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INTERCAMBIANDO

Blog para fazer amigos pelo mundo, falar do cotidiano, experiências , sentimentos e relacionamentos das pessoas comuns...

INTERCAMBIANDO

Blog para fazer amigos pelo mundo, falar do cotidiano, experiências , sentimentos e relacionamentos das pessoas comuns...

  • Humanos em Construção - SANTOS/SP

    Do dia 15 ao 25 de Julho de 2019 estivemos na cidade de Santos/SP, Brasil, no Orquidário, aplicando nosso projeto "Humanos em Construção" que consiste em oficinas de arte e rodas de conversa sobre vida e felicidade.

    É um projeto para grupos pequenos para que se possa realmente haver esta troca e seja significativa para os envolvidos.

    No dia anterior ao início do projeto houve uma feira no próprio Orquidário sobre lixo criativo e, qual não foi nossa surpresa quando percebemos que nossos assuntos estavam totalmente entrelaçados embora nunca tivéssemos tido nenhum outro contato com o grupo expositor. Coincidência? Premência de uma sociedade para dar bom destino ao seu lixo? Fluxos culturais que dimensionam e delimitam estratégias?... Seja lá o que for, ficamos felizes por nosso projeto estar tão conectado ao nosso tempo e suas demandas.

    Tínhamos, a cada encontro, uma aula expositiva para trabalhar alguns conceitos que o projeto privilegia

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    Uma roda de conversa para discussão das temáticas e conhecer os anseios das participantes

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    E uma parte prática

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    Com agradáveis momentos de socialização e carinho dos amigos. Pena que não tiramos nenhuma foto! O papo era tão bom e sempre regado a bons comes e bebes que ninguém nem lembrou!  E fechamos com chave de ouro: apreciando o delicioso Banoff da Therezinha Mendonça. 

    Nosso carinho e agradecimentos a todas que participaram e à Cibele Coelho Augusto por ter acreditado em nosso trabalho.

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    Agora, aguardando o dia de nosso reencontro que promete ser um sucesso com a apresentação da Designer Rose Sardin.

     

     

     

     

     

    A FOTOGRAFIA E SEU ESVAZIAMENTO DE SENTIDO NA CONTEMPORANEIDADE

    Inspirados em Rosangela Renó, artista plástica e fotógrafa brasileira, propusemos em nosso Projeto "Humanos em Construção" aplicado na escola Anna Maria, Americana/SP,  uma exposição de fotografias impressas, algumas em branco e preto. Na abertura da exposição mencionamos a importância destes "novos velhos olhares" para o segmento impresso que está a desaparecer por completo, frente às novas demandas de nosso tempo.

    Reproduzo aqui as palavras de Rosangela Renó, encontradas no livro de arte de 8º ano - "Mosaico" para que faça sentido para mais pessoas e se pense, se reflita realmente sobre o sentido de fotografar, a forma de armazenar, a forma de compartilhar, e no final deixar algumas perguntas:

    Se suas fotos, que deveriam ocupar um lugar de destaque para você, em sua vida, não estão sendo armazenadas adequadamente e daqui a pouco serão descartadas, qual sentido terá para as outras pessoas?

    Só para ganhar Likes?

    Qal o sentido do "like", se daqui 5 minutos ninguém lembrará mais.

    Porque o "like" ficou tão importante para as pessoas?

    Será que não nos transformamos em uma sociedade de Narcisos que se afogará na própria imagem?

    Bem, mas esta também já é outra história. Vamos ao exclente texto de Rosangela Renó:

    "Atualmente percebo mudanças óbvias no comportamento do ser humano , que parece achar que é muito difícil se dedicar simplesmente a observar algo, sem um instrumento. Recentemente em uma festa, vi um grupo de quatro mulheres, que dançavam, cada uma com um smartphone. (...)

    Hoje, tiram-se fotografias a fim de não voltar atrás e olhar para elas, as pessoas nem sequer fazem mais álbuns,  elas armazenam as imagens apenas para perdê-las em mídias obsoletas. Nem sequer é necessário adotar critérios de armazenamento uma vez que a maior parte torna-se irrecuperável, devido à própria natureza do arquivo. 

    As perguntas tornam-se mais filosóficas, quanto mais rápido nós todos submergirmos em um mar de tecnologias, que se sobrepõem umas às outras, em uma espiral de imagens incompletas em circulação eterna. O tempo para desfrutar das coisas tornou-se muito reduzido, porque estamos todos com pressa. Há muito que fazer, para documentar, para se comunicar, para transmitir. Hoje, há uma febre documental muito evidente que parece colocar o foco no lugar errado: as experiências começam a ser documentadas não de modo que o sujeito envolvido nelas possa aprender, mas para que elas possam ser mostradas para o maior número de pessoas. O esvaziamento do significado da experiência vem com a ilusão de seu maior alcance."

     Rosangela Renó em entrevista à Luisa Duarte. PEDROSA, A.; DUARTE,L. ABC, Arte Brasileira Contemporânea. São Paulo: Cosac   Naif, 2013.

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    Nossa pequena exposição e proposta à reflexão no colégio Anna Maria

     

     

    BIBLIOGRAFIA

    Rosangela Renó em entrevista à Luisa Duarte. PEDROSA, A.; DUARTE, L.ABC, Arte Brasileira Contemporânea. São Paulo: Cosac Naif, 2013 apud em Projeto Mosaico: Arte: Ensino Fundamental/Beá Meira...[ et al.] - 1.ed. - São Paulo: Scipione, 2015.

     

     

     

    HUMANOS EM CONSTRUÇÃO - ARTE, VIDA E FELICIDADE

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    Em 2012 começamos a escrever um projeto para nosso TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) da faculdade de artes, e em 2014 tivemos a oportunidade de aplicá-lo para públicos de diversas faixas etárias, graças ao apoio do Nids (Nucleo de Desenvolimento do Ser) que nos cedeu suas instalações.

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    Na época o denominamos "Projeto Despertar", mas logo vimos que tinha uma série de ajustes a serem feitos, principalmente com relação ao dimensionamento do tempo em que iríamos aplicá-lo.

    Com o tempo no magistério fomos percebendo que deveríamos focar mais nos interesses dos participantes, nas suas demandas de vida, que propriamente na história da arte que era o foco inicial. Foi então que surgiu o "Humanos em Construção", que também se utiliza da história da arte, mas de forma que faça sentido com as expectativas dos participantes.

    Para isso nos utilizamos da escuta, como ponto de partida e direcionamento dos trabalhos.

    Claro que temos uma estrutura a ser seguida, mas que poderá ser alterada diante destas demandas.

    Como lema estruturante do projeto optmos pelo livro "Fluxo" de Mihail Csikszentmihalyi, que nos propõe formas de mudar nosso nível de consciência, para que tenhamos uma vida mais agradável e feliz. 

    Ficamos muito felizes com os resultados obtidos, e queremos agradecer o apoio de Viviane Stradiotto, Solange Dota e Emerson Atair Garbim, sem os quais não teríamos tido a oportunidade de aplicar o projeto.

    Na Escola Anna Maria, aqui em Americana, estamos no final da primeira fase, onde concluímos os estudos sobre o Modernismo Brasileiro, com lindos trabalhos em relevo feitos com filtros de café, lavados e reutilizados, para ampliar os conceitos de sustentabilidade. Por ser um papel de excelente qualidade nos permite o uso de colas, tintas e vernizes, com ótimos resultados.

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    Esta fase foi tão positiva que, em apenas dois meses (o que dá um total de 8 encontros) conseguimos montar um grupo de dança haitiana, para homenagear nossa aluna Mitchina, que é do Haiti e quer ser dançarina. Alguns alunos da classe dela aderiram e ontem fizeram a apresentação.

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    Montamos, também, uma exposição de Arte Barroca e uma de fotografia.

    Estamos iniciando também na Escola Risoleta, onde estamos bastante empolgados com a receptividade dos alunos.

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    Em Julho aplicamos na cidade de Santos, no Orquidário. 

    O POEMA COMPLETO DE PEDRO CASSIANO AGUILAR

    Parece que a novela "Escrito nas Estrelas" está sendo passado em algum país, pois volta o interesse pelo poema e pela procura de mais informações. Então republico este post.

     

    Quando terminou a novela Escrito nas Estrelas aqui no Brasil, escrevi  no Sabedoria Popular um post chamado "A COMOÇÃO POR UMA FRASE", pois naquela ocasião era o que tínhamos:apenas a famosa frase dita diariamente na novela...

    Porém, qual não foi minha surpresa quando alguém entrou no blog dizendo ser Pedro Cassiano de Aguilar e colocando lá o poema completo. Fiquei emocionadíssima, mas alguns dias depois assisti uma entrevista com a própria Elizabete Jhin dizendo que ele era um personagem fictício.  

    Bem, mas isso não desmerece a beleza do Poema que segue:

     

    Cada volta que o ponteiro do relógio dá

    Acelera o passo da minha vida

    Encurta minha história e antecipa meu fim

    Que tem hora marcada pra chegar

    Mas que eu desconheço

     

    Cada um de nós é como um livro

    Que guarda sua própria história

    Com início, meio e fim

    Nosso corpo é só uma casa onde a alma habita

    E a morte é o último vôo de nossa alma

    Que parte por não caber mais nessa casa

    Como se quisesse começar uma nova história, um novo livro

     

    Cada minuto que passa pode ser tudo que me resta para viver

    Mas eu desperdiço o tempo como se ele fosse infinito

    Penso, logo sei que existir é uma circunstância

    Que a vida acontece num sopro de Deus

    E a chama permanece acesa enquanto estamos vivos

     

    Cada pessoa tem uma criança aprisionada dentro de si

    A criança que fomos nunca muda

    Nosso corpo é que envelhece ao redor dela

    Eu queria viver minha infância toda outra vez

    Mas a ampulheta do tempo eu não posso virar

     

     

    Pedro Cassiano Aguillar a 27 de Novembro de 2010 às 21:16

     

    IF YOU WANT DO SEE THIS POEM IN ENGLISH CICK HERE

     

    EM ESPANHOL CLIQUE AQUI

     

    Caso deseje ver o comentário deixado pelo ficticio Pedro Cassiano de Aguilar lá no Sabedoria Popular é só clicar aqui

     

     

     

     

    ELIZABETH JIHN AUTORA DA NOVELA

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    O MOTOR DO RENALITA

    Apenas aos 39 anos dei me conta do quanto os sons afetam nossas vidas.

    Havíamos nos mudado para a cidade de Santos/SP, e ao ouvir os apitos dos navios meu coração se enchia de alegria, como se alguém querido fosse chegar.

    Vivia feliz!... Afinal, em uma cidade portuária entra navio à toda hora.

    ... Até o dia em que a minha morena embarcou no Renalita* para fazer dramaturgia na Anhembi/Morumbi em São Paulo!...Não poderia pensar futuro mais brilhante para ela!

    Mas, então, porque o coração sangrava com o barulho do motor do Renalita?

    Assim foram todas as madrugadas: Eu me levantava, aprontava o café da manhã dela, dava um abraço, voltava deitar mais um pouquinho antes de sair para o trabalho, e a hora que o Renalita partia, partia meu coração...

     

     

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    Escrevi este post em 06/09/2017 pois havia começado a ouvir novamente o motor dos ônibus que avançam a madrugada levando e trazendo trabalhadores desta região onde moro. Sempre durmo como uma pedra, mas havia começado novamente a ouvir estes sons e a sentir o coração apertado. Sabia que esta sensação de perda estava novamente me rondando.

    Desta vez não foi o Renalita que levou os meus amores, mas o desejo de viver em um país menos cruel, com menos desigualdades, menos corrupção e mais justiça social.

    O caminho também requer muitas lutas mas um coração esperançoso é uma arma poderosa para percorre-lo.

    Já não ouço mais o motor do Renalita, mas quando sei que terei que passar na Rua 7 de setembro já sinto nós no estômago e náuseas.

    Apenas a esperança da vitória e do encontro com os objetivos pretendidos aliviam meu coração e o enchem de esperança pelos dias melhores e mais felizes.

    Afinal, como todos dizem, criamos os filhos para o mundo.

    ...Só demora um pouco para um coração de mãe aceitar isso!!!!

     

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    PANETONE MUITO PRÁTICO!

    Receitas de Panetone tem às dúzias aí pela net, mas acho esta bem especial, pois a massa é meia mole e pode ser feita quase totalmente na batedeira, dando, portanto, bem menos trabalho que a massa tradicional, e ficando tão bom quanto!...Aliás a massa fica fofíssima e leve.

     

    Vamos lá:

     

    1 kg de farinha de trigo

    6 ovos

    250 gramas de manteiga

    4 tabletes de fermento Fleishman (15 gr. cada)

    1/2 litro de leite

    2 1/2 xícara de açúcar

    1 colher (chá) de sal

    Essencia para panetone

    Frutas cristalizadas, passas sem sementes e nozes picadas

     

    Aqueça o leite e divida-o em 2 partes.

    Numa derreta a manteiga, noutra dissolva o fermento.( nesta parte o leite deverá estar morno, apenas, pois senão passa do ponto ideal para o fermento)

    Vá batendo na batedeira os ovos, adicione o açúcar, o sal, e vá alternando a  farinha, e os dois leites, até concluir. Bata bem, e deixe crescer na própria tigela da batedeira.

    Depois de crescido adicione  a essencia de panetone, as frutas cristalizadas, as uvas passas e as nozes.

    Coloque em formas de papel apropriadas,  faça uma cruz em cima,  deixe crescer novamente.

    Antes de pôr no forno a assar, pincele em cima com gema de ovo.

    O tempo de forno vai depender de cada forno, mas, em média, vai mais de 30 minutos, devido a altura do panetone. Se abaixar o forno após o crescimento, poderá deixar aprox. 40 minutos.

     

    Viu que molezinha?

     

    Feliz Natal, desde já!

     

     

    A FOTO É DO PANETONE DA BAUDUCO, QUE É MUUUIIITTOOO BOM TAMBÉM!

     

    MAIS UM POUCO SOBRE CRIATIVIDADE

    Em nossa sociedade temos o hábito de pensar que o criativo é aquele que se destacou exponencialmente em qualquer atividade: os gênios, os grandes artistas, mas nos esquecemos de pensar naqueles que, no seu dia-a-dia, conseguem superar pequenos obstáculos e "melhoram o mundo a seu redor".

    Aliás, esta observação entre aspas, são palavras de Fayga Ostrower, artista plástica, professora, que já mencionamos várias vezes aqui em nosso blog. Sempre gosto de citar trechos seus, pois refletem pensamentos sobre processos criativos e suas ligações com as pessoas comuns e sua humanidade.

    Na página 112 do seu livro "Criatividade e Processos de Criação" ela diz:

    ..."Acima de quaisquer outras considerações, o que importa é o processo criador visto como um processo de crescimento contínuo no homem, e não unicamente como fenômeno que caracteriza os vultos extraordinários da humanidade. Procuramos entender as potencialidades de um modo mais amplo e mais profundo, no sentido global. Poderia, no caso, tratar-se de um grande artista ou cientista, mas não seria apenas a sua produtividade profissional que consideraríamos, seria, antes, o seu potencial criador como dimensão humana a enriquecer a tudo e a todos aos seu redor. O poder criador do homem é a sua faculdade ordenadora e configuradora, a capacidade de abordar em cada momento vivido a unicidade da experiência e de interligá-la a outros momentos, transcendendo o momento particular e ampliando o ato da experiência para um ato da compreensão. Nos significados que o homem encontra - criando e  sempre formando - estrutura-se a sua consciência diante do viver"... 

    ..." Como ser coerente, ele está mais aberto ao novo porque mais seguro dentro de si. Sua flexibilidade de questionamento, ou melhor, a ausência de rigidez defensiva diante ao mundo, permite-lhe configurar espontâneamente tudo que o toca".

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     Fayga em seu ateliê.

     

    A ARTE ROMANA - PARTE 2 - PINTURA

    Exemplos de pintura da Roma Antiga são muito mais abundantes que os da Grécia. Muitos vêm da área localizada ao redor do Vesúvio, sobretudo de Pompéia e Herculano.

     

     A própria Roma, também é uma boa fonte, com os surpreendentes afrescos de um Jardim na Vila de Lívia ou os da casa de Augusto e na Domus Aurea, construída pelo Imperador Nero.

     

    Também incluímos mosaicos nesta história da pintura, dos quais há muitos exemplos espalhados  pela bacia mediterrânea, da Síria e da África do Norte até a Peninsula Ibérica.

     MOSAICOS DAS TERMAS DE CARACULLA

     

     

     Mosaico de Alexandre, encontrado no chão da casa do Fauno em Pompéia

     

     

    A pintura do período Romano é por tradição dividida em 4 estilos sucessivos. São conhecidos como “estilos Pompeianos”, pois foram documentados principalmente em Pompéia, até 79 d.c., ano em que a erupção do Vesúvio destruiu a cidade. O primeiro estilo ( fins do século II A.C. e início do século I A.C.) englobava imitações,  pintadas nas fachadas de muros de mármore coloridos...Muitas vezes embelezados com relevos de gesso pintado, ou estuques, exibiam estreita associação com a arquitetura...Este estilo talvez também tenha sido característico da pintura grega.

     

    O Segundo Estilo (século I A.C.) progrediu para a representação de estruturas arquitetônicas em tamanho natural, empregando perspectiva e “trompe l’oeil”, abrindo-se para outros espaços e paisagens exteriores. Nestas complexas interações arquitetônicas, inseriam-se estátuas e pinturas falsas,com cenas e objetos, animais e figuras humanas. A “Villa dei Misteri” (Vila dos Mistérios), em Pompéia e a casa de Augusto em Roma, são bons exemplos deste estilo.

     

     

    Trompe l’oeil da Ville dei Misteri, embora aparente uma solução arquitetônica, é na verdade, uma pintura.

     

    Outra parede da Ville dei Misteri

     

    A mesma pintura vista por outro ângulo

     

     

     Outra parede da Ville dei Misteri

     

    O terceiro estilo ( fins do século I A.C.  a meados do século I D.C.) foi distintamente decorativo.A arquitetura pintada se torna cada vez mais elegante e ornamental, em vez de mostrar plausíveis construções. Veem-se menos aberturas e paisagens e dá-se mais atenção aos detalhes. Exemplos deste estilo encontram-se nas casas de Marco Lucrécio Fronto e Cecilio Jocundo, em Pompéia.

     

     

     

    O quarto estilo ( cerca de 30 d.C. a 79 d.C.), também conhecido como Estilo Fantástico, ainda exibe vistas de arquitetura, mas faz extenso uso de elementos decorativos exóticos e originais. O arquiteto romano Vitruvio ( Século I a.C) em seu tratado “De Architectura”, condenara um estilo semelhante por sua escassa apreensão da realidade. Descoberto no século XVI, estas decorações foram chamadas de Grotescas e empregadas amplamente na Pintura da Renascença. Encontra-se extensa documentação desse 4º estilo em Pompéia, pois estava em voga durante o período final da trágica cidade vesuviana.

     

     

     

     

    Pintura do 4º Estilo

     

    Na terceira parte falaremos das esculturas deste período! Continua em Era Romana Parte III.

     

     

    MAIS REFLEXÕES SOBRE "O TEMPO"! ESTA NA LINGUAGEM DO BARROCO

    Temos aqui o Poema de Pedro Cassiano de Aguilar, que, apesar de ser um personagem fictício, seu autor soube como tocar os corações humanos com algo que os perturba: A inexorabilidade do tempo.

    Outro poema de igual beleza e idêntico questionamento foi escrito por Frei Antonio das Chagas, eclesiástico franciscano português que viveu de 1631 a 1682. Diz-se que suas pregações cheias de efeitos teatrais, ênfase e demagogia, eram alvo de inúmeras críticas. Sua personalidade exerceu sobre os seus contemporâneos um fascínio perturbador, resultante, sem dúvida, do seu estatuto de homem mundano convertido à causa de Deus. Sua vida, assim como sua obra, retrata o espírito barroco da época, ambas cheias de contrastes e peripécias.

    Mas, vamos ao lindo poema "Conta e Tempo"

     

    Deus pede hoje estrita conta do meu tempo.
    E eu vou, do meu tempo dar-Lhe conta.
    Mas como dar, sem tempo, tanta conta.
    Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

    Para ter minha conta feita a tempo
    O tempo me foi dado e não fiz conta.
    Não quis, tendo tempo fazer conta,
    Hoje quero fazer conta e não há tempo.

    Oh! vós, que tendes tempo sem ter conta,
    Não gasteis vosso tempo em passa-tempo.
    Cuidai, enquanto é tempo em vossa conta.


    Pois aqueles que sem conta gastam tempo,
    Quando o tempo chegar de prestar conta,
    Chorarão, como eu, o não ter tempo.

     

     

     

    EXTASE DE SANTA TEREZA- DE BERNINI

    Um dos artistas mais representativos do Barroco na linguagem da Escultura. 

     

     

    E-REFERENCE

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Frei_Ant%C3%B3nio_das_Chagas

     

     

     

    AS MARCAS QUE DEIXAMOS

    Hoje partiu Jacinta, uma querida que tive o prazer de estar junto apenas uma vez, mas que me marcou profundamente.

     

    Jacinta tinha uma peculiaridade interessante: ela pintava embalagens que iam ser descartadas, enchia-as de balas e presenteava a todas as pessoas, até as que ela não conhecia, como é o meu caso. Com toda certeza esta será uma das marcas que ela deixará e será difícil não se emocionar ao tocarmos seus trabalhos.

     

    Impossível não refletir sobre o quanto os objetos manuseados ( Artesanatos) e os que envolvem uma criação (Arte) vêm impregnados de uma energia vital que permanece todo o sempre ao objeto, como se a eles pertencessem. 

     

    Não discutimos aqui o valor artístico ou estético! Nem o valor emocional ligado àqueles a quem o indivíduo convivia. Claro, para a família todos seremos lembrados por tudo que fomos. Falamos aqui desta energia, ou sinergia, que acompanha todo objeto que foi criado por algum indivíduo  para suprir alguma necessidade pessoal de expressão, ou até para preencher seu tempo criativamente. Queremos discutir aqui que a produção humana não pode ser medida apenas pelo que ditam os cânones da Arte, mas também por todo contexto desta produção e pelo que ela encerra em si mesma de afetividade e do proprio trabalho artesanal.

     

    Por isso hoje, ao tocar os objetos que ganhei de Jacinta, abracei-os e chorei muito. Chorei por Jacinta, chorei por mim, chorei por todos nós que temos uma passagem tão breve aqui e que questionamos para onde iremos, e que a única certeza que temos são das coisas que aqui plantamos, e das marcas que deixamos.

     

     

    ADEUS JACINTA!