. Paris, 1900. Gustav Klimt é homenageado na Exposição Universal enquanto em Viena é condenado como provocador. Vive a vida como a pinta, os seus modelos são as suas musas. Klimt está à frente do seu tempo. Como tem cenas de sexo é melhor avaliar e editar antes de passar para os alunos.

    MINHA AMADA IMORTAL – Sobre a vida de Beethoven. 

    CARRINGTON -  Sobre a vida da Pintora Dora Carrington.

    A VIDA DE LEONARDO DA VINCI. É considerado o melhor e mais completo filme sobre esse grande mestre. Uma superprodução milionária da RAI filmada nas locações reais nas quais viveu o artista, e baseada numa meticulosa pesquisa histórica. Sugiro, inclusive, que a professora compre o DVD, pois são umas 5 horas de filme.

    O MESTRE DA VIDA.  John Talia Jr. é um talentoso e problemático estudante de artes. Ao conhecer Nicoli Seroff, um genial pintor, ele insiste para que o velho mestre o ensine a pintar. Mas Seroff não só desistiu da arte, mas também da vida e quer ficar em paz. – tem no Netmovies.

    MEIA NOITE EM PARIS – Tem Netflix -  Surreal, porém Ótimo. Dá, inclusive, para trabalhar essa ideia de surrealismo aplicada às diversas linguagens, embora não seja filme sobre o Surrealismo em si, a história é que é surreal.

    POLLOCK - sobre a vida do artista e seus processos criativos.

    SERAPHINE - fala sobre a trajetória da artista Seraphine Louis também conhecida como Seraphine de Semlis que ganhava a vida como faxineira no período que antecedeu a Primeira Guerra Mundial.

    SEDE DE VIVER - Mostra Van Gogh dividido entre sua genialidade e sua mente atormentada. 

     

    Bem, estes são alguns para contextualizar diversos períodos da História da Arte. Claro que os professores já os conhecem todos e estaria chovendo no molhado, mas, a inteção da lista é para aquelas pessoas que amam cinema e querem assistir aos filmes com olhares mais reflexivos e críticos.

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    PORQUE OS PROFESSORES BRASILEIROS SÃO TÃO PENALIZADOS?

    Numa terra onde vêm-se desmandos, bandidos sendo tratados por vossa senhoria e beneficiados com indultos, fica-se a pensar no tamanho das injustiças e se essa nossa terra um dia vai ter jeito.

    Descobri hoje, pasma, que uma professora que leciona a 15 anos no Estado, decidida a melhorar seus proventos foi dar aulas em colégios particulares e perdeu toda sua pontuação desse tempo todo servindo aos país. Para quem não sabe, esses pontos vão se somando dia-a-dia na carreira do professor, para que em algum momento ele possa ter algum benefício disso, e também uma melhor colocação na escolha de aulas.

    Para que ela não perca também seus direitos constituídos deve manter um vínculo com o Estado, nem que seja com poucas aulas, portanto, encontrei-a lá na fila da atribuição de aulas com classificação menor que a minha que acabei de me formar. 

    Bem, de salários, nem vou me delongar aqui pois é muito pano prá manga e é assunto para debates e lutas sem fim. Basta dizer que um professor brasileiro ganha menos, mas muitas vezes menos, que outros profissionais com a mesma equivalência de escolaridade, mas enfim, o que esperar  quando o próprio ministro da educação declara que esta profissão é para quem tem vocação e não para quem quer ganhar dinheiro. "É um espaço que você tem por natureza a posição de sacrifício pessoal", conforme as palavras do Sr. Ministro..

    Até quando teremos que ouvir que Magistério é sacerdócio?

    Porque não fazer também da política um sacerdócio e diminuir os próprios salários e mordomias?

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    Imagem das manifestações havidas no Brasil todo este último fim de semana.

    Como todo mundo sabe o Brasil é um país pacífico demais e seu povo não é muito de ir à luta pelos seus direitos, mas parece que isso está começando a mudar. De forma tranquila e pacífica as ruas das grandes cidades ficaram lotadas.

    Que bom que o gigante acordou. 

     

     

    A AMPLIAÇÃO DO IMAGINAR DE "FAYGA OSTROWER"

    Estou lendo um livro interessantíssimo de Fayga Ostrower - "Criatividade e Processos de Criação", o qual recomendo a todos aqueles que desejam se aprofundar neste assunto. Fayga foi gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, teórica da arte e professora. Polonesa de nascimento, veio para o Brasil na década de 30 e por aqui ficou.

     

    Uma pontuação muito interessante do livro, foi sobre a ampliação do imaginar e tem tudo a ver com este momento que vivemos, onde a sociedade exige especializações em todas as áreas do conhecimento e não poderia ser diferente diante de todos os desafios que este nosso viver nos impinge.

    Contudo, Fayga nos adverte sobre as necessidades de abertura para outros conhecimentos fora destas áreas específicas, a despeito de perdermos nosso poder criativo que não deve ser visto apenas no campo das artes, mas em todos os segmentos. O homem pode e deve ser criativo em seu dia-a-dia, em seu trabalho, em sua vida. Não fosse isso, não teríamos tido todos os avanços tecnológicos, sociais e culturais que hoje possuimos.

     

    Ela diz: " Um químico poderá ser criativo na química porque formula suas perguntas em termos de química e não porventura em termos de alquimia. Entretanto se este químico nada mais vê pela frente do que química, se todos os seus interesses e também conteúdos de vida se resumem quase que exclusivamente em problemas de "especialista", especializações dentro de especialidades, de fato, ele há de viver uma enorme redução enquanto potencialidades humanas. E, por maior que seja seu talento e sua eficiência, esse reducionismo poderá até esvaziar o sentido de criatividade que ele tenha dentro do trabalho profissional." ( Página 38)... Em outro trecho acrescenta: - "São nossos valores de vida que dão a medida para nosso pensar e fazer. Einstein, o grande gênio da física, também tocava violino e fazia filosofia".

     

    A quem deseja se aprofundar no assunto, sugiro a leitura do livro, que é da Editora Vozes.

     

    A quem deseja se aprofundar em Fayga, em sua obra como gravurista e artista plástica, e seus livros, o site é http://www.faygaostrower.org.br/

     

    Segue um vídeo, que é uma raridade, de Fayga falando sobre o gravurista Livio Abramo e sobre criatividade.

     

     
     

     

     

    Uma das gravuras de Fayga que mais aprecio

     

     

    Uma das Gravuras de Livio Abramo, da fase "Paraguay", que Fayga menciona no vídeo