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INTERCAMBIANDO

Blog para fazer amigos pelo mundo, falar do cotidiano, experiências , sentimentos e relacionamentos das pessoas comuns... e, de vez em quando "botar a boca no trombone"!

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  • PANETONE MUITO PRÁTICO!

    Receitas de Panetone tem às dúzias aí pela net, mas acho esta bem especial, pois a massa é meia mole e pode ser feita quase totalmente na batedeira, dando, portanto, bem menos trabalho que a massa tradicional, e ficando tão bom quanto!...Aliás a massa fica fofíssima e leve.

     

    Vamos lá:

     

    1 kg de farinha de trigo

    6 ovos

    250 gramas de manteiga

    4 tabletes de fermento Fleishman (15 gr. cada)

    1/2 litro de leite

    2 1/2 xícara de açúcar

    1 colher (chá) de sal

    Essencia para panetone

    Frutas cristalizadas, passas sem sementes e nozes picadas

     

    Aqueça o leite e divida-o em 2 partes.

    Numa derreta a manteiga, noutra dissolva o fermento.( nesta parte o leite deverá estar morno, apenas, pois senão passa do ponto ideal para o fermento)

    Vá batendo na batedeira os ovos, adicione o açúcar, o sal, e vá alternando a  farinha, e os dois leites, até concluir. Bata bem, e deixe crescer na própria tigela da batedeira.

    Depois de crescido adicione  a essencia de panetone, as frutas cristalizadas, as uvas passas e as nozes.

    Coloque em formas de papel apropriadas,  faça uma cruz em cima,  deixe crescer novamente.

    Antes de pôr no forno a assar, pincele em cima com gema de ovo.

    O tempo de forno vai depender de cada forno, mas, em média, vai mais de 30 minutos, devido a altura do panetone. Se abaixar o forno após o crescimento, poderá deixar aprox. 40 minutos.

     

    Viu que molezinha?

     

    Feliz Natal, desde já!

     

     

    A FOTO É DO PANETONE DA BAUDUCO, QUE É MUUUIIITTOOO BOM TAMBÉM!

     

    O MOTOR DO RENALITA

    Apenas aos 39 anos dei me conta do quanto os sons afetam nossas vidas.

    Havíamos nos mudado para a cidade de Santos/SP, e ao ouvir os apitos dos navios meu coração se enchia de alegria, como se alguém querido fosse chegar.

    Vivia feliz!... Afinal, em uma cidade portuária entra navio à toda hora.

    ... Até o dia em que a minha morena embarcou no Renalita* para fazer dramaturgia na Anhembi/Morumbi em São Paulo!...Não poderia pensar futuro mais brilhante para ela!

    Mas, então, porque o coração sangrava com o barulho do motor do Renalita?

    Assim foram todas as madrugadas: Eu me levantava, aprontava o café da manhã dela, dava um abraço, voltava deitar mais um pouquinho antes de sair para o trabalho, e a hora que o Renalita partia, partia meu coração...

     

     

    renalita_532.jpg

     

    MAIS UM POUCO SOBRE CRIATIVIDADE

    Em nossa sociedade temos o hábito de pensar que o criativo é aquele que se destacou exponencialmente em qualquer atividade: os gênios, os grandes artistas, mas nos esquecemos de pensar naqueles que, no seu dia-a-dia, conseguem superar pequenos obstáculos e "melhoram o mundo a seu redor".

    Aliás, esta observação entre aspas, são palavras de Fayga Ostrower, artista plástica, professora, que já mencionamos várias vezes aqui em nosso blog. Sempre gosto de citar trechos seus, pois refletem pensamentos sobre processos criativos e suas ligações com as pessoas comuns e sua humanidade.

    Na página 112 do seu livro "Criatividade e Processos de Criação" ela diz:

    ..."Acima de quaisquer outras considerações, o que importa é o processo criador visto como um processo de crescimento contínuo no homem, e não unicamente como fenômeno que caracteriza os vultos extraordinários da humanidade. Procuramos entender as potencialidades de um modo mais amplo e mais profundo, no sentido global. Poderia, no caso, tratar-se de um grande artista ou cientista, mas não seria apenas a sua produtividade profissional que consideraríamos, seria, antes, o seu potencial criador como dimensão humana a enriquecer a tudo e a todos aos seu redor. O poder criador do homem é a sua faculdade ordenadora e configuradora, a capacidade de abordar em cada momento vivido a unicidade da experiência e de interligá-la a outros momentos, transcendendo o momento particular e ampliando o ato da experiência para um ato da compreensão. Nos significados que o homem encontra - criando e  sempre formando - estrutura-se a sua consciência diante do viver"... 

    ..." Como ser coerente, ele está mais aberto ao novo porque mais seguro dentro de si. Sua flexibilidade de questionamento, ou melhor, a ausência de rigidez defensiva diante ao mundo, permite-lhe configurar espontâneamente tudo que o toca".

    fayga+ostrower.jpg

     Fayga em seu ateliê.

     

    A ARTE ROMANA - PARTE 2 - PINTURA

    Exemplos de pintura da Roma Antiga são muito mais abundantes que os da Grécia. Muitos vêm da área localizada ao redor do Vesúvio, sobretudo de Pompéia e Herculano.

     

     A própria Roma, também é uma boa fonte, com os surpreendentes afrescos de um Jardim na Vila de Lívia ou os da casa de Augusto e na Domus Aurea, construída pelo Imperador Nero.

     

    Também incluímos mosaicos nesta história da pintura, dos quais há muitos exemplos espalhados  pela bacia mediterrânea, da Síria e da África do Norte até a Peninsula Ibérica.

     MOSAICOS DAS TERMAS DE CARACULLA

     

     

     Mosaico de Alexandre, encontrado no chão da casa do Fauno em Pompéia

     

     

    A pintura do período Romano é por tradição dividida em 4 estilos sucessivos. São conhecidos como “estilos Pompeianos”, pois foram documentados principalmente em Pompéia, até 79 d.c., ano em que a erupção do Vesúvio destruiu a cidade. O primeiro estilo ( fins do século II A.C. e início do século I A.C.) englobava imitações,  pintadas nas fachadas de muros de mármore coloridos...Muitas vezes embelezados com relevos de gesso pintado, ou estuques, exibiam estreita associação com a arquitetura...Este estilo talvez também tenha sido característico da pintura grega.

     

    O Segundo Estilo (século I A.C.) progrediu para a representação de estruturas arquitetônicas em tamanho natural, empregando perspectiva e “trompe l’oeil”, abrindo-se para outros espaços e paisagens exteriores. Nestas complexas interações arquitetônicas, inseriam-se estátuas e pinturas falsas,com cenas e objetos, animais e figuras humanas. A “Villa dei Misteri” (Vila dos Mistérios), em Pompéia e a casa de Augusto em Roma, são bons exemplos deste estilo.

     

     

    Trompe l’oeil da Ville dei Misteri, embora aparente uma solução arquitetônica, é na verdade, uma pintura.

     

    Outra parede da Ville dei Misteri

     

    A mesma pintura vista por outro ângulo

     

     

     Outra parede da Ville dei Misteri

     

    O terceiro estilo ( fins do século I A.C.  a meados do século I D.C.) foi distintamente decorativo.A arquitetura pintada se torna cada vez mais elegante e ornamental, em vez de mostrar plausíveis construções. Veem-se menos aberturas e paisagens e dá-se mais atenção aos detalhes. Exemplos deste estilo encontram-se nas casas de Marco Lucrécio Fronto e Cecilio Jocundo, em Pompéia.

     

     

     

    O quarto estilo ( cerca de 30 d.C. a 79 d.C.), também conhecido como Estilo Fantástico, ainda exibe vistas de arquitetura, mas faz extenso uso de elementos decorativos exóticos e originais. O arquiteto romano Vitruvio ( Século I a.C) em seu tratado “De Architectura”, condenara um estilo semelhante por sua escassa apreensão da realidade. Descoberto no século XVI, estas decorações foram chamadas de Grotescas e empregadas amplamente na Pintura da Renascença. Encontra-se extensa documentação desse 4º estilo em Pompéia, pois estava em voga durante o período final da trágica cidade vesuviana.

     

     

     

     

    Pintura do 4º Estilo

     

    Na terceira parte falaremos das esculturas deste período! Continua em Era Romana Parte III.

     

    Como criar sites facilmente

     

     

     

    MAIS REFLEXÕES SOBRE "O TEMPO"! ESTA NA LINGUAGEM DO BARROCO

    Temos aqui o Poema de Pedro Cassiano de Aguilar, que, apesar de ser um personagem fictício, seu autor soube como tocar os corações humanos com algo que os perturba: A inexorabilidade do tempo.

    Outro poema de igual beleza e idêntico questionamento foi escrito por Frei Antonio das Chagas, eclesiástico franciscano português que viveu de 1631 a 1682. Diz-se que suas pregações cheias de efeitos teatrais, ênfase e demagogia, eram alvo de inúmeras críticas. Sua personalidade exerceu sobre os seus contemporâneos um fascínio perturbador, resultante, sem dúvida, do seu estatuto de homem mundano convertido à causa de Deus. Sua vida, assim como sua obra, retrata o espírito barroco da época, ambas cheias de contrastes e peripécias.

    Mas, vamos ao lindo poema "Conta e Tempo"

     

    Deus pede hoje estrita conta do meu tempo.
    E eu vou, do meu tempo dar-Lhe conta.
    Mas como dar, sem tempo, tanta conta.
    Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

    Para ter minha conta feita a tempo
    O tempo me foi dado e não fiz conta.
    Não quis, tendo tempo fazer conta,
    Hoje quero fazer conta e não há tempo.

    Oh! vós, que tendes tempo sem ter conta,
    Não gasteis vosso tempo em passa-tempo.
    Cuidai, enquanto é tempo em vossa conta.


    Pois aqueles que sem conta gastam tempo,
    Quando o tempo chegar de prestar conta,
    Chorarão, como eu, o não ter tempo.

     

     

     

    EXTASE DE SANTA TEREZA- DE BERNINI

    Um dos artistas mais representativos do Barroco na linguagem da Escultura. 

     

     

    E-REFERENCE

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Frei_Ant%C3%B3nio_das_Chagas

     

     

     

    AS MARCAS QUE DEIXAMOS

    Hoje partiu Jacinta, uma querida que tive o prazer de estar junto apenas uma vez, mas que me marcou profundamente.

     

    Jacinta tinha uma peculiaridade interessante: ela pintava embalagens que iam ser descartadas, enchia-as de balas e presenteava a todas as pessoas, até as que ela não conhecia, como é o meu caso. Com toda certeza esta será uma das marcas que ela deixará e será difícil não se emocionar ao tocarmos seus trabalhos.

     

    Impossível não refletir sobre o quanto os objetos manuseados ( Artesanatos) e os que envolvem uma criação (Arte) vêm impregnados de uma energia vital que permanece todo o sempre ao objeto, como se a eles pertencessem. 

     

    Não discutimos aqui o valor artístico ou estético! Nem o valor emocional ligado àqueles a quem o indivíduo convivia. Claro, para a família todos seremos lembrados por tudo que fomos. Falamos aqui desta energia, ou sinergia, que acompanha todo objeto que foi criado por algum indivíduo  para suprir alguma necessidade pessoal de expressão, ou até para preencher seu tempo criativamente. Queremos discutir aqui que a produção humana não pode ser medida apenas pelo que ditam os cânones da Arte, mas também por todo contexto desta produção e pelo que ela encerra em si mesma de afetividade e do proprio trabalho artesanal.

     

    Por isso hoje, ao tocar os objetos que ganhei de Jacinta, abracei-os e chorei muito. Chorei por Jacinta, chorei por mim, chorei por todos nós que temos uma passagem tão breve aqui e que questionamos para onde iremos, e que a única certeza que temos são das coisas que aqui plantamos, e das marcas que deixamos.

     

     

    ADEUS JACINTA!

    O MITO DE "ER"

    Os mitos sempre nos ajudam a entender as fragilidades humanas. Este é contado por Platão no seu livro "A República", Livro X, p. 614-620:

     

    "A verdade que o que te vou narrar não é um conto de Alcínoo, mas de um homem valente, Er, o Arménio. [...] 

    A virgem Láquesis, filha da Necessidade, declara:

     

    Almas efêmeras, vais começar outra vida de caráter transitório, entrarás em um novo corpo mortal humano.
    Não é um demônio que vos escolherá, mas vós que escolhereis o demônio. O primeiro a quem a sorte couber será o primeiro a escolher uma vida a que ficará ligado pela Necessidade. Mas a virtude não tem dono, cada um poderá tê-la em maior ou menor grau, conforme a honrar ou desonrar. A responsabilidade é de quem escolhe. A Divindade é isenta de culpa.

     

    Ditas estas palavras, atirou com os lotes para todos e cada um escolheu o que caiu perto de si, exceto Er, a quem isso não foi permitido. A variedade era infinita, ao apanhá-lo, tornaram-se evidentes para cada um a ordem que lhe cabia para escolher. Seguidamente, dispôs no solo, diante deles, os modelos de vida, em número muito mais elevado do que o dos presentes. Havia de todas as espécies, vida de todos os animais, e bem assim de todos os seres humanos. Entre elas, havia tiranias, umas duradouras, outras derrubadas a meio, e que acabavam na pobreza, na fuga, na mendicância. Havia também vidas de homens ilustres, umas pela forma, beleza, força e vigor, outras pela raça e virtudes dos antepassados; depois havia também as vidas obscuras, e do mesmo modo sucedia com as mulheres.

     

    Mas não continham as disposições do caráter, por ser forçoso que este mude, conforme a vida que escolhem. Tudo o mais estava misturado entre
    si e com a riqueza e a indigência, a doença e a saúde, e bem assim o meio termo entre estes predicados. É aí que está, segundo parece, meu caro Glaucón, o momento crítico para o homem, e por esse motivo se deve ter o máximo cuidado, e que cada um de nós ponha por cima de tudo buscar e adquirir a ciência de distinguir uma vida honesta da que é má e de escolher sempre em toda a parte tanto quanto possível a melhor.

     

     

    Calculando que efeito tem, em relação com virtude em uma vida, para prever o mal que produz a beleza, por exemplo, unida à riqueza ou a pobreza, as consequências que tem o nascimento ilustre ou escuro, os cargos públicos ou a condição de simples particular, ou a debilidade física, a facilidade ou dificuldade […].


    Ora, então, anunciou o mensageiro do além, o profeta falou deste modo: - Mesmo para quem vier em último lugar, se escolher com inteligência e viver honestamente, espera-o uma vida apetecível, e não uma desgraçada. Nem o primeiro deixe de escolher com prudência, nem o último com coragem.


    Ditas estas palavras, contava Er, aquele a quem coube a primeira sorte logo se precipitou para escolher a tirania maior, e, por insensatez e cobiça, arrebatou--a, sem ter examinado capazmente todas as consequências, antes lhe passou despercebido que o destino que lá estava fixado comportava comer os próprios filhos e outras desgraças. Mas, depois que a observou com vagar, batia no peito e lamentava a sua escolha, sem se ater às prescrições do profeta. Efetivamente, não era a si mesmo que se acusava da desgraça, mas à sorte e às divindades, e a tudo, mais do que a si mesmo. Ora, esse era um dos que vinham, do céu, e vivera, na encarnação anterior, num Estado bem governado; a sua participação
    na virtude devia-se ao hábito, não à filosofia. Pode-se dizer que não eram menos numerosos os que vindos do céu, se deixavam apanhar em tais situações, devido à sua falta de treino nos sofrimentos. Ao passo que os que vinham da terra, na sua maioria, como tinham sofrido pessoalmente e visto os outros sofrerem, não faziam a sua escolha às pressas. Por tal motivo, e também devido à sorte da escolha, o que mais acontecia às almas era fazerem a permuta entre males e bens. […]


    Era digno de se ver esse espetáculo, contava ele, como cada uma das almas escolhia a sua vida. Era, realmente, merecedor de piedade, mas também ridículo e surpreendente. Com efeito, a maior parte fazia a sua opção de acordo com os hábitos da vida anterior. Dizia ele que vira a alma que outrora pertencera a Orfeu escolher uma vida de cisne, por ódio à raça das mulheres, porque, devido a ter sofrido a morte às mãos delas, não queria nascer de uma mulher; vira a de Tamiras escolher uma vida de rouxinol; vira também um cisne preferir uma vida humana, e outros animais músicos procederem do mesmo modo [...]

     

    Assim que todas as almas escolheram as suas vidas, avançaram, pela ordem da sorte que lhes coubera, para junto de Láquesis. Esta mandava a cada uma o demônio que preferira para guardar a sua existência e fazer cumprir o destino que escolhera".

     

    Segundo ETCHEBEHERE, 2008, p. 138-142, "A eleição do tipo de vida é, como diz Platão, o momento crítico para o homem, tanto que nesse momento coloca em jogo seu destino. "Não será um demônio quem escolhe, e sim você quem escolherá o demônio". Isto é, não é uma força

    cega quem nos dirige e sim nós próprios, por intermédio de nossas ações, que vamos configurando nosso caráter, moldando nosso demônio.

     

    BIBLIOGRAFIA: 

    DANIEL, E.; SCOPINHO, S. C. D. Antropologia, Ética e Cultura. Batatais: Claretiano, 2013. Unidade 5

     

    ARTES E UTENSÍLIOS - CRIANDO E RECRIANDO!

    Quem estuda ou já estudou a história da arte conhece perfeitamente sua importância histórica, cultural, sociológica, e antropológica.

    Lendo um livro que gosto muito da Fayga Ostrower, Criatividade e Processos de Criação, em um trecho ela diz:

     

    “ Quando vemos uma jarra de argila produzida há mais de 5000 anos por algum artesão anônimo, algum homem cujas contingências de vida desconhecemos e cujas valorizações dificilmente podemos imaginar, percebemos o quanto esse homem, com um propósito bem definido de atender certa finalidade prática, talvez a de guardar água ou óleo, em moldando a terra, moldou a si próprio. Seguindo a matéria e sondando-a quanto à “essência de ser”, o homem impregnou-a com a presença de sua vida, com a carga de suas emoções e de seus conhecimentos. Dando forma à argila, ele deu forma a  fluidez fugidia de seu próprio existir, captou-o e configurou-o. Estruturando a matéria, também dentro de si ele se estruturou. Criando ele se recriou”. ( pag. 51).

     

    Vendo qualquer fragmento arqueológico, fica-se a pensar nestas palavras de Fayga, do quanto o homem se configurou e se estruturou ao criar estes objetos, e o quanto podemos conhecer do passado de nossa espécie através deles.

     

     

     

     Imagem do site

     

     http://www.camertola.pt/info/mértola-vila-museu

     

    O MITO DOS SERES DUPLOS OU PORQUE PROCURAMOS TANTO PELO AMOR!

    Tenho alguns posts aqui sobre os mitos e sua atualidade, e este assunto sempre me atrai, pois é sabido que o homem, através dos mitos,  sempre procurou explicações para os mistérios que envolvem nossa vivência!

     

    E, um deles, sempre atualíssimo, é desta busca incessante, em todas as épocas, pelo Amor, pelo Outro, pelo Preenchimento do Vazio.

     

    Segundo Platão, em "O Banquete" escrito em 380 A.C., em determinado momento em que  os convidados já tinham bebido mais que comido, um grupo, composto por Pausânias, Eriximaco, Sócrates, Aristófanes e Alcibíades, propõe uma discussão em torno de Eros, o Deus do amor.

     

    Cada um discorre à sua maneira sobre o assunto, até que Aristófanes, toma a palavra, e faz de imediato, uma denúncia da insensibilidade dos homens para com o poder miraculoso de Eros, e sua consequente impiedade para com um Deus tão amigo. Para conhecer esse poder, ele diz que é preciso antes conhecer a história da natureza humana e, dito isto, passa a narrar o mito da nossa unidade primitiva e posterior mutilação. Segundo Aristófanes, havia inicialmente três gêneros de seres humanos, que eram duplos de si mesmos: havia o gênero masculino masculino, o feminino feminino e o masculino feminino, o qual era chamado "Andrógino"...Nas palavras do poeta:

     

    "É então de há tanto tempo que o amor de um pelo outro está implantado nos homens, restaurador da nossa antiga natureza, em sua tentativa de fazer um só de dois e de curar a natureza humana. Cada um de nós portanto uma téssera complementar de um homem, porque cortado com os linguados, de um só em dois; e procura cada um o seu próprio complemento".

    Assim, aqueles que foram um corte do andrógino, sejam homens ou mulheres, procuram o seu contrário. Isto explica o amor  heterossexual. E aquelas que foram o corte da mulher, o mesmo ocorrendo com aqueles que são o corte do masculino, procurarão se unir ao seu igual. Aqui Aristófanes apresenta uma explicação para o amor homossexual feminino e masculino. Quando estas metades se encontram, sentem as mais extraordinárias sensações, intimidade e amor, a ponto de não quererem mais se separar, e sentem a vontade de se "fundirem" novamente num só. Esse é o nosso desejo ao encontramos a nossa cara metade.

    O amor para Aristófanes é, portanto, o desejo e a procura da metade perdida por causa da nossa injustiça contra os deuses.

     

     

    E, NÃO É ENTÃO, UMA ÓTIMA EXPLICAÇÃO?

     

     

     

     

    O AMOR NÃO É LINDO??????

     

    LINDA TAMBÉM É ESTA PROMOÇÃO ABAIXO, NÃO PERCA ESTA OPORTUNIDADE!

     

    OFERTA RELÂMPAGO - SÓ DIA 14 DE DEZEMBRO DE 2011!
     
     
     A FONTE DE PESQUISA PARA ESTE POST FOI O  WIKIPÉDIA.

     

     

     

     

     

     

     

     

    VOCÊ É NORMAL?...FAÇA UM TESTE CIENTÍFICO E DESCUBRA!

    Minha filha me enviou um link de um site de Avaliação mental, que achei muito interessante, pois através de um questionário, ele faz uma avaliação científica de como anda sua mente e suas emoções, inclusive, se você tem tendências psicóticas e psiquiátricas, e indica alguns caminhos a seguir.

     

    No meu caso, felizmente, êle me indicou apenas a leitura de alguns livros, para uma auto ajuda rsrsrsrsrs, mas, em alguns casos, ele recomenda um tratamento profissional.

     

    Os objetivos desse sistema são:

    - caracterizar o seu temperamento, comportamentos e aspectos de sua história pessoal;

    - avaliar sintomas e transtornos psiquiátricos que você possa ter.

    Para isso, você completará várias escalas e questionários de forma anônima para você se sentir à vontade ao responder com veracidade. A única identificação a ser fornecida por razões de segurança é o seu endereço eletrônico (email), que nunca será divulgado quando seus dados forem analisados.

     

    Mas, o que mais achei interessante neste teste é que, respondendo com sinceridade, ele traça com precisão o seu perfil e mostra-lhe seus  pontos fortes e como usá-los com inteligência. Mas, mostra também, suas vulnerabilidades, permitindo-lhe uma avaliação consciente e uma possível  correção de rotas.

     

    Se interessar em saber o "quanto você é normal", acesse e faça o teste:

     

    http://www.temperamento.com.br