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INTERCAMBIANDO

Blog para fazer amigos pelo mundo, falar do cotidiano, experiências , sentimentos e relacionamentos das pessoas comuns...

INTERCAMBIANDO

Blog para fazer amigos pelo mundo, falar do cotidiano, experiências , sentimentos e relacionamentos das pessoas comuns...

  • Humanos em Construção - SANTOS/SP

    Do dia 15 ao 25 de Julho de 2019 estivemos na cidade de Santos/SP, Brasil, no Orquidário, aplicando nosso projeto "Humanos em Construção" que consiste em oficinas de arte e rodas de conversa sobre vida e felicidade.

    É um projeto para grupos pequenos para que se possa realmente haver esta troca e seja significativa para os envolvidos.

    No dia anterior ao início do projeto houve uma feira no próprio Orquidário sobre lixo criativo e, qual não foi nossa surpresa quando percebemos que nossos assuntos estavam totalmente entrelaçados embora nunca tivéssemos tido nenhum outro contato com o grupo expositor. Coincidência? Premência de uma sociedade para dar bom destino ao seu lixo? Fluxos culturais que dimensionam e delimitam estratégias?... Seja lá o que for, ficamos felizes por nosso projeto estar tão conectado ao nosso tempo e suas demandas.

    Tínhamos, a cada encontro, uma aula expositiva para trabalhar alguns conceitos que o projeto privilegia

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    Uma roda de conversa para discussão das temáticas e conhecer os anseios das participantes

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    E uma parte prática

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    Com agradáveis momentos de socialização e carinho dos amigos. Pena que não tiramos nenhuma foto! O papo era tão bom e sempre regado a bons comes e bebes que ninguém nem lembrou!  E fechamos com chave de ouro: apreciando o delicioso Banoff da Therezinha Mendonça. 

    Nosso carinho e agradecimentos a todas que participaram e à Cibele Coelho Augusto por ter acreditado em nosso trabalho.

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    Agora, aguardando o dia de nosso reencontro que promete ser um sucesso com a apresentação da Designer Rose Sardin.

     

     

     

     

     

    A FOTOGRAFIA E SEU ESVAZIAMENTO DE SENTIDO NA CONTEMPORANEIDADE

    Inspirados em Rosangela Renó, artista plástica e fotógrafa brasileira, propusemos em nosso Projeto "Humanos em Construção" aplicado na escola Anna Maria, Americana/SP,  uma exposição de fotografias impressas, algumas em branco e preto. Na abertura da exposição mencionamos a importância destes "novos velhos olhares" para o segmento impresso que está a desaparecer por completo, frente às novas demandas de nosso tempo.

    Reproduzo aqui as palavras de Rosangela Renó, encontradas no livro de arte de 8º ano - "Mosaico" para que faça sentido para mais pessoas e se pense, se reflita realmente sobre o sentido de fotografar, a forma de armazenar, a forma de compartilhar, e no final deixar algumas perguntas:

    Se suas fotos, que deveriam ocupar um lugar de destaque para você, em sua vida, não estão sendo armazenadas adequadamente e daqui a pouco serão descartadas, qual sentido terá para as outras pessoas?

    Só para ganhar Likes?

    Qal o sentido do "like", se daqui 5 minutos ninguém lembrará mais.

    Porque o "like" ficou tão importante para as pessoas?

    Será que não nos transformamos em uma sociedade de Narcisos que se afogará na própria imagem?

    Bem, mas esta também já é outra história. Vamos ao exclente texto de Rosangela Renó:

    "Atualmente percebo mudanças óbvias no comportamento do ser humano , que parece achar que é muito difícil se dedicar simplesmente a observar algo, sem um instrumento. Recentemente em uma festa, vi um grupo de quatro mulheres, que dançavam, cada uma com um smartphone. (...)

    Hoje, tiram-se fotografias a fim de não voltar atrás e olhar para elas, as pessoas nem sequer fazem mais álbuns,  elas armazenam as imagens apenas para perdê-las em mídias obsoletas. Nem sequer é necessário adotar critérios de armazenamento uma vez que a maior parte torna-se irrecuperável, devido à própria natureza do arquivo. 

    As perguntas tornam-se mais filosóficas, quanto mais rápido nós todos submergirmos em um mar de tecnologias, que se sobrepõem umas às outras, em uma espiral de imagens incompletas em circulação eterna. O tempo para desfrutar das coisas tornou-se muito reduzido, porque estamos todos com pressa. Há muito que fazer, para documentar, para se comunicar, para transmitir. Hoje, há uma febre documental muito evidente que parece colocar o foco no lugar errado: as experiências começam a ser documentadas não de modo que o sujeito envolvido nelas possa aprender, mas para que elas possam ser mostradas para o maior número de pessoas. O esvaziamento do significado da experiência vem com a ilusão de seu maior alcance."

     Rosangela Renó em entrevista à Luisa Duarte. PEDROSA, A.; DUARTE,L. ABC, Arte Brasileira Contemporânea. São Paulo: Cosac   Naif, 2013.

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    Nossa pequena exposição e proposta à reflexão no colégio Anna Maria

     

     

    BIBLIOGRAFIA

    Rosangela Renó em entrevista à Luisa Duarte. PEDROSA, A.; DUARTE, L.ABC, Arte Brasileira Contemporânea. São Paulo: Cosac Naif, 2013 apud em Projeto Mosaico: Arte: Ensino Fundamental/Beá Meira...[ et al.] - 1.ed. - São Paulo: Scipione, 2015.

     

     

     

    HUMANOS EM CONSTRUÇÃO - ARTE, VIDA E FELICIDADE

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    Em 2012 começamos a escrever um projeto para nosso TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) da faculdade de artes, e em 2014 tivemos a oportunidade de aplicá-lo para públicos de diversas faixas etárias, graças ao apoio do Nids (Nucleo de Desenvolimento do Ser) que nos cedeu suas instalações.

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    Na época o denominamos "Projeto Despertar", mas logo vimos que tinha uma série de ajustes a serem feitos, principalmente com relação ao dimensionamento do tempo em que iríamos aplicá-lo.

    Com o tempo no magistério fomos percebendo que deveríamos focar mais nos interesses dos participantes, nas suas demandas de vida, que propriamente na história da arte que era o foco inicial. Foi então que surgiu o "Humanos em Construção", que também se utiliza da história da arte, mas de forma que faça sentido com as expectativas dos participantes.

    Para isso nos utilizamos da escuta, como ponto de partida e direcionamento dos trabalhos.

    Claro que temos uma estrutura a ser seguida, mas que poderá ser alterada diante destas demandas.

    Como lema estruturante do projeto optmos pelo livro "Fluxo" de Mihail Csikszentmihalyi, que nos propõe formas de mudar nosso nível de consciência, para que tenhamos uma vida mais agradável e feliz. 

    Ficamos muito felizes com os resultados obtidos, e queremos agradecer o apoio de Viviane Stradiotto, Solange Dota e Emerson Atair Garbim, sem os quais não teríamos tido a oportunidade de aplicar o projeto.

    Na Escola Anna Maria, aqui em Americana, estamos no final da primeira fase, onde concluímos os estudos sobre o Modernismo Brasileiro, com lindos trabalhos em relevo feitos com filtros de café, lavados e reutilizados, para ampliar os conceitos de sustentabilidade. Por ser um papel de excelente qualidade nos permite o uso de colas, tintas e vernizes, com ótimos resultados.

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    Esta fase foi tão positiva que, em apenas dois meses (o que dá um total de 8 encontros) conseguimos montar um grupo de dança haitiana, para homenagear nossa aluna Mitchina, que é do Haiti e quer ser dançarina. Alguns alunos da classe dela aderiram e ontem fizeram a apresentação.

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    Montamos, também, uma exposição de Arte Barroca e uma de fotografia.

    Estamos iniciando também na Escola Risoleta, onde estamos bastante empolgados com a receptividade dos alunos.

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    Em Julho aplicamos na cidade de Santos, no Orquidário. 

    O POEMA COMPLETO DE PEDRO CASSIANO AGUILAR

    Parece que a novela "Escrito nas Estrelas" está sendo passado em algum país, pois volta o interesse pelo poema e pela procura de mais informações. Então republico este post.

     

    Quando terminou a novela Escrito nas Estrelas aqui no Brasil, escrevi  no Sabedoria Popular um post chamado "A COMOÇÃO POR UMA FRASE", pois naquela ocasião era o que tínhamos:apenas a famosa frase dita diariamente na novela...

    Porém, qual não foi minha surpresa quando alguém entrou no blog dizendo ser Pedro Cassiano de Aguilar e colocando lá o poema completo. Fiquei emocionadíssima, mas alguns dias depois assisti uma entrevista com a própria Elizabete Jhin dizendo que ele era um personagem fictício.  

    Bem, mas isso não desmerece a beleza do Poema que segue:

     

    Cada volta que o ponteiro do relógio dá

    Acelera o passo da minha vida

    Encurta minha história e antecipa meu fim

    Que tem hora marcada pra chegar

    Mas que eu desconheço

     

    Cada um de nós é como um livro

    Que guarda sua própria história

    Com início, meio e fim

    Nosso corpo é só uma casa onde a alma habita

    E a morte é o último vôo de nossa alma

    Que parte por não caber mais nessa casa

    Como se quisesse começar uma nova história, um novo livro

     

    Cada minuto que passa pode ser tudo que me resta para viver

    Mas eu desperdiço o tempo como se ele fosse infinito

    Penso, logo sei que existir é uma circunstância

    Que a vida acontece num sopro de Deus

    E a chama permanece acesa enquanto estamos vivos

     

    Cada pessoa tem uma criança aprisionada dentro de si

    A criança que fomos nunca muda

    Nosso corpo é que envelhece ao redor dela

    Eu queria viver minha infância toda outra vez

    Mas a ampulheta do tempo eu não posso virar

     

     

    Pedro Cassiano Aguillar a 27 de Novembro de 2010 às 21:16

     

    IF YOU WANT DO SEE THIS POEM IN ENGLISH CICK HERE

     

    EM ESPANHOL CLIQUE AQUI

     

    Caso deseje ver o comentário deixado pelo ficticio Pedro Cassiano de Aguilar lá no Sabedoria Popular é só clicar aqui

     

     

     

     

    ELIZABETH JIHN AUTORA DA NOVELA

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    FEIJOADA PARA 15 PESSOAS

    Com  a chegada do outono e aproximando--se do inverno, republico aqui este post

     

    Expedito,  meu pai, foi um cozinheiro de mão cheia como se diz por aqui. Se ele quizesse poderia ter ganho muito dinheiro com isso!...Mas, ele não queria compromisso! Todo mundo que o conhecia, depois de comer sua comida, já ia logo convidando-o a abrir um restaurante... Mas, ele logo desconversava porque o que  queria mesmo era ter o tempo disponível para o que lhe desse na telha...

    Mas, ele adorava cozinhar para os amigos e para a família!...Não poupava esforços para oferecer o melhor!

    E de todos os seus melhores, sua feijoada foi TOP. Uma temporada um amigo dele o convenceu a fazer, durante um período, feijoadas em seu restaurante...Vinha gente da redondeza toda para comer!

    Um dia, conversando com um cliente meu que queria que lhe mostrasse imóveis no fim de semana, eu lhe disse que não poderia porque iria passar o final de semana em Ipeúna.

    Ele, que nunca tínhamos nos visto antes, me disse: Ah, Ipeúna?!...Estive uma única vez lá, prá comer uma feijoada famosa!...Nunca comi uma feijoada igual.

    Então comecei a rir e lhe contei quem fazia aquela feijoada!...Ah, não corre o risco de ser outra, porque só tinha aquele restaurante na cidade àquela época.

    Bem, aqui vai então a receita para 15 pessoas.Dá prá servir fartamente e ainda sobrar um pouco.

    Desculpem-me os leitores que entraram aqui apenas pela receita mas não consigo ve-la apenas como um prato que irá alimentar. Gosto sempre das Histórias que as motivam.

     

    2 Kg de feijão preto

    1 1/2 kg de carne seca

    1kg de costelinha de porco defumada

    2kg de pé de porco

    2 kg de joelho de porco

    800 gramas de bacon

    1 kg de orelha e rabo de porco

    1 1/2 kg de linguiça calabresa

    1 1/2 kg de paio

    folhas de louro ( +ou - 6 folhas)

    2 cebolas picadas

    Bem, é aparentemente uma receita muito simples de se fazer, mas, como toda receita, tem seus segredinhos e acho que o maior deles é o tempo de cozimento dos ingredientes separadamente e junto com o feijão.

    Primeiramente deixar de molho na água os ingredientes salgados ( carne seca,orelha, rabo, joelho, pé) tudo separado. Destes ingredientes, os que não forem salgados, convém temperá-los com sal, pimenta e alho e reservar.

    Deixe de molho por algumas horas, também o feijão.

    Cozinhe a carne seca por uns 20 minutos. Retire, mesmo que ainda esteja dura. Cozinhe os outros ingredientes salgados. Para aqueles que não estavam salgados, e que foram temperados, da-se uma fritada de leve, uma selada, como se diz um bom gourmet. É muito importante que se cozinhe pouco nesta etapa, pois depois eles terminarão de cozinhar junto com o feijão. Nesta etapa reserve tudo e cozinhe o feijão. É importante cozinhar o feijão em uma panela normal e não na pressão.

    Deixe o feijão até que ele comece a amolecer, mas não deixe cozinhar demais. É importante que ele passe um bom tempo junto com os outros ingredientes depois.

    Bem, agora você já pode juntar os ingredientes pré cozidos ao feijão, acrescentar as folhas de louro e deixá-los cozinhando. Depois de uns 20 minutos, pode acrescentar também a costelinha, as linguiças e os paios.

    Paralelamente pique o bacon e frite-o numa panela à parte. Junte as cebolas picadas. Retire a gordura excedente e acrescente à feijoada. Deixe cozinhar até que tudo esteja mole, mas não desmanchando.

    Evite o máximo possível de mexer. Mas tome cuidado para não grudar na panela. É um processo de atenção e delicadeza, pois você pode por tudo a perder nesta etapa. Por isso cuidado!

     

    ATENÇÃO: EM NENHUM MOMENTO COLOQUE SAL, POIS É MUITO PROVÁVEL QUE O SAL DOS INGREDIENTES SERÁ SUFICIENTE. SÓ NO FINAL É QUE SE ESTIVER INSOSSO, ACRESCENTE, MAS ISSO É QUASE IMPOSSÍVEL QUE ACONTEÇA.

     

    OUTRA COISA: Mesmo que você não goste de pé, joelho, orelha, rabo, coloque, mesmo assim, pois serão estes ingredientes que farão o diferencial! Pode confiar!

     

    Faça à parte um refogado com 45 folhas de couve.

     

    Faça uma farofa de bacon para acompanhar.

     

    Sirva com arroz branco e laranjas descascadas e servidas ao lado do prato de feijoada. Para estas 15 pessoas pode fazer umas 6 xícaras de arroz. Vai sobrar, mas é melhor que faltar.

     

    Expedito Pazeto - Foto tirada na Encruza dos Rios Pardo e Grande em Planura- Minas Gerais em 14/11/1976

     

     

     

     

     

     

     

     

    COMO SÃO TRATADOS OS PROFESSORES DO ESTADO DE SÃO PAULO - BRASIL

    Além dos baixos salários do professorado paulista, que gira em torno de 10% do salário de um deputado federal, sem as mordomias destes, existe uma categoria, chamada de categoria "Ó", que não são efetivados porque o governo passa muitos anos sem fazer concurso e a demanda por professores é sempre maior do que os contratos efetivos.

    Esta categoria, como não são efetivos, trabalha em condições muito diferentes dos que são efetivamente contratados.

    - Para começar, se não conseguem pegar aulas livres (aquelas que nenhum professor efetivo atribuiu), trabalharão suas horas como qualquer trabalhador, mas diferente de qualquer trabalhador brasileiro, não receberão suas férias. 

    - Não terão atendimento pelo serviço de saúde dos professores que é um pouco melhor que o SUS.

    - A cada três anos são despidos de seus contratos sem receber rescisão, nem férias, nem auxílio desemprego, como qualquer outro profissional teria esse direito. Até o ano passado, ficavam duzentos dias desempregados para que não se pudesse lhe atribuir vínculos com o Estado. Ou seja: o que serve para a iniciativa privada, não serve para o governo. O que serve para qualquer cidadão, não serve para os professores que, olhando assim de fora, ficam qualificados como cidadãos de segunda categoria. Hoje esta "duzentena" caiu para uma "quarentena" que, coincidindo com as férias de janeiro, aparentemente não irá ter grandes prejuízos... Engano!... Esse profissional ficará então: sem a remuneração das férias das quais trabalhou o ano todo, ficará sem rescisão contratual, ficará sem o pagamento de Fevereiro porque está dentro da quarentena. E ficará sem o pagamento de Março também, porque se ele teve muita sorte e conseguiu pegar aula na segunda semana, não lhe deixarão por os pés na sala de aula antes que complete os 40 dias e, consequentemente, só irá receber no mês de Abril.

    Encontram-se, anualmente, nestas condições, por volta de 8500 professores. Como poderão estes cidadãos fazerem frente à sua sobrevivência nestas circunstâncias? Como poderão pagar um IPVA (Imposto sobre Veículos Auto Motores)  que vem em Janeiro e corresponde a 50% de seu salário(?), aliás esta outra injustiça social! O carro para o professor é um bem de primeira necessidade, pois, na maioria das vezes se desloca em grandes distâncias e em diferentes escolas e cidades num mesmo dia, principalmente esta categoria. O transporte público, na maioria das cidades do interior, é péssima e o professor não tem como fazer frente aos seus horários sem um automóvel.

    Somos professores, não temos outra maneira de ganhar nossas vidas. Porque em algum momento deixamos para trás outras profissões porque sentimos amor por esta. Sim amor, porque sem essa palavrinha não se exerce essa profissão.

    Enquanto isso vemos nossos políticos vivendo nababescamente e fazendo mau uso do dinheiro público. Quando estão em campanha usam a educação para suas promessas e depois que lá estão não se lembram que um professor ganha 10% de seus salários e não possuem auxílio moradia, auxílio viagem, e outros auxílios que os políticos recebem indiscriminadamente.

    Quando teremos realmente uma reforma no Brasil? Quando alguém vai seguir o exemplo do Senador Reguffe, que abriu mão de suas mordomias, por entender que elas são desrespeitosas com seu eleitorado?

    E que não venha alguém dizer que isso não é verdade... Sou professora e posso apresentar meus hollerites...

    Quem irá nos defender? Quem realmente irá erguer esta bandeira e lutar por uma sociedade mais justa, não apenas para os professores, mas para todo cidadão brasileiro?

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    Foto da página do facebook As Mazelas da Educação

     

     

     

    O MOTOR DO RENALITA

    Apenas aos 39 anos dei me conta do quanto os sons afetam nossas vidas.

    Havíamos nos mudado para a cidade de Santos/SP, e ao ouvir os apitos dos navios meu coração se enchia de alegria, como se alguém querido fosse chegar.

    Vivia feliz!... Afinal, em uma cidade portuária entra navio à toda hora.

    ... Até o dia em que a minha morena embarcou no Renalita* para fazer dramaturgia na Anhembi/Morumbi em São Paulo!...Não poderia pensar futuro mais brilhante para ela!

    Mas, então, porque o coração sangrava com o barulho do motor do Renalita?

    Assim foram todas as madrugadas: Eu me levantava, aprontava o café da manhã dela, dava um abraço, voltava deitar mais um pouquinho antes de sair para o trabalho, e a hora que o Renalita partia, partia meu coração...

     

     

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    Escrevi este post em 06/09/2017 pois havia começado a ouvir novamente o motor dos ônibus que avançam a madrugada levando e trazendo trabalhadores desta região onde moro. Sempre durmo como uma pedra, mas havia começado novamente a ouvir estes sons e a sentir o coração apertado. Sabia que esta sensação de perda estava novamente me rondando.

    Desta vez não foi o Renalita que levou os meus amores, mas o desejo de viver em um país menos cruel, com menos desigualdades, menos corrupção e mais justiça social.

    O caminho também requer muitas lutas mas um coração esperançoso é uma arma poderosa para percorre-lo.

    Já não ouço mais o motor do Renalita, mas quando sei que terei que passar na Rua 7 de setembro já sinto nós no estômago e náuseas.

    Apenas a esperança da vitória e do encontro com os objetivos pretendidos aliviam meu coração e o enchem de esperança pelos dias melhores e mais felizes.

    Afinal, como todos dizem, criamos os filhos para o mundo.

    ...Só demora um pouco para um coração de mãe aceitar isso!!!!

     

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    Ligar o "Foda-se", um caminho para ser feliz!

    A doutora em antropologia social, Mirian Goldenberg, brasileira e santista, já pesquisou mais de 5000 homens e mulheres sobre o tema: Corpo, Envelhecimento e Felicidade, que resultou no livro "A Bela Velhice". 

    Neste vídeo, entre outras coisas, ela nos conta o quão libertador é a idade madura, pelo fato de sermos donos de nosso tempo e não nos importarmos tanto com o que os outros dizem, podendo, de vez em quando, nos dar ao luxo de ligar o "foda-se".

    ...É justamente assim que me sinto nesta fase de minha vida!... Livre e feliz, e adoro ter meu tempo para fazer o que quiser! Realmente libertador!

    Nossos agradecimentos a amiga Eliane Batista pelo envio do vídeo.

    Quem tiver interesse em saber sobre a pesquisa completa que ela fez sobre o assunto, cujo tema é sua tese de doutorado, tem um documentário no Now- canal Philos - Original Philos.  

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    A Doutora Mírian Goldenberg

     

     

     

    Cremes Floratta "O Boticário" - Quanto custa o prazer?

    Desde 1995 que Domenico di Mazzi alerta em seu livro "O Ócio Criativo" para a importância do design na escolha de um produto. Lá ele diz que, cada vez mais as industrias se igulam na qualidade e o que realmente definiria a compra seria o seu design.

    Sempre penso nisso, mas nunca tinha sentido tão na pele, literalmente, essas palavras.

    Fui me reabastecer de meu creme predileto de já muitos anos, da linha Floratta do Boticário, e fui surpreendida pela mudança de sua embalagem, que saiu de um elegante frasco com caixinha florida,  para uma bisnaga sem graça, com a mesma quantidade do produto só que R$ 3,00 mais em conta. A justificativa é a economia! Mas, economia para quem?

    Para justificar tamanho choque visual a economia teria que ser de no mínimo R$ 10,00.

    A indústria parece se esquecer das coisas que movem o humano, principalmente as mulheres! Quando usamos um creme, não estamos apenas tratando a nossa pele (tato), queremos também o seu perfume (olfato) que nos acaricia e nos envolve em uma nuvem mágica quando caminhamos e deixamos nosso rastro. Queremos sentir o prazer de uma elegante embalagem (visão), como se dali se extraísse algum nectar mágico que mudará nossas vidas...E, de repente ouvir um elogio: puxa, que cheiro bom! (audição). São quatro sentidos atendidos por um único produto, portanto, muita coisa está em jogo.

    É essa complexidade que nos faz movimentar o mundo. Pensem, quem recebe um destes cremes de presente (que a maioria adora receber), numa bisnaguinha não terá o mesmo impacto da embalagem elegante com caixinha florida. Parece que não tem o mesmo valor... por aí já se percebe todo o impacto. A empresa precisa ter as opções.

    Querem realmente impactar? Então façam uma embalagem de refil, com material biodegradável que não poluirá o planeta, com preço compensador! Aí sim teríamos motivos suficientes para a mudança! ...

     

    Eu já estava saindo da loja sem levar o bendito creme, quando a atendente me chamou que ainda tinha uma embalagem antiga... Voltei para casa feliz, na certeza de que, por mais trinta dias terei minha satisfação atendida!...E vou guardar a embalagem e apenas repor o creme, pois não vou abrir mão deste prazer!

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    PROFESSORES QUE FAZEM A DIFERENÇA

    Fazer a diferença na educação não é fácil porque os que optam por esta área, em sua maioria, o fazem por amor. Então, aí já contamos com uma legião de pessoas bem intencionadas que dão o melhor de si e fazem trabalhos excelentes. Mas, não tem como não "saltar aos olhos" aqueles professores que realmente estão fazendo a diferença.

    É o caso do Professor Antonio Roberto da Silva, o Beto, e seu projeto "Raízes Afro-Indígenas" que esteve de 09 de Outubro a 30 de Novembro na Biblioteca Municipal de Americana e que estará amanhã dia 09/12 ( sábado) das 8:30 hs às 11:00 horas no CIEP da Cidade Jardim, Rua das Hortênsias, 1555 - Americana/SP.

    Neste projeto ele teve a colaboração da Profª Beatriz Erclievsky Piglione, que contou com um extenso trabalho de pesquisa em torno do assunto e etapas complexas considerando-se a faixa etária dos alunos.

    A fase de pesquisa iniciou-se pelos estudos das culturas Afro-Indígenas, e seus grafismos etnicos

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    Depois as pinturas destes grafismos e já criando amostras para o trabalho final

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     A papietagem das máscaras

    Papietagem dos moldes de mascaras gde 4.jpg

    E, a pintura do conjunto final. Observe-se a sustentabilidade do trabalho todo com a utilização de materiais recicláveis

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     E, finalmente, as máscaras prontas para exposição

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    A exposição contou com painel de abertura e sua trajetória com os processos de pesquisa e criação. Parte dele menciona:

    A exposição faz parte das etapas do Projeto “Raízes Afro- Indígenas” dos alunos dos 3º, 4º e 5º anos CIEP “Prof. Octávio César Borghi” (Cidade Jardim) que foram realizadas a partir de leituras e releituras da arte africana e indígenas (grafismos, pinturas corporais, arte plumária, mascaras, etc.) produzidas com materiais artísticos e reaproveitados do meio ambiente.

    E reflete:

    Um projeto de perguntas: Inspirou-se em nossas “raízes”? O aluno fruiu arte por necessidade? Tornou-se sensível a ela? Buscou compreender, interpretar, analisar, recriar, reinterpretar o seu trabalho e o dos outros? Produziu trabalhos artísticos utilizando sua poética pessoal e coletiva para expressar e comunicar imagens, ideias, pensamentos e sentimentos? Construiu conceitos sobre arte? Poetizou o seu universo?

     

    Pensamos que todos estes objetivos foram alcançados e, a nós, o prazer de fruir destes trabalhos tão ricos em suas etapas criativas e resultado final.

    Mas, para que as perguntas encontrem eco em pensadores célebres citamos Vigotsky,  p. 316, apud Ceres Murad, p. 79

    "O efeito da reação estética do fruidor diante da obra de arte, tal como um cuito-circuito entre sentimentos e ideias contraditórias, movimenta o psiquismo, resultando em tornar mais complexos o pensamento e a vida afetiva. A arte introduz cada vez mais a ação da paixão, rompe o equilíbrio interno, modifica a vontade em um sentido novo, formula para a mente e revive para o sentimento aquelas emoções, paixões e vícios que, sem ela teriam permanecido indeterminado e imóveis".

     

    REFERÊNCIAS

    MURAD, Ceres. Ópera na Escola: uma experiência de aprendizagem. São Paulo: Editôra Senac São Paulo, 2010.

     

    E-REFERENCE

    https://bibliotecadeamericana.com/ - acesso em 8.12.2017.