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INTERCAMBIANDO

Blog para fazer amigos pelo mundo, falar do cotidiano, experiências , sentimentos e relacionamentos das pessoas comuns...

INTERCAMBIANDO

Blog para fazer amigos pelo mundo, falar do cotidiano, experiências , sentimentos e relacionamentos das pessoas comuns...

  • Humanos em Construção - SANTOS/SP

    Do dia 15 ao 25 de Julho de 2019 estivemos na cidade de Santos/SP, Brasil, no Orquidário, aplicando nosso projeto "Humanos em Construção" que consiste em oficinas de arte e rodas de conversa sobre vida e felicidade.

    É um projeto para grupos pequenos para que se possa realmente haver esta troca e seja significativa para os envolvidos.

    No dia anterior ao início do projeto houve uma feira no próprio Orquidário sobre lixo criativo e, qual não foi nossa surpresa quando percebemos que nossos assuntos estavam totalmente entrelaçados embora nunca tivéssemos tido nenhum outro contato com o grupo expositor. Coincidência? Premência de uma sociedade para dar bom destino ao seu lixo? Fluxos culturais que dimensionam e delimitam estratégias?... Seja lá o que for, ficamos felizes por nosso projeto estar tão conectado ao nosso tempo e suas demandas.

    Tínhamos, a cada encontro, uma aula expositiva para trabalhar alguns conceitos que o projeto privilegia

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    Uma roda de conversa para discussão das temáticas e conhecer os anseios das participantes

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    E uma parte prática

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    Com agradáveis momentos de socialização e carinho dos amigos. Pena que não tiramos nenhuma foto! O papo era tão bom e sempre regado a bons comes e bebes que ninguém nem lembrou!  E fechamos com chave de ouro: apreciando o delicioso Banoff da Therezinha Mendonça. 

    Nosso carinho e agradecimentos a todas que participaram e à Cibele Coelho Augusto por ter acreditado em nosso trabalho.

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    Agora, aguardando o dia de nosso reencontro que promete ser um sucesso com a apresentação da Designer Rose Sardin.

     

     

     

     

     

    O POEMA COMPLETO DE PEDRO CASSIANO AGUILAR

    Parece que a novela "Escrito nas Estrelas" está sendo passado em algum país, pois volta o interesse pelo poema e pela procura de mais informações. Então republico este post.

     

    Quando terminou a novela Escrito nas Estrelas aqui no Brasil, escrevi  no Sabedoria Popular um post chamado "A COMOÇÃO POR UMA FRASE", pois naquela ocasião era o que tínhamos:apenas a famosa frase dita diariamente na novela...

    Porém, qual não foi minha surpresa quando alguém entrou no blog dizendo ser Pedro Cassiano de Aguilar e colocando lá o poema completo. Fiquei emocionadíssima, mas alguns dias depois assisti uma entrevista com a própria Elizabete Jhin dizendo que ele era um personagem fictício.  

    Bem, mas isso não desmerece a beleza do Poema que segue:

     

    Cada volta que o ponteiro do relógio dá

    Acelera o passo da minha vida

    Encurta minha história e antecipa meu fim

    Que tem hora marcada pra chegar

    Mas que eu desconheço

     

    Cada um de nós é como um livro

    Que guarda sua própria história

    Com início, meio e fim

    Nosso corpo é só uma casa onde a alma habita

    E a morte é o último vôo de nossa alma

    Que parte por não caber mais nessa casa

    Como se quisesse começar uma nova história, um novo livro

     

    Cada minuto que passa pode ser tudo que me resta para viver

    Mas eu desperdiço o tempo como se ele fosse infinito

    Penso, logo sei que existir é uma circunstância

    Que a vida acontece num sopro de Deus

    E a chama permanece acesa enquanto estamos vivos

     

    Cada pessoa tem uma criança aprisionada dentro de si

    A criança que fomos nunca muda

    Nosso corpo é que envelhece ao redor dela

    Eu queria viver minha infância toda outra vez

    Mas a ampulheta do tempo eu não posso virar

     

     

    Pedro Cassiano Aguillar a 27 de Novembro de 2010 às 21:16

     

    IF YOU WANT DO SEE THIS POEM IN ENGLISH CICK HERE

     

    EM ESPANHOL CLIQUE AQUI

     

    Caso deseje ver o comentário deixado pelo ficticio Pedro Cassiano de Aguilar lá no Sabedoria Popular é só clicar aqui

     

     

     

     

    ELIZABETH JIHN AUTORA DA NOVELA

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    PROFESSORES QUE FAZEM A DIFERENÇA

    Fazer a diferença na educação não é fácil porque os que optam por esta área, em sua maioria, o fazem por amor. Então, aí já contamos com uma legião de pessoas bem intencionadas que dão o melhor de si e fazem trabalhos excelentes. Mas, não tem como não "saltar aos olhos" aqueles professores que realmente estão fazendo a diferença.

    É o caso do Professor Antonio Roberto da Silva, o Beto, e seu projeto "Raízes Afro-Indígenas" que esteve de 09 de Outubro a 30 de Novembro na Biblioteca Municipal de Americana e que estará amanhã dia 09/12 ( sábado) das 8:30 hs às 11:00 horas no CIEP da Cidade Jardim, Rua das Hortênsias, 1555 - Americana/SP.

    Neste projeto ele teve a colaboração da Profª Beatriz Erclievsky Piglione, que contou com um extenso trabalho de pesquisa em torno do assunto e etapas complexas considerando-se a faixa etária dos alunos.

    A fase de pesquisa iniciou-se pelos estudos das culturas Afro-Indígenas, e seus grafismos etnicos

    desenho de grafismo indígena 2.jpg

    Depois as pinturas destes grafismos e já criando amostras para o trabalho final

    Exercício pintura grafismo 2.jpg

    Pintura  mascara e grafismo 3.jpg

     A papietagem das máscaras

    Papietagem dos moldes de mascaras gde 4.jpg

    E, a pintura do conjunto final. Observe-se a sustentabilidade do trabalho todo com a utilização de materiais recicláveis

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     E, finalmente, as máscaras prontas para exposição

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    A exposição contou com painel de abertura e sua trajetória com os processos de pesquisa e criação. Parte dele menciona:

    A exposição faz parte das etapas do Projeto “Raízes Afro- Indígenas” dos alunos dos 3º, 4º e 5º anos CIEP “Prof. Octávio César Borghi” (Cidade Jardim) que foram realizadas a partir de leituras e releituras da arte africana e indígenas (grafismos, pinturas corporais, arte plumária, mascaras, etc.) produzidas com materiais artísticos e reaproveitados do meio ambiente.

    E reflete:

    Um projeto de perguntas: Inspirou-se em nossas “raízes”? O aluno fruiu arte por necessidade? Tornou-se sensível a ela? Buscou compreender, interpretar, analisar, recriar, reinterpretar o seu trabalho e o dos outros? Produziu trabalhos artísticos utilizando sua poética pessoal e coletiva para expressar e comunicar imagens, ideias, pensamentos e sentimentos? Construiu conceitos sobre arte? Poetizou o seu universo?

     

    Pensamos que todos estes objetivos foram alcançados e, a nós, o prazer de fruir destes trabalhos tão ricos em suas etapas criativas e resultado final.

    Mas, para que as perguntas encontrem eco em pensadores célebres citamos Vigotsky,  p. 316, apud Ceres Murad, p. 79

    "O efeito da reação estética do fruidor diante da obra de arte, tal como um cuito-circuito entre sentimentos e ideias contraditórias, movimenta o psiquismo, resultando em tornar mais complexos o pensamento e a vida afetiva. A arte introduz cada vez mais a ação da paixão, rompe o equilíbrio interno, modifica a vontade em um sentido novo, formula para a mente e revive para o sentimento aquelas emoções, paixões e vícios que, sem ela teriam permanecido indeterminado e imóveis".

     

    REFERÊNCIAS

    MURAD, Ceres. Ópera na Escola: uma experiência de aprendizagem. São Paulo: Editôra Senac São Paulo, 2010.

     

    E-REFERENCE

    https://bibliotecadeamericana.com/ - acesso em 8.12.2017.

     

     

    PANETONE MUITO PRÁTICO!

    Receitas de Panetone tem às dúzias aí pela net, mas acho esta bem especial, pois a massa é meia mole e pode ser feita quase totalmente na batedeira, dando, portanto, bem menos trabalho que a massa tradicional, e ficando tão bom quanto!...Aliás a massa fica fofíssima e leve.

     

    Vamos lá:

     

    1 kg de farinha de trigo

    6 ovos

    250 gramas de manteiga

    4 tabletes de fermento Fleishman (15 gr. cada)

    1/2 litro de leite

    2 1/2 xícara de açúcar

    1 colher (chá) de sal

    Essencia para panetone

    Frutas cristalizadas, passas sem sementes e nozes picadas

     

    Aqueça o leite e divida-o em 2 partes.

    Numa derreta a manteiga, noutra dissolva o fermento.( nesta parte o leite deverá estar morno, apenas, pois senão passa do ponto ideal para o fermento)

    Vá batendo na batedeira os ovos, adicione o açúcar, o sal, e vá alternando a  farinha, e os dois leites, até concluir. Bata bem, e deixe crescer na própria tigela da batedeira.

    Depois de crescido adicione  a essencia de panetone, as frutas cristalizadas, as uvas passas e as nozes.

    Coloque em formas de papel apropriadas,  faça uma cruz em cima,  deixe crescer novamente.

    Antes de pôr no forno a assar, pincele em cima com gema de ovo.

    O tempo de forno vai depender de cada forno, mas, em média, vai mais de 30 minutos, devido a altura do panetone. Se abaixar o forno após o crescimento, poderá deixar aprox. 40 minutos.

     

    Viu que molezinha?

     

    Feliz Natal, desde já!

     

     

    A FOTO É DO PANETONE DA BAUDUCO, QUE É MUUUIIITTOOO BOM TAMBÉM!

     

    Walcyr Carrasco e Eu! Uma relação de longa data!

    Nunca fui dada à tietagem. Claro, adoro os ídolos, mas nunca tive coragem de lhes pedir um autógrafo. Já me sentei ao lado de alguns em restaurantes e não pedi para tirar foto. Acho isso de tremendo mau gosto!...Imagine, atrapalhar o seu sacrossanto momento de paz!...Uma heresia!

    A não ser quando criança, pedi pelo correio que me enviassem a foto do Ted Boy Marino, e olhava sempre para ela, encantada... Isso foi o máximo a que cheguei.

    ...Até a última sexta-feira quando soube que Walcyr Carrasco iria estar na cidade de Sumaré/SP para fazer uma palestra de abertura do concurso "Professor/Escritor". Eu tinha que vê-lo e mostrar-lhe minha coleção de artigos seus publicados na revista Veja desde o ano de 1994, páginas amareladas pelo tempo: um luxo! Aqui mesmo no blog já publiquei um deles.

    Nesta época ele ainda não era tão conhecido como agora, por conta de suas novelas na Rede Globo de Televisão, mas eu apreciava tanto os textos que, quando precisava por as revistas na reciclagem porque não tinha mais lugar para guardá-las, destacava os textos do Walcyr e guardava-os. 

    O que eu não imaginava era que algum dia eu teria a oportunidade de mostrar-lhe a minha coleção. 

    E eu aproveitei para dizer-lhe, pessoalmente, o quanto o amava! 

    ...Agora só me falta dizer a mesma coisa ao Leandro Karnal.

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     O Escritor José Eduardo Milani, Walcyr Carrasco e Eu com os textos na mão

     

    FLUXO: A NEUROLOGIA DA EXCELÊNCIA

    Escrevi este post em 2012, mas estou republicando-o porque encontrei um vídeo de um TED de Mihaly Csikszentmihalyi, citado no post, que achei bastante pertinente para complementar o assunto.

     

    No livro " A Inteligência Emocional" de Daniel Goleman pude esclarecer algo que já havia constatado em meus estudos de Educação Artística e que já havia publicado aqui em outro post intitulado "O outro Ser que Habita em nós", que fala sobre algo que nos toca quando estamos criando.

     

    À primeira vista parece ser um livro de auto ajuda, mas na verdade é bastante científico, esclarecedor, baseado em pesquisas próprias e de outros grandes nomes como Howard Gardner, Mihaly Csikszentmihalyi

     

    Neste livro, Goleman explica e nomeia esta manifestação como "Fluxo: A Neurologia da Excelência". E cita palavras de um compositor que descreve isso de forma bem próxima a que descrevi há um mês atrás no post:

     

    " Nós entramos em tal nivel de êxtase que parece que não existimos. Tive essa sensação várias vezes. Minha mão parece ser independente de mim, e nada tenho a ver com o que se passa. Simplesmente fico ali observando, em estado de respeito e encantamento. E a coisa flui por si mesma".

     

    Segundo Goleman, este Fluxo que toma conta de nós pode ser desenvolvido e aplicado, inclusive, na Educação.

    Não apenas isso, mas outras manifestações notadamente enriquecedoras e modificadoras para o Ser Humano como a Esperança e o Otimismo. Conforme alguns pesquisadores citados, ele nos diz que a "esperança faz mais que oferecer um pouco de conforto na aflição: desempenha um papel surpreendentemente poderoso na vida, oferecendo uma vantagem em domínios tão diversos como o desempenho acadêmico e em aguentar empregos onerosos". E, diferente de um livro de auto ajuda, ele cita várias experiências realizadas em cada uma destas áreas.

     

    Seria bem interessante aprofundar-se no assunto e aplicar seus métodos para tentar fazer a diferença neste mundo tão carente em construir seres humanos mais reflexivos, solidários, sensíveis e empáticos.

     

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    A ARTE ROMANA - PARTE 3 - ESCULTURA

    A ESCULTURA NA ERA ROMANA 

    Embora os romanos tivessem copiado maciçamente a estatuária grega para atender à mania de arte helênica, desenvolveram gradualmente um estilo próprio. A escultura romana em geral é mais literal. Os romanos tinham em casa máscaras mortuárias, feitas em cera, dos ancestrais. Essas imagens realísticas eram moldes totalmente factuais das feições do falecido, e essa tradição influenciou os escultores romanos.

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     Máscara Mortuária Grega confeccionada no Período Romano

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    Másca Mortuária da Região de Fayum durante o Império Romano

    Ambas as máscaras foram retiradas do site da Agência de Notícias Brasil Árabe 

    Exceção a essa tradição era a produção em série de bustos, semelhantes a deuses, de imperadores, políticos e líderes militares, dispostos nos prédios públicos de toda a Europa, reafirmando uma presença política a milhares de quilômetros de Roma. É interessante observar que, no declínio de Roma, quando os assassinatos se tornaram o método preferido para a transferência de poder, os bustos reverteram para uma brutal honestidade. Uma estátua nada elogiosa de Caraculla revela um cruel ditador, e o escultura de Felipe, o Árabe, mostra um tirano desconfiado.

     

    Busto de Caraculla

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     Busto de Filipe o Árabe - Imperador Romano de 244 a 249 - Fonte Wikipédia

     

    Outra corrente importante da escultura romana foi o relevo narrativo. Painéis de figuras esculpidas representando feitos militares, decoravam arcos de triunfo, sob os quais desfilavam os exércitos vitoriosos conduzindo longas filas de prisioneiros acorrentados. A Coluna de Trajano (106 – 113 d. C.) é o mais ambicioso desses monumentos. Mostra um relevo envolvendo a coluna em mais de duzentos metros de espiral ininterrupto, comemorando o massacre que os romanos fizeram contra os dácios. Alguns consideram a construção da coluna um monumento em homenagem a um "genocídio", lamentável e repugnante motivação, mas não deixa de ser uma obra de arte. 

      

     Coluna de Trajano, em Roma

     

    Detalhe da Coluna de Trajano 150 cenas de massacre

     Os romanos eram grandes admiradores da arte grega, mas por temperamento, eram muito diferentes dos gregos. Por serem realistas e práticos, suas esculturas são uma representação fiel das pessoas e não a de um ideal de beleza humana, como fizeram os gregos. Retratavam os imperadores e os homens da sociedade.

    Mais realista que idealista, a estatuária romana teve seu maior êxito nos retratos.

    Com a invasão dos bárbaros as preocupações com as artes diminuíram e poucos monumentos foram realizados pelo Estado. Era o começo da decadência do Império Romano que, no séc. V - precisamente no ano de 476 - perde o domínio do seu vasto território do Ocidente para os invasores germânicos.

     

    Estátua de Augusto de Prima Porta com Eros a seus pés. 

    Augusto de Prima Porta com Eros a seus pés - Deta

    Detalhe da Armadura da Escultura de Augusto de Prima Porta

     

    Na Parte IV, falaremos sobre a Arquitetura! CONTINUA EM A ERA ROMANA PARTE IV

     

     

    CINEMA E APRENDIZADO

     Ano passado fiz um trabalho de Educação Artística com grupos de adolescentes e adultos acima de 48 anos onde eu lhes falava sobre a História da Arte, aplicava exercícios práticos e depois contextualizava, pautada na Abordagem Triangular de Ana Mae Barbosa.

    A contextualização era feita com filmes sobre o período estudado.

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                                                              Banner de divulgação do Projeto

    Foi muito gratificante, e a partir dali comecei a elaborar uma lista de filmes que pudessem ser usados em sala de aula para explanações de temáticas diversas.

    A maioria deles tem no Netflix, que a maioria deve conhecer; é um serviço On Demand das TVs Smart, daquelas televisões que acessam Internet. E o melhor deste serviço é que não precisa baixar nada, não corre riscos desnecessários, é muito barato e não prejudica a Indústria Cinematográfica e Cultural, como os serviços piratas que tem na Internet.

    Segue uma pequena lista deles e algumas aplicações que identifiquei, mas é um assunto muito amplo e pode ser ainda melhorado, se alguém quiser contribuir é só deixar escrito nos comentários. Hoje postaremos sobre os mais relevantes para a área de Educação Artística, mas faremos uma sequência de posts, sendo que o próximo será para a área de História, depois filmes Poéticos, Psicológicos e sobre Racismo.

     

    FILMES PARA ENSINO DE  EDUCAÇÃO ARTÍSTICA, mas, cuidado, muitos deles tem conteúdo inadequado para menores de 14 anos. Talvez, alguns, seja melhor fazer uma edição prévia. A sugestão é que a professora assista antes e se prepare. Cada filme dá para abordar não apenas as obras dos retratados, mas, também, temas mais conceituais como decadência humana por uso de drogas e álcool, como no caso do filme "Modigliani". Dependência do outro, como no caso de "Frida" e "Camille Claudel". Assuntos que nós professores não podemos deixar passar em branco, uma vez que devemos ter como missão trabalhar o indivíduo como um todo. A maioria deles dá para fazer uma interdisciplinaridade com as aulas de História. Enfim, é uma riqueza só rsrsrsrs!

    MR. TURNER - Excelente, trata sobre o conhecido pintor Willian Turner, seus últimos 25 anos de vida, seus processos criativos excêntricos. Ideal para se falar do período pré impressionista, uma vez que Turner é considerado um de seus precursores. Mas, tem algumas cenas um tanto fortes, portanto, há de se pensar a quem passar. Aconselhável para turmas acima de 16 anos.

    A INVENÇÃO DE HUGO CABRET - Filme bem poético sobre a vida de um menino que vive na estação de Paris, tentando descobrir um mistério. Interessante para a área de Educação Artística, pois além dessa poética, o filme acaba revelando uma relação com a obra de George Melié, um dos pioneiros do cinema. Dá para polarizar o aprendizado em várias direções. - tem no Netflix.

    POUCAS CINZAS - Mostra as relações de amizade entre Salvador Dali, Frederico Garcia Lorca e Luis Bruñuel. Importante para conhecer aquele momento do início do século XX na Espanha, onde a iminência da guerra civil acabou levando Garcia Lorca ao fuzilamento. Pouco mostra sobre as obras destes três grandes artistas, mas poderá servir para uma contextualização.

    O SEGREDO DE BEETHOVEN – o filme cria a personagem Anna Holtz, que ajuda Beethoven a escrever algumas partituras, mas segundo estudos ela seria fictícia e nunca teria existido.

    PIAF – Sobre a vida de Edith Piaf. Tem no NETFLIX 

    AGONIA E EXTASE - sobre a vida de Michelangelo

    CLEÓPATRA - Ideal para retratar o período da arte romana e egípcia, pois retrata os dois impérios.

    CAMILLE CLAUDEL –  Na Paris de 1885, a jovem Escultora torna-se aprendiz e amante de Rodin, o que a torna mal vista pela sociedade e lhe causa danos irreparáveis em sua vida. - Tem no Netflix

    A MOÇA DO BRINCO DE PÉROLA - Na Holanda do século XVII uma jovem camponesa vai trabalhar na casa do grande pintor barroco Johannes Vermeer e acaba se tornando modelo do quadro mais famoso do artista. Tem no NETFLIX.

    BASQUIAT - conta a vida do jovem artista que vivia na mendicância pelas ruas de Nova York até ser descoberto por Andy Warhol -

    CARAVAGGIO - Biografia poética do célebre pintor renascentista, sua sexualidade e sua relação com o poder.O filme remete às cores e texturas de suas obras. Tem no Netmovies que é outro serviço On Demand para TVs Smart.

    OS AMORES DE PICASSO - Vivido por Antony Hopkins, retrata o romance do artista aos 60 anos, que no auge de sua carreira convida uma moça de 23 anos para morar com ele.

    FRIDA – Sobre a vida da mexicana Frida Kahlo. Mostra sua trajetória artística e sua vida atribulada junto do também artista plástico Diego Rivera. O grande papel de Salma Hayek - tem no Netflix.

    MOULIN ROUGE - A passagem de Toulose Lautrec na trama é meramente de coadjuvante, mas vale a pena assistir a versão com Nicole Kidman. Linda Fotografia. - Tem no Netflix.

    AS SOMBRAS DE GOYA- Mostra o momento histórico de Goya, com a Igreja Catolica e seus desmandos na vida daquelas sociedades e tb sobre a Revolução Francesa e sua influência até a Espanha, que é onde se desenrola a história.

    MODIGLIANI - Muito lindo! Andy Garcia personifica o doce e boêmio pintor italiano Amedeo Modigliani, quando este habitava numa espelunca em Paris. Seus casos, seus quadros, suas brigas com Picasso. Tudo retratado com muita poesia. Com muita singeleza e autenticidade. Dá vontade mesmo de subir nas mesas e declamar poemas quando termina. 

    KLIMT. Paris, 1900. Gustav Klimt é homenageado na Exposição Universal enquanto em Viena é condenado como provocador. Vive a vida como a pinta, os seus modelos são as suas musas. Klimt está à frente do seu tempo. Como tem cenas de sexo é melhor avaliar e editar antes de passar para os alunos.

    MINHA AMADA IMORTAL – Sobre a vida de Beethoven. 

    CARRINGTON -  Sobre a vida da Pintora Dora Carrington.

    A VIDA DE LEONARDO DA VINCI. É considerado o melhor e mais completo filme sobre esse grande mestre. Uma superprodução milionária da RAI filmada nas locações reais nas quais viveu o artista, e baseada numa meticulosa pesquisa histórica. Sugiro, inclusive, que a professora compre o DVD, pois são umas 5 horas de filme.

    O MESTRE DA VIDA.  John Talia Jr. é um talentoso e problemático estudante de artes. Ao conhecer Nicoli Seroff, um genial pintor, ele insiste para que o velho mestre o ensine a pintar. Mas Seroff não só desistiu da arte, mas também da vida e quer ficar em paz. – tem no Netmovies.

    MEIA NOITE EM PARIS – Tem Netflix -  Surreal, porém Ótimo. Dá, inclusive, para trabalhar essa ideia de surrealismo aplicada às diversas linguagens, embora não seja filme sobre o Surrealismo em si, a história é que é surreal.

    POLLOCK - sobre a vida do artista e seus processos criativos.

    SERAPHINE - fala sobre a trajetória da artista Seraphine Louis também conhecida como Seraphine de Semlis que ganhava a vida como faxineira no período que antecedeu a Primeira Guerra Mundial.

    SEDE DE VIVER - Mostra Van Gogh dividido entre sua genialidade e sua mente atormentada. 

     

    Bem, estes são alguns para contextualizar diversos períodos da História da Arte. Claro que os professores já os conhecem todos e estaria chovendo no molhado, mas, a inteção da lista é para aquelas pessoas que amam cinema e querem assistir aos filmes com olhares mais reflexivos e críticos.

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    Museu do Ipiranga

    O Museu Paulista ou Museu do Ipiranga está fechado para visitação desde julho de 2013 para restauração e será reaberto em 2018, por isso é importante manter viva a História deste Museu tão apreciado pelos paulistas.

     

     

    Introdução

    Visitação guiada ao Museu Paulista da USP. A história contada sob o ponto de vista do paulista.

     

     

    Conteúdo

    O Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga, desde 1963 tem como mantenedor  a Universidade de São Paulo (USP), possui um acervo permanente tombado há mais de 10 anos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, e por essa razão a exposição de todos os objetos referentes ao período da História da Independência do Brasil não muda.

     

    O edifício foi construído entre 1885 a 1890, com o objetivo de ser um monumento à Independência. A planta original desenhada pelo arquiteto e engenheiro italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi, foi adaptada pela pressa e falta de recursos, estes vindos de empresários, políticos e do próprio povo. Para o projeto foi feito uma maquete em gesso, a qual levou quase o mesmo tempo que o próprio edifício para ficar pronta, esta maquete encontra-se em exposição no museu. Muitos estrangeiros vieram para trabalhar na construção do palácio, pois no Brasil daquela época não havia mão de obra especializada capaz de executar tantos detalhes e ornamentos. Nascia o primeiro prédio público de alvenaria de São Paulo e também a partir dele houve uma mudança arquitetônica na cidade. O prédio foi inaugurado no primeiro ano da Proclamação da República e embora seja um palácio nunca fora habitado, pois com a organização da república tornou-se inicialmente museu de história natural.

     

    Com a chegada de Afonso Taunay o museu passou a ter também caráter histórico, pinturas e esculturas foram produzidas para compor o acervo a fim de destacar a participação do povo paulista na história brasileira.

     

    Desde a entrada é possível perceber, pela quantidade de símbolos expostos, que a história é muito mais complexa do que aparenta, por isso a visitação guiada é imprescindível para que o visitante compreenda toda a simbologia e as mensagens propostas pela exposição. Para isso o Museu Paulista conta com um departamento de educação ou ação cultural no qual o educador do museu orienta os visitantes, esclarecendo e adaptando os códigos da exposição de acordo com o perfil do público.

    Faz parte do acervo tombado a pintura de D. João III, conhecido também como O Piedoso por sua devoção religiosa, foi rei de Portugal entre 1521 e 1557 época das grandes navegações portuguesas e o início da ocupação do litoral brasileiro dividido em capitanias hereditárias.

    D. João III

    D. João III

     

    A pintura de Martim Affonso de Souza, administrador do Brasil Colônia, capitão hereditário e fundador da Vila de São Vicente, bem como a de João Ramalho, explorador português que sofreu um naufrágio na costa brasileira e fora resgatado e acolhido por índios, casou-se com Bartira, filha do Cacique Tibiriçá, com quem teve nove filhos.

    Martim Afonso de SouzaJoão Ramalho e seu filho

    Martim Affonso de Souza                              João Ramalho e seu filho

    Cacique Tibiriçá

    Cacique Tibiriçá

     

    Entre as pinturas de João Ramalho e do Cacique Tibiriçá há uma criança fazendo uma menção aos mestiços filhos de portugueses e índios, os chamados mamelucos. Essa percepção só foi possível com a visitação guiada. Os quadros foram pintados por Benedito Calixto que idealizou a fisionomia de cada personagem, pois de outra forma não seria possível.

     

    O acervo conta também com duas esculturas gigantescas em mármore de carrara dos Bandeirantes mais conhecidos, Antônio Raposo Tavares e Fernão Dias Paes Leme. Nessas esculturas mais simbologia, pois elas mostram a imponência destes sertanistas de ‘grande estatura’, desbravadores de terras longínquas (Raposo Tavares), produtores e geradores de riqueza (Fernão Dias), heróis do Brasil. No entanto, essas expedições resultaram em consequências desastrosas, os povos que já viviam nas regiões desbravadas muitas vezes eram escravizados, privados de sua identidade cultural, e até dizimados pelos próprios colonos ou por doenças trazidas por eles. O papel desses ‘heróis’ vem sendo contestado com o passar dos anos, provando que a história depende de interpretações, de estudos e do que se quer passar de conhecimento para gerações futuras. Não pode ser interpretada como uma verdade absoluta mas sim como uma possibilidade provável.

    Nas escadarias do Museu Paulista existem outras esculturas de Bandeirantes de vários estados brasileiros e datas as quais esses estados foram se separando de São Paulo, bem como esferas com águas dos principais rios brasileiros fazendo uma referência a unificação do território.

     

    Há uma outra maquete em exposição que retrata a cidade em meados do século XIX, onde quase nada foi preservado apenas algumas igrejas como a de São Francisco, Santo Antônio, a igreja do Carmo e a casa de Domitila a Marquesa de Santos e amante de D. Pedro I.

    No salão nobre há o retrato mais conhecido entre os estudantes. O quadro pintado por Pedro Américo retrata o momento da Independência do Brasil às margens do rio Ipiranga. A tela está emoldurada em uma referência a época de ouro do café.

    Independência ou Morte!, também conhecido como O Grito do Ipiranga, 4,15×7,6m, 1888, Museu Paulista (foto disponível no Google)


    Como revela a imagem, o povo sempre às margens dos acontecimentos. A Casa do Grito (esta denominação deve-se ao quadro) ao fundo, hoje é o Museu do Tropeiro no mesmo complexo do Parque do Ipiranga. Há outras obras no mesmo salão que refletem diferentes visões sobre a Independência, entre outros objetos da época como armas, capacetes, moedas e até mechas de cabelos das Imperatrizes Da. Leopoldina, Da. Amélia, Da.Tereza Cristina e Princesa Isabel.

    Ainda no piso superior há a sala do Ciclo do Café, onde estão expostos objetos usados no cultivo e produção do café, além de anúncios, roupas, dinheiro, fotografias da época. A província de São Paulo enriqueceu na virada do século XIX e XX, desenvolvendo e expandindo ferrovias para o melhor escoamento da produção e comércio do café. Neste período a abolição deu lugar ao trabalho de muitos imigrantes.

    Há o mobiliário do século XVII ao XIX como piano, cadeiras, penteadeiras, espelhos, cristaleiras e uma saleta de visitas onde os objetos mais bonitos e caros ficavam expostos para mostrar o refinamento de seus proprietários.

    A ala Imagens Recriam a História, consiste em quadros que foram pintados ao longo da história desde 1500 por diversos artistas. Baseando-se em relatos e documentos da época, esses artistas recriavam momentos e pessoas importantes.

    No subsolo do museu, algumas exposições rotativas mostram outra parte do imenso acervo adquirido. É possível identificar algumas passagens ‘secretas’ e estreitas.

     Jardim

    Os jardins em estilo francês com uma grande fonte central deixa ainda mais imponente o palácio no alto da colina.

     

     

    Conclusão

    A História ao longo dos anos foi sendo constantemente reinterpretada, o que não invalida o que já sabemos, deixa claro apenas que a compreensão dos processos históricos depende muito da época que são estudados e até mesmo de quem os estudou.

    Não há uma verdade absoluta mas sim uma possibilidade provável. O Museu do Ipiranga reflete exatamente essa mudança de interpretação: será mesmo que os Bandeirantes foram heróis? São questões como essa que nos faz ir além e alimentam os estudos historiográficos.

    Sob esta perspectiva não devemos julgar o passado com o olhar de hoje, mas sim compreender as interpretações e a elas acrescentar informações de estudos pertinentes e embasados.

     

    F I M

     

     

     

     

    E-referências

    http://www.museudacidade.sp.gov.br/casadogrito.php

    www.mp.usp.br

    http://www.independenciaoumorte.com.br/acontece/item/114-hist%C3%B3ria-oficial-do-museu-paulista-da-usp.html

    http://portal.iphan.gov.br/portal/montarPaginaInicial.do;jsessionid=0D2F93A46A1BB10C24980C1FD461E593

    http://www.historiadobrasil.net/independencia/

     

    PORQUE A ARTE CONTEMPORÂNEA É TÃO RUIM?

    Acredito que eu não seja a única a não entender nada quando se depara com obras de péssima qualidade estética e conceitos duvidosos ganhando lugar de destaque em galerias de arte de gabarito e museus famosos. Estudo arte há alguns anos, e no final deste, concluo minha Licenciatura em Educação Artística, mas confesso, tenho minhas dificuldades com aquilo que fere meu senso estético.

    Em nossa última visita ao MASP nos deparamos na galeria das esculturas com uma escada amarrada a um bode. Minhas filhas e eu ficamos indignadas ao ver esta coisa grotesca em meio a tantas obras de artistas famosos como Degas, Rodin, Renoir.

    Hoje, uma delas me enviou este vídeo que "lavou minha Alma".